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domingo, abril 22, 2012

Era simples assim...

Era assim a vida de uma menina normal...

Sorrisos, promessas de amor, caricias, brincadeiras, risadas inocentes...tudo isso se mistura juntamente com um aroma de livros, cadernos e giz! Era assim o dia a dia na escola com o seu namorado e seus amigos.
Era tudo calmo e tranquilo. Ela não era a garota mais popular ou a mais excluída, era apenas uma garota normal como qualquer outra. Mas no meio desta euforia de adolescente,  algo que mudaria completamente o rumo desta história estava para acontecer, mas ela não tinha ideia. Aconteceu assim....
''Certa manhã, de um dia normal de aula, o meu professor de química me pediu para ir buscar no laboratório alguns materiais para sua aula. Ele depositou nas minhas mãos as chaves e eu fui.
Cantarolando no corredor do colégio, pude perceber que era estranho passar por lá sem ter ninguém correndo, gritando ou fazendo bagunça. Tinha um ar até mesmo de sombrio. Mas não importei, continuei minha caminhada rumo ao laboratório. Chegando em frente á porta, eu já estava chegando no refrão da música  ''Sweet home Alabama....'' e antes mesmo que eu pudesse completar o resto da música e abrir por completa a porta, algo me puxou com tal força para dentro do quartinho escuro que cai no chão. Meio assustada e confusa, levantei-me rapidamente e procurei o interruptor de luz passando a mão na parede. Quando percebi algo gelado que como um súbito agarrou minha mão e a luz se acendeu em seguida. De imediato não reconheci a pessoa que me segurava minha mão com a certeza de não  deixar-me ir; logo, reconheci e levei um susto e ao mesmo tempo me senti mais aliviada. Era um rosto conhecido e este fato me deixou na segurança de dizer:
- HAHA, me pegou! Eu assustei de verdade e   fiquei com muito medo! Bela brincadeira, agora pode soltar minha mão, você está me machucando!Logo, ele me respondeu:- HAHA- riu ironicamente igual a mim- Quem te disse que isto é um brincadeira ?! E não, não posso soltar sua mão. Está te machucando é ?! HAHA, você ainda não viu nada...mal comecei minha diversão...Fiquei sem entender o que ele queria dizer com aquelas palavras, mas senti arrepios, borboletas no estomago e um desespero tomando conta de mim. Minhas mãos já não              
respondiam mais aos meus comandos para fazê-la parar de tremer.
Após ter dito isso, ele me colocou num canto do laboratório e prendeu minhas mãos e meus pés.E disse:- Finalmente eu tenho você aqui comigo.Só para mim....Pena que isso será por pouco tempo!Seria um desperdício jogar fora algo tão belo...
Imediatamente, o medo se entranhou no meu corpo e as palavras sumiram, não sabia o que fazer, o que dizer, não encontrei forças ao menos para gritar. O que eu consegui dizer foi:
- O...o que você vai fazer ?! 
Ele com um olhar de malicia e estupidez disse:
- Meu amor, fique calma...será algo rápido e sem dor ! Antes, quero te dar um presente, é algo que há tempos desejei. 
Com licença!
Ele chegou perto de mim, meu coração batia em ritmo acelerado e fechei meus olhos com medo. Logo senti um beijo nos meus lábios e em seguida um ardor no meu peito.
Ele se afastou e pude notar que algo escorria de mim, algo vermelho. Olhei de imediato para meu peito e vi um punhal cravado.
Eu com o olhar vidrado no punhal disse:
-Por que você fez isso ?
Ele respondeu: 
- Se você não poderia ser minha, não será de mais ninguém.
Após dizer isto, ele se virou, apagou as luzes, fechou lentamente a porta como se estivesse contemplando uma obra de arte , tranco-a e se foi. Escutei seus passos pelo corredor e no final do mesmo, não escutei mais nada, escutei apenas o meu silencio.
Sentia muita dor e minhas lágrimas cai sobre o chão. Não havia como gritar ou o que fazer. Ali para fiquei. Mas antes mesmo de me entregar por completa á morte que estava perto, uma luz invadiu o laboratório e uma voz desesperada disse:
- Menina! Menina! Você está bem ? Calma, fique cociente o quanto puder ! Fique comigo!
Alguém, por favor...me ajude!!!
Eu não conseguia descifrar quem era que estava me ajudando. Segurei firme as mãos da pessoa e como se houvesse areia nos meus olhos, fechei-os.''
É triste relatar essa tragédia, ainda mais tendo visto de perto esse horrível assassinato.
Como assim você não está entendendo nada ? Pois bem, explico. Eu vi tudo de perto, desde o dia em que ela entrou na escola até o dia em que ela saiu, de uma forma sombria, mas saiu.
Eu estive do seu lado desde do momento ruim até o memento triste, relatei cada sorriso ou lágrima.Ainda continua sem entender nada né ?! Portanto, irei direto ao ponto.Não sou o ex-namorado ou o a pessoa que tentou salvá-la. Sou seu assassino. Convivo com essa culpa todos dos dias da minha vida nessa casa psiquiátrica.Fui considerado como um louco há 15 anos atrás por ter cometido tal barbaridade por ciúmes. Concordo com o julgamento que me deram, fui um louco sim em tirar a vida dela e a alegria de seus pais, amigos e do namorado. Portanto, se você leu isso é porque provavelmente eu estarei morto no meu quarto de hospício com a mesma arma do crime de antes.Fiz isto pois não aguentava mais sonhar todos os dias com o seu sorriso sincero e lembrar de suas palavras doces que me diziam o quanto eu era especial para ela, do quanto ela tinha orgulho de me ter como amigo. Por que não me contentei com isso ?! Se eu tivesse me contentado, hoje ela estaria feliz e quem sabe até casada. Sou um louco que acabou com uma vida sem motivos reais, apenas com motivos para se sentir amado e realizado.

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