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sexta-feira, setembro 19, 2014

Coming Back

Seus movimentos eram precisos, como se quisesse impressionar.O que de fato acontecia.
Sua técnica e leveza, dava a impressão de flutuar por todos os espaços do palco.
Sua beleza era de encher os olhos da platéia. Sua roupa cuidadosamente colocada, cada passo bem executado, mostrava confiança no parceiro e nas demais.A dança tinha perfeita sincronia e nossa, era impossível desviar o olhar daquela jovem que dentre as demais, se destacava como se fosse única naquele lugar.No clímax da música, ela girava e girava como uma bailarina na caixa de música, sem nunca perder o equilíbrio e no fim, caía nos braços do companheiro levantando aplausos calorosos vindo de todo o teatro. O palco antigo de madeira naquele instante se tornava a moldura daqueles artistas.Como se fosse uma fotografia em movimento, em áudios, eternizando aquele pequeno espaço do instante.
As cortinas vermelhas de veludo, fecharam-se e a plateia ainda estava anestesiada pelo espetáculo.
Meus olhos ainda permaneciam no exato lugar em que a jovem ficou quando delicadamente agradeceu os aplausos.
Segui em direção ao camarim e meus passos largos,apressados me faziam esbarrar na multidão que ficava nos corredores parabenizando o pessoal. Eram flores, sorrisos, abraços, choros de emoção, elogios...uma sinestesia múltipla.Mas meu objetivo era outro.A única de cabelos ruivos levemente cacheados que brilhou na noite me deixando boqui-aberto.
A vi com seu roupão bordado com flores que pareciam colocadas uma a uma cuidadosamente. Foi então, que ela se virou e um sorriso largo estampou seu rosto branco e fino.Veio em minha direção com os braços já abertos esperando um abraço.Abraço.Aquele em que você não tem vontade de soltar mais a pessoa.Sentia seu perfume que se misturava com o de seus cabelos e tudo se dissolvia ao meu redor, como se existisse somente nossa presença.
Saímos sem direção e numa pequena praça ela parou, tirou seu calçado e começou a rodopiar no pequeno coreto no centro da praça.Não havia música, somente o som do vento era a trilha sonora daquela ocasião.Seu vestido rodava com ela, seu sorriso de criança caracterizava sua alegria. E eu como sempre a observar. Notava que tudo era tão simples mas com beleza imaginável. Seus movimentos eram diferentes da apresentação e a ouvi dizer com os olhos fechados mas com o sorriso entre as palavras:''Não precisa de música ou coreografia quando se tem a dança guardada no coração.Posso imaginar uma música, um lugar e começar a dançar.''

Ela estendeu sua mão pequena em minha direção me convidando para dança. Aceitei o convite e a rodei, terminando seu giro junto a mim.Sentia seu coração bater junto ao meu. Seu olhar rente ao meu.Sua respiração ofegante, seu perfume adorável e sua boca corada pedindo um beijo.Beijada.Senti sua mão no meu pescoço enquanto a minha segurava sua cintura.Naquele momento, o vento era a musica, as estrelas o cenário e o coreto a moldura daquele espetáculo, daquela dança, da qual nós dois fazíamos parte.
A levei para casa.Nossa casa.A vi se trocar, sempre provocante.Veio em minha direção com um olhar sedutor deitou-se do meu lado,me deu beijo.Beijos que não pararam mais.Minhas mãos deslisavam em seu corpo.Nos perdemos em um mar de lençóis.Esse foi o fim.A apresentação final.O sol do amanhecer foi a cortina vermelha.Encerrando o espetáculo para deixar a todos, no meu caso...no nosso caso, esperando o próximo.Que seria breve.Pois cada dia que se passa, vivo um novo espetáculo com ela e sempre espero o próximo e o próximo...


domingo, setembro 14, 2014

Número 80

''Quer encontrá-la? Vá até ao bar da rua 80''
Era isso que dizia no bilhete que encontrei pregado com fitas amareladas, talvez por estarem velhas, na porta da minha casa que se encontrava meio aberta e com o interior todo revirado.Meus passos se apressaram-se e fui passando por entre cacos de vidros, mesa caída até chegar no quarto,onde vi um líquido pastoso e vermelho escorrendo pela parede,parecendo que uma mão havia deslisado ali.Logo vi que faltava algo. Era ela.Eles haviam levado ela e pelo visto, ela revidou o ataque. Pensava se ela estava machucada ou se ela machucou eles. Minha preocupação maior, era saber se ela estaria viva até eu chegar a esse bar. Sai correndo pela casa, pisando nas coisas que no chão estava, não me preocupei em fechar a porta, desci pulando os degraus da escada e na rua me encontro, sem direção e sem rumo.Apenas com um bilhete que dizia ''rua 80'' e um símbolo estranho, que mais parecia uma letra grega ou algo assim. Com passos largos e mãos na cabeça, saí esbarrando em pessoas na rua na tentativa de achar a tal rua 80. Perguntava para todos e ninguém sabia me responder onde ficava essa rua.

Fim de tarde, noite chegando, sento-me numa praça. Havia somente eu e as folhas secas brincando na brisa de outono. Ali fiquei pensando no que aqueles psicopatas poderiam fazer com ela. De repente, uma luz na casa que ficava em frente a praça começa a piscar chamando minha atenção. Noto, que ela é a única da rua que era um tanto quanto cinza e tinha ar tenebroso.
Ameaço levantar-me mas vejo que há alguém entrando na casa. De primeiro impacto, não reconheço, mas quando a pessoa se virou para fechar o portão, reconheci os cabelos negros. Era meu amigo. Mas o que ele fazia ali? Naquela casa estranha? Não sabia da existência dessa casa e muito menos que ele frequentava ela. Levantei-me e fui em direção ao portão da casa que rangia ao ser aberto. Caminhei por entre pedras e cheguei a porta da frente; silêncio.Ouvia-se somente o vento e minha respiração.
Meus dedos coçavam para tocar a campainha, mas me contive assim que vi o mesmo símbolo do bilhete na porta, perto do olho mágico.Fiquei intrigado. Seria ali onde esconderam ela?
De repente, ouvi uma porta bater. Não vinha de dentro, mas sim de fora. Rodei a casa e percebi que era a do porão.Abaixei-me e por uma pequena e suja janela, pude enxergar um pouco do interior. Vi silhuetas mas não as identificavam por conta da poeira do vidro e da tela que havia do lado de dentro.Não fora muito rápida minha observação, logo ouvi passos e sai dali tão rápido quanto lebre ao correr.
Meu coração batia acelerado e um pouco aliviado, pois poderia ser ali onde ela estava.
Voltei para minha casa, que ainda estava revirada. Sentia falta dela. Sentia seu cheiro e me doía ao ver aquele sangue na parede,pois não sabia se era dela ou não. Deito-me na cama e meus pés tocam o chão, logo sinto algo passar por ele. Levanto e vejo que era apenas o gato. Nosso gato, o qual minha namorada tinha um amor imenso por ele. O gato parecia um pouco inquieto, passando de um lado para o outro, parecia que queria me dizer algo. Ignorei e fui até a cozinha. Pego um copo d'água e quando fui me direcionar até a geladeira, tropeço no gato que ainda insistia passar na minha frente de um lado para o outro:
''Pois bem gato, você venceu. Parece que quer me dizer algo, mas eu não entendo você. Ande, fora daqui'' Assim, o coloquei fora de casa pela janela. O gato ficou me olhando sentado no para-peito e ali ficou até começar a miar e de repente ele sumiu. ''Gato estranho, sempre achei que ele não era muito normal igual aos outros''.
Voltando para o quarto, ouvi um barulho na porta, fui abri-la e vi o gato a arranhando. Fiquei intrigado pois quando abri a porta, o gato saiu correndo escadas abaixo. Fui atrás. Desci as escadas e encontrei o gato perto de uma porta. No subterrâneo do prédio. A porta estava entre aberta e tinha um cheiro de coisas velhas, um cheiro de bolor.
Entrei e a luz fraca da lâmpada iluminou o local. Notei que alguém havia passado ali recentemente.
Fui andando e de repente, o gato miou e fui até ele. O encontrei sentado numa estante com um papel embaixo de sua pata que dizia ''Número 80''. Virei o papel e percebi que era uma fotografia antiga de uma casa. Mas não era uma casa qualquer, era a casa que entrei na noite passada.
''Esse gato realmente não é normal. E como esse bilhete veio parar aqui?''
De repente, ouvi vozes não muito longe de onde estava. Peguei a fotografia, apaguei a luz e sai dali.Mas notei que as vozes iam em direção ao local que eu me encontrava e ali no meio da escuridão e atrás de uma pilastra me escondi.
Ouvia as vozes cada vez mais próximas e por fim, consegui ouvi a conversa:
''Você deixou apenas o papel certo? Nada mais que isso, algo que possa nos entregar de bandeja para ele.''
''Não, claro que não.Foi o bilhete e só. Até ele achar esse lugar...-Uma risada desengonçada e um pouco maléfica ouviu-se no lugar.-''A garota já vai estar morta.''
''Que bom.E mais uma vez lhe digo, nunca dê essa risada novamente.''Disse o outro com a voz enfezada. Abriam a porta do local que estive e pude ouvi-los remexer todas as estantes, armários e gavetas.Pareciam procurar por algo.Será a foto? 

Saí imediatamente dali e fui até meu apartamento.Lá, fiquei a olhar a fotografia da foto e da minha namorada. Dentro de mim, doía meu coração, como se alguém estivesse tirando ele a força. Não conseguia entender a lógica, mas sabia que naquela noite iria procurá-la na casa estranha da praça...não aguentava mais a agonia de pensar no que poderia estar acontecendo com ela.
Troquei de roupas, juntei o necessário e fui e direção a casa

                         
                              ***


No cativeiro.
''Pois bem, a garota está conosco e o que iremos fazer? Ele ainda não veio procurá-la, nem deu sinal de vida.''

''Ele vai vir, paciência...''
''Mas ...''
''Mas nada, chega! Cale a boca e vá ver como ela está!''Gritou o jovem de cabelos negros e olhos verdes enfurecidos.
''Sim, senhor.''
''Idiota, se ele demorar muito para buscá-la vou dar continuidade ao meu plano.Ele achou mesmo que iria se dar bem? Eu o avisei que não.''Pensou o jovem, sentado numa mesa velha porém ainda se mantinha forte juntamente com a cadeira que estava sentando. O ambiente ao seu redor cheirava a poeira e era úmido por conta da chuva que havia começado.Seus cabelos eram tocados por uma leve brisa que vinha da janela quebrada.

O jovem cansou de esperar a volta do seu criado eu foi pessoalmente até o local onde a garota estava.
Lá, encontrou o seu criado e mandou que saísse, ficando sozinho com a garota.
''Como foi seu dia hoje?Ainda está brava comigo?''Perguntou ele abaixando-se e com um sorriso irônico,perto da grade onde a garota estava.

''Saia daqui...''Respondeu ela um pouco sem forças, pois estava ferida.
''Que má educada, vim cuidar de você e é assim que me retribui?Pois vou embora e lhe deixar ai, perdendo a vida aos poucos...por que não?''Disse ele virando-se e indo embora.
''Por favor, volte...''Disse ela com um tom de voz um pouco baixo.
''Como é? Não ouvi.'' Respondeu cinicamente.

''Preciso que me ajude.Por favor.''
''Te ajudarei, mas não tente nenhuma gracinha.''Disse ele abrindo uma espécie de gruta com uma grade.
O jovem entrou, deitou a garota e começou a cuidar do ferimento dela. Por alguns minutos, ele pareceu inofensivo e bondoso, indo contra tudo o que havia acontecido até hoje. 

A garota sentia dor e por fim agradeceu aos cuidados do jovem que no final antes de sair disse:
''Não acostume-se, só fiz isso para você ter um pouco mais de tempo de vida.Ainda não quero você morta.''Ao dizer isso, deu um beijo na garota, que o empurrou e limpou a boca e disse:
''Nojento, ele irá vir me tirar daqui.Você é um imbecil que não consegue perder, que não consegue aceitar um NÃO como resposta. Aceite que perdeu e nos deixe em paz.''As últimas palavras foram ditas emboladas pois um choro veio a tona.
O jovem saiu enfurecido e quando chegou a sua sala teve uma surpresa.
Deu de encontro com o namorado da garota, sentando na cadeira em frente a mesa dele, o esperando com os pés na mesa e com uma voz irônica disse:
''Te achei.''
''Achei que fosse demorar mais, pois as dicas não foram muito fáceis.''
''Acredite se quiser, tive uma ajuda, mas isso não vem ao caso.''Disse o rapaz levantando-se e empurrando o outro jovem até uma parede e colocando uma faca em sua garganta.
''Calma ai nervoso. Se me matar, não saberá onde sua amada está''Disse ele rindo.
''Me diga, vamos, onde ela está?Diga por bem ou por mal.''
''Ah me poupa, você dando uma de durão?Qual é.-Disse o jovem de cabelos negros soltando-se do outro e dando um murro nele.- Você nunca fez mal a uma mosca...aliás, o único mal que você fez até hoje foi a mim''Terminou ele dando um chute no rapaz ao chão.-Você a tirou de mim.Você fez a cabeça dela.Você me traiu.-E a cada revolta na fala, era um gesto agressivo no rapaz estirado no chão e machucado.
Por fim, ele disse:

''E se quer saber? Eu a beijei hoje.Como a beijei antes de você aparecer.Foi tão bom.E sabe de uma coisa Gui, você foi um péssimo amigo.''
Guilherme, no chão, recuperando folego, diz:
''Não fiz nada do que falou...ela apenas enxergou quem era você.Um...um maníaco, que de tanto bater matou o melhor amigo dela.Matou as pessoas que a cercava para ficar com ela só para você, sem ter que dividir.Quando eu mostrei a ela a cena do espancamento, ela apenas tirou suas conclusões. Se ela se interessou por mim não tenho culpa.Fui o único que a ajudou quando todo o resto a acusava do que ela não tinha feito por sua culpa.-Levantou ele revidando o murro- E agora você não vai tira-la de mim.''
Guilherme sai correndo em direção ao porão enquanto o rapaz se recuperava do murro. Não demorou muito para que ele o alcançasse o impedindo de chegar ao porão.Mais uma vez houve briga entre os dois e Guilherme consegue deixar o 'amigo' desmaiado e vai até sua namorada que gritava por ele desde que ouviu sua voz nas proximidades do porão.
Guilherme a tira do local e a carrega nos braços e ela o abraça forte encontrando seu refúgio.Passando perto da briga, não encontram o rapaz no chão, preocupado, Guilherme segue com atenção pela casa idealizando sair dali em salvo com a amada,a deixando em dos quartos perto do hall de saída a salvo para que ele pudesse checar as saídas.
Ele chega aliviado no hall de entrada e antes que pudesse colocar suas mãos na maçaneta, ouve atrás deles:
''Não será tão fácil assim.Você não será o único que se salvou.Não, não você.''
''Guilherme se vira e depara-se com o jovem armado e mirando em sua direção. Sem ter o que fazer, tenta convence-lo de não cometer mais nenhum erro.Em vão.
O jovem estava disposto mesmo em matá-lo até que se ouve um tiro;silêncio.
Guilherme com os olhos fechados coloca a mão em seu corpo e não nota nada de diferente. Quando os abre, percebe o corpo do jovem caído e atrás dele sua amada armada.
Ele sai correndo em sua direção, ela cai em seus braços e diz assustada:
''Não acredito que fiz isso. Mas eu tinha que te salvar assim como me salvou.Não podia te perder.''
Ele com um sorriso de canto de boca diz:
''Está tudo bem.Vamos sair daqui.Agora você está em segurança.Vou te levar até um hospital.''
Então, os dois saíram da ''rua 80'' que era a antiga casa dos familiares do jovem morto.
O casal teve sua vida livre de tormentos e a seguiram em paz, esquecendo-se do ocorrido, ou tentando esquecer.

                                                         

Complicada e não tão perfeitinha.

Sou aquelas pessoas que não são de falar muito sobre o que sente, o que pensa, o que tem vontade...sobre o que é de verdade.
Não gosto muito de falar.Se falo é somente o necessário.Não falo nada a mais e a menos.Não gosto de dar detalhes sobre minhas coisas...sobre o que há dentro de mim, gosto de observá-los.
Meu silêncio não significa arrogância.Não se incomode com ele. 

Meu jeito fria não é porque sou insensível ou durona, pelo contrário...mas com a diferença de não saber demonstrar ao certo o que sinto.
Não confunda meu jeito meio grosso com ignorância. Sinto e muito mas demonstro pouco.É a verdade.
Pode estar certo de que quando eu não gostar vou demonstrar, falar.

Sou confusa, difícil de entender e de ser entendia. Até eu mesma não me entendo.
Mas tenha paciência e não cobre demais...pois pode acabar pressionando demais e é ai que as coisas fogem do controle e se escapam entre os dedos. 

domingo, julho 27, 2014

Arranjo de Mulher

Não pude evitar olhar para ela ao chegar. Ela estava tão bela que todo o resto desapareceu, parecia que eu via somente a sua silhueta...nossa, aquele jeito doce de sorrir, os cabelos presos mas alguns fios caídos com cuidado pelo rosto, seu olhar que dizia mil coisas me levando a me perder em pensamentos e por fim, o seu jeito sedutor discreto de andar e de agir.
Não via a hora dela chegar e quando chegou, não tirei os olhos dela um instante se quer.Durante todo o jantar, o clima agradável envolvia nós dois.Ela sorria a cada elogio meu,a cada gentileza minha e a conversa fluía como nunca.
Saímos do restaurante e caminhado por entre as ruas, uma chuva começou e como dois adolescente sorrimos e saímos correndo até um abrigo. Mesmo que a chuva desfizesse todo aquele simples, mas bonito arranjo de mulher, ela ainda continuava linda.Fomos caminhando então, por baixo das marquises e toldos até meu apartamento.Ela de início não quis entrar, mas a chuva aumentou e ela concordou em ficar.
Entramos e já fui logo pegando uma toalha para ela se secar, deixei ela a vontade e com jeito meio tímido, pude perceber ela se secar.
Percebi que suas roupas estavam molhadas apesar de ter se secado. Disse para ela que emprestava algo meu, mesmo que não servisse, o que fez ela rir e aceitar e me pedir licença para ela se trocar. Eu dei, mas ela deixou a porta meio aberta e sentado onde eu estava, sem querer...ou melhor, talvez um pouco de propósito a vi se trocar.Ela era incrivelmente linda.
Logo ela veio e me agradeceu pela roupa que caiu como um vestido para ela uma das minhas camisetas.
Ela ficou uma graça e se sentou ao meu lado e começou a ver o filme comigo.
Estava começando a ficar frio e ela começou a se encolher, encontrou um pouco de refúgio nos meus ombros quando coloco sua cabeça e eu a cobri com um cobertor que já estava pelo sofá e eu ainda a acolhi para perto de mim.

O coração batia forte, minha mão passava pelo braço dela, cintura..perna, até que eu olhei para ela e com um sorriso tentador, me pediu um beijo. A beijei. Senti sua mão percorrer meu corpo assim como a minha caminhava pelo dela.Ela cochichou no meu ouvido palavras que me fizeram perder a cabeça e a beijar por completo.Eu me perdia em seu corpo e meu desejo por ela aumentava cada vez mais que ela me fazia me sentir realizado.
A noite foi perfeita.Ela dormiu nos meus braços e eu ali, feito bobo a olhando e pensando o quanto ela me fazia feliz.

Dormi e quando acordei, não a encontrei mais.Sobrou apenas o cheiro dela no meu travesseiro e nos lençóis.Um bilhete havia na mesinha da sala...ela dizia que a noite foi perfeita, que me amava e um adeus com um beijo.Aah...beijo que somente ela saberia dar.

Não sei como será meu dia, mas esperarei para vê-la novamente...ver seu sorriso, seu jeito de mulher e menina que me encantam tanto,aquele simples arranjo de mulher.


Desejos presos
Ave de asas cortadas, voo baixo.
Céu estável,clima ameno.


Sempre o mesmo dia, mesmo que haja mudanças.
Objeto longe,aquele que criança nunca alcança.

quinta-feira, julho 03, 2014

Querido.


De repente, aquela música que ele me mandou começou a fazer sentido na minha mente. Comecei a imaginar cenas das quais eu poderia viver ouvindo aquela canção.Coisas que eu poderia estar dizendo...
Se ele estaria chegando de algum lugar e me viu ouvindo essa música, sozinha... com o corpo balançando no ritmo dela...e ele toca em mim me dando um abraço e despertando um sorriso simples...um ''Oi'' perto do ouvido...sua mão com a minha e logo ouvia '' te amo minha pequena''. 
Parece que cada dia mais quero estar perto de você.
Espero que sinta o mesmo, porque ás vezes você parece estar tão longe...que não corresponde.Me deixa meio frustada.Não que eu esteja clamando por atenção, não sou esse tipo de garota...mas eu só acho que bom...você poderia prestar mais atenção, porque pequenas atitudes fazem sim o diferencial.Te amo do jeito que és...com defeitos e qualidades, clichê eu sei...mas é a verdade que lhe digo. 
Nessas linhas mal escritas, deixo apenas o que sinto em relação as pequenas coisas que me remetem a você.

Nosso carrossel


Construir de pouco em pouco nossa casa não seria uma má ideia.Brigar pelo o que colocar na parede da sala, rir de fotos engraçadas ao escolher umas e outras para colocar em porta retratos que serão esquecidos em mesinhas..espalhados pela casa.Sentar no quase sofá e olhar em volta e ver que mesmo não tendo quase nada a casa não está totalmente vazia...estamos ali, feitos crianças olhando tudo ao redor e com um sorriso bobo estampado no rosto.Até que nossos olhares se cruzam e o riso bobo aumenta e acaba com um beijo doce que diz simplesmente: ''estamos bem''. Estamos bem, bem acomodados, bem acolhidos, bem...amados. 

Uma casa que tem nossas personalidades, nosso jeitinho...nosso cheiro...nosso modo de deixar até a bagunça e depois arrumar tudo, por que não?!
Nosso canto.Nosso mundo.Sendo dividido por nós.

domingo, junho 22, 2014

Reckoner


Sabe aquelas pessoas que você espera para poder conversar porque sabe que ela vai te alegrar?Saber que ela vai te acolher quando precisar, vai te deixar ser quem você é sem medo de sofrer qualquer repressão...que te faz sorrir por qualquer razão e que uma simples canção nos remente ao coração e ao pensamento a imagem dela....nos faz lembrar dela sem ao menos ter visto de verdade.
Pois é...o que você tem que é de tão especial que me faz sentir tão bem?
Não sei, você tem algo que me acolheu super bem que me faz me sentir protegida por algo tão grandioso...
Acho que você tem o dom de me entender, mais do que qualquer um. Tem o dom de me deixar confiante, de acreditar em mim mesma.

Sim, você se tornou especial pelo o que é.E não, não mude jamais esse teu jeito...que gosto tanto.É impossível calcular o quanto você me faz bem com esse teu jeito de ser.

domingo, junho 08, 2014

Dizer que é de perto que a gente se faz tão bem é meio equivocado.Pois te conheci longe e você já me fez um bem maior de todos....pois é, quando menos esperamos surge alguém na nossa vida capaz de fazer repensar sobre todos os seus conceitos. Mostra que é possível sim algo dar certo e que é possível sim amar.
Te ver e não te querer é improvável e impossível, como diz a canção que está coberta de razão...Só o simples fato de lhe ver já me faz te querer e muito...
Amor assim não vou sentir nunca mais...

sábado, maio 10, 2014

quarta-feira, maio 07, 2014

Dia a dia.Lado a Lado

Enquanto ele tomava café
Ela tomava seu leite de toda manhã
Ele calçava seu sapato
E ela ainda comia uma maçã.
Ela se perguntava ''cadê o nosso amor?Me diz onde?''
Enquanto ele já pegava o bonde.


Ele almoçava com sua angustia
Ela ria do 'cara' na tv.
Ele tomava um conhaque
E ela dizia que queria um bebê;
Ele sorriu e mais uma ruga costurou seu rosto,
E ela docemente usou o seu ombro de encosto.

Desfaziam a casa que casava com o botão
E ele se esquecia em pensamentos
E ela já soltava de sua mão;

Ele respondia qualquer coisa
E ela já não prestava a atenção.
Ele dizia para ela deitar tranquila e...dorme.
E ela se perguntava:'''que sonho eu sonho um sonho igual ao teu?''
E ele pensava: ''que linha liga meu coração ao seu?''

domingo, abril 13, 2014

Far but close

-Queria estar com você. Disse ele deitado em sua cama vendo ela pela tela do celular
-Também...-Respondeu ela com uma voz meio embolada pelo nó que havia na garganta dela, que queria sair na forma de choro de saudade.-Você iria me abraçar?
-Que pergunta mais besta-Rindo ele respondeu.
-Não...é que...ah, deixa pra ela- Envergonhada pela pergunta ela o respondeu.
-Não quis lhe deixar sem graça, me desculpa.Eu te abraçaria sim, te beijaria...iria tocar seu rosto com a ponta dos meus dedos, bem de leve...ia segurar seu rosto com minhas mãos e ia te beijar.- Disse ele olhando para ela pelo celular.
-Aaah amor, por um instante enquanto você falava, fechei meus olhos e senti você aqui e tudo o que descreveu.
-Falta pouco para isso acontecer....e você sentirá tudo isso pessoalmente. Vou te fazer feliz garota!

-Disso eu não tenho dúvidas!-Rindo ela respondeu.-Mas agora tenho que ir...amanhã acordo bem cedo e já está bem tarde!
-Ah...fique mais um pouco!
-Hmm....tá bem então!
-Uhuuul!-Ele respondeu animado!
-Shiuu, vai acordar seus pais seu louco!-Rindo ela disse.
-Se bem que, você tá com uma carinha de sono mesmo, posso te ver dormir?
-Você quer me ver dormir?
-Sim...
-Bom, está bem, vou deixar aqui do lado.Boa noite meu amor!
-Boa noite!
Ele a viu dormir aos poucos e olhando para ela fixadamente, percebeu que não tinha mais volta, ele estava muito apaixonado por ela e que faria de tudo por ela. 
Ele desligou o celular e olhando para o teto, milhões de pensamentos rodeava a sua cabeça, não o deixando dormir naquele momento. Noite a dentro, ele pensava em tudo que poderia viver com sua garota, planejava mil e uma história até que adormeceu.
No outro dia, ambos não viam a hora de falar um com o outro.
Ela chegou em casa e a primeira coisa que fez foi chamá-lo para conversar. Conversaram por horas e horas. Risos, timidez, trocas de carinho eram trocados pelos dois.Porém, uma insegurança tomou conta da garota que a fez perguntar:
-E quando você voltar para a sua cidade, vai parar de falar comigo? Vai me esquecer?
-Que pergunta é essa? Respondeu ele com um ar severo.-Nunca que eu farei isso, ontem quando vi você adormecer aos poucos com aquele sorriso tímido no rosto, percebi que você é diferente de todas as garotas com quem já fiquei.Não vou nunca, jamais te esquecer ou te deixar! Te prometo isso.
-Você é muito perfeito...cada dia, te amo mais!É bom ouvir isso...me faz me sentir única!
-Para mim, você é.
-Nessas horas, não sei o que dizer para você!-Respondeu ela com seu sorriso tímido.
-Nada.Não fala nada não. Se eu estivesse ai...te beijaria agora.

Após essa e muitas outras conversas, um dia, após vê-la dormir novamente, um pensamento passou por sua cabeça. Ele saiu em disparada pegando tudo o que podia e pegou seu carro e seguiu estrada.Certo do que estava fazendo.
No amanhecer do dia, a garota acordou com um sorriso no rosto do qual ela não sabia o motivo, mas pressentia que algo de bom ia acontecer.Arrumou suas coisas e seguiu sua rotina de sempre.
Chegou em casa e foi logo querendo puxar assunto com seu amor. Mas ele por algum motivo não a respondia. Ela pensou que ele podia estar ocupado e deixou para chamá-lo mais tarde. 
Passado-se algum tempo, ela o chamou novamente, então ele respondeu:
-Oi meu amor!
-Olá! Você está bem?
-Sim estou e você?
-Também. Te chamei mais cedo, você estava ocupado?
-Sim, me desculpa.
-Ah, tudo bem...não tem problema. Mas o que você está fazendo? 
-Eu? Bom, estava esperando você me ligar.
-Jura? Que belezinha!
-Juro!
-Merecia até um beijo agora, de tão fofo que foi isso-Disse ela rindo.
-Merecia? Então porque você não me dá?
-Oras...agora eu que digo, que pergunta mais besta...você-Ela foi interrompida por ele:
-Por que eu estou longe?Não mais.Por favor, abra sua porta?
-Como é?-Respondeu ela pulando do sofá espantada.
Então, ela ouviu umas batidas na porta.
-Não acredito!
-Você não vai abrir?-Disse ele rindo desligando o celular.
Eufórica ela correu para a porta e quando a abriu, se deparou com o garoto encostado e com um sorriso nos lábios.
Ela pulou em seus braços e por alguns minutos permaneceram naquela posição.
-Não acredito que você está aqui!
-Nem eu meu amor! Disse ele segurando as mãos pequenas dela.-Ontem a noite, me passou pela cabeça em pegar a estrada até você e cá estou eu!
-Você não merece um beijo. Mas sim vários depois dessa!
Então, o beijo tão esperado aconteceu. Foi com tanto amor que o casal percebeu que eram feitos sim um para o outro.
-Quero que o tempo congele agora, para eu poder ficar assim, com você para sempre minha pequena!
-Também queria.Quero você comigo para sempre!
-Um dia você terá, pode ter certeza!
-Te amo.Disse ela o abraçando.

Ele e ela ficaram aproveitando ao máximo o tempo que tinham. Mesmo sabendo que ele ia embora, ela sabia que por mais que o visse pela tela de alguma coisa seu sentimento não iria mudar, pelo contrário, ia aumentar cada vez mais assim como o dele também. 

O amor que um tinha pelo outro, iria além de qualquer distância e de qualquer empecilho.


O mundo paralelo e o mundo real

Perceber que você é diferente do mundo não é tão ruim assim. Bom, você de certo modo sofre com algumas olhadas tortas, comentários fúteis e até mesmo um preconceito de pessoas que não abrem a cabeça para novos horizontes.Percebi que sou feliz por me sentir diferente de tudo e todos. Gosto de mim assim e tem quem aceite. Não ligo se sou anti social aos olhos de fora, se sou estranha...vivo sim no meu universo paralelo e fico bem nele.Pelo menos lá, sou quem sou...fico á vontade!
Se estou sendo egoísta, o mundo real é mais.
Portanto, isso não me torna menos ou mais egoísta que os demais.
Só prova que me aceitei do jeito que sou, diferente e sem mais.

quinta-feira, abril 10, 2014

Talvez...


...se eu fosse mais corajosa, arriscasse mais minha vida seria diferente, ou quem sabe mais composta de novas aventuras e histórias. 
Sim, eu deveria arriscar mais...não tenho nada a perder.
Deixar o medo morrer e ser o que posso ser, enfim. 

sábado, março 22, 2014

Vontades


Me deu uma vontade insuportável de escrever sobre você, somente para domar o coração que acelerado, pedia ''escreva sobre ele, escreva sobre ele''.
O que falar de você ? Não passei se quer 1 minuto ao teu lado...porém, parece que já passei uma eternidade contigo, estranho não?!
Nossa, falar que amo você é pouco, dizer que não me falta vontade de estar ao teu lado dia e noite, vivendo momentos únicos...pois é, sinto mais próximo de mim esse dia. Mesmo que seja 1, 2...7 dias, serão aproveitados como se fossem anos.
Acho que boa parte de mim ficará com você quando se for, mas a outra parte terá a certeza de que vamos nos ver e ficarmos juntos novamente e de pouco em pouco, vamos construir a nossa história.
Sim, se o mundo acabasse enquanto eu estiver com você, eu estarei dançando e rindo da situação! Como dito uma vez, ''não há forma melhor do que morrer de amor'', no caso, envolvido por ele.

Agora, meu coração já acalmou.Mas se tratando de você, ele só vai aumentar a vontade de estar junto a ti.

quinta-feira, março 06, 2014

Apenas...

''Feche os olhos e apenas sinta, as melhores coisas da vida acontecem sem serem planejadas.''

quarta-feira, março 05, 2014

'O que você é enfim'?


... faço-me sempre essa pergunta...mas acho que vivo em busca do que é belo e que me faz melhor.
Tanto, de vez em quando ..passando a vez, de par em par mas quem se importa? Se estou sendo boba, feliz, triste ou alegre.
Daqui pra já, vou na vez do ''que vai ver e onde vai dar'', a vida é curta para ficar a reclamar.
Curtir e se esbaldar, não faz mal para quem ainda quer ser feliz.

terça-feira, março 04, 2014

Brightness of life


Todo um novo universo se criou depois que vi que a vida pode ser bem maior do que os olhos possam enxergar.
Olho para as estrelas e fico a pensar: tão longe de nós mas tão brilhantes. Brilho intenso que pode acabar ou já acabou um dia. Mas estão lá, todas as noites aqueles pontos de luz brilhando...demonstrando que mesmo com toda a iluminação das cidades elas estão lá, no céu, no mesmo lugar toda noite.Isso serve para mostrar que mesmo diante da dificuldade, não se deve desistir só porque algo te ofusca, pelo contrário...você deve tentar e tentar de novo, pois logo o dia vai raiar e uma nova vida vai começar para você repensar, recriar, reinventar e por que não, recomeçar?Pois até o sol tem sua luz também.

quarta-feira, fevereiro 19, 2014

Saudade é para quem tem...



(...) eu tenho saudade de algo que jamais toquei, jamais olhe nos olhos...
É estranho eu sei, mas sinto. Se tento esconder minhas verdades,parece que tudo fica do avesso....
Sinto falta sim e assumo! Quero atravessar o futuro e chegar no dia em que serei feliz com você e matarei essa saudade entrando de vez na tua vida!

domingo, fevereiro 16, 2014

Se a vida é por um fio...

Se o melhor da vida sempre vem de graça, para quê se preocupar com coisas banais?
E que o que vale nessa vida é o que você aproveita e quando escolhe a coisa certa, não precisa de receitas para ser feliz.
A vida vale muito....vale mais quando se acha pessoas que quando estamos perto delas, a própria confusão se ajeita.
Sinto que os melhores momentos são aqueles que não quer passar...que nos marcam de maneira boa e singela!
Vale a pena tentar procurar meios de escapar daquilo que lhe faz mal. Porque a vida é por um fio...então, se ela é curta, por que não aproveitar?

sábado, fevereiro 15, 2014

Se foi

 Falta palavras hoje para eu descrever tamanha saudade que sinto quando você não está.
Eu não tenho mais controle do meu coração, lhe pertence.
Estou de ponta cabeça, me perdi em você.
E não há mais o que dizer.

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Palavras são boêmios:saem á noite.

Sei que não estou perto de você
mas sinto como se estivesse;
                                     Sei que está bem
                                     mas queria cuidar de você
Sei que posso ser o motivo do seu sorriso;
mas quero vê-lo em forma e cor;
                                      Sei que talvez faça seu coração bater forte
                                      mas quero senti-lo junto ao meu.Num ritmo só.
Fico a pensar: ''Porque o esse azar
de estar longe
quando eu poderia ter a sorte de estar junto, dia a dia, lado a lado?''
                                     Não é sorte ou azar, são provações para tornar um amor mais forte e mais belo.
                                     Mais amigo, mais sincero, mais confiante e mais duradouro.
Palavras são como os boêmios, gostam de sair á noite...
Mas ao seu lado, sairão sempre quando lhes convém...
Porque quando se fala de amor, as vozes se calam e sobra somente
o sentimento que arde por dentro.
                                    Te amo, não há dúvidas.
                                    Te quero, te desejo te ter ao meu lado é tudo que mais quero.

Algo que pousa em você

 Sentimento bom                         
não precisa de
muito
basta enxergar 

as coisas
simples
ver que o 
mundo
pode ser
mais do que
conseguimos ver
esse sentimento
pode surgir
de uma mesa
de bar
de um caminhar
na orla do mar
ou de uma simples
brisa que chega 
a te cariciar. 

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Que eu te amo

Gosto daquelas pessoas que chegam de repente e mudam tudo.
Você mudou meu jeito de pensar, agir...me mudou.

Coloriu meu mundo e me deu a coisa mais linda que existe: O amor sincero, puro e sublime!

Moreno....quem diria que você, assim como disse, seria a peça final do meu quebra cabeça;
Todo esse sentimento foi surgindo de forma tão diferente, a partir de uma brincadeira que foi crescendo e crescendo e quando vimos, já estávamos envoltos pelo amor. 
Não quero jamais te perder assim como outros.Você não entrou na minha vida somente para me mostrar um lado do mundo e meu que eu não conhecia, você entrou para ficar e me fazer mais feliz do que já estou. 
Que fique...que dure, eternamente se for preciso.

Pode parece muito precoce, mas meu sentimento por você vai 3 metros acima do céu ...pode não parecer muito, mas é tamanho amor que mal cabe no meu peito. 

Me sinto muito completa depois da sua chegada.

Te amo e cada vez mais e mais....Moreno do sotaque bonito.

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Que tudo se vá

É sempre assim, não posso acreditar demais que algo pode dar certo porque nunca dá.
Sempre que estou bem comigo mesma e com o mundo, o vento começa a soprar contra e a partir dai então, tudo muda. E o castelo de cartas se dissolve num piscar de olhos, sobrando somente as mesas cartas que antes eram firmes , agora são somente cartas no chão esperando para um novo recomeço, esperando para fazerem parte de um novo castelo.
É dolorido saber que suas expectativas não são correspondidas. Mas as vida não é fácil e mesmo que choramingamos, ela passa por nossos olhos numa velocidade tão surpreendente que quando percebemos, ficamos presos na dor e nem vimos a nossa própria vida passar.
Talvez escrever em um papel tudo o que sinto em forma de carta, possa me ajudar.Carta da qual nunca chegará ao seu destino, pois será queimada e vento levará para bem longe as cinzas, levando também, a dor que estava no peito.

sábado, janeiro 11, 2014

Não ouvi ainda.

-É que....
-Que...o quê?
-Eu estou gostando de você!
-Jura?
-Juro.Mas eu acho que não deveria ter contado.
-Por que não?
-Porque você não reagiu como eu esperava!

-É que...
-O quê?
-Eu já sabia...
-Como?

-Toda vez que você estava perto de mim seus olhos brilhavam, seu sorriso ficava sem graça e você todo atrapalhado.Eu sou observadora e gostei de notar isso em você.
-Gostou?
-Sim, porque foi tudo muito espontâneo de sua parte. Você sempre foi um fofo.E sabe, só demorou parar falar que gostava de mim.

-Desculpa, mas é que a vergonha falava mais alto.
-Ela ainda fala?

-Sim...-Ele riu sem graça.
-TE AMO!TE AMO! TE AMO E TE AMO!
-Para com isso!
-Por que? Eu te amo mesmo! Não era isso que queria ouvir?
-Sim, mas não desse jeito!- Riu com a cabeça baixa.
-Você não me respondeu ainda se me ama!
-Te amo- Disse baixinho

-NÃO OUVI!
-Te amo! Aumentou um pouco o tom de voz.
-COMO É?
- TE AMOOO!
-Agora eu ouvi. Também te amo- Ela sorriu e segurou na mão dele o levando para o mundo só deles.

quinta-feira, janeiro 02, 2014

Nostalgia

Sentada em uma praça, Alice fica a observar o casal de idosos a jogar migalhas de pão para os pássaros e ao ver algumas crianças que se perdiam em meio a tantos sorrisos e brincadeira, um ar de nostalgia tomou conta de Alice e uma lembrança veio em sua cabeça, fazendo-a se transportar para o local em que ela encontrou seus pais mortos.
'' -Vamos Lice, vamos apostar corrida até em casa!-Disse Johnny correndo em volta de Lice.
-Só porque você é alguns anos mais velho e é meu vizinho, acha que pode me desafiar assim garoto?Sou mais rápida que o vento.-Disse Lice prestes a correr na frente do adversário.
-Isso eu quero ver!Johnny respondeu correndo.
Ambos corriam contra o vento e os cabelos de negros de Lice iam se desfazendo conforme o vento batia.
Lice venceu a corrida e ao parar em frente a sua casa, notou a porta aberta e o sorriso que esboçava vitória sobre o garoto, foi substituído por uma feição de preocupação e Lice logo indagou:
-A porta aberta?Há algo de estranho...
Johnny diminuiu os seus paços e um pouco ofegante respondeu:
-Devem estar esperando por você!
-Não, eles nunca deixam a porta aberta assim Johnny, você sabe disso-Respondeu Lice um pouco angustiada-e além do mais, eles não vieram até a porta como sempre vinham.Vou entrar!
-Calma.Vou na sua frente caso haja alguém aí.Johnny disse já subindo as três pequenas escadas que levavam até a porta.
Lice subiu logo depois e fica a espera de Johnny na varanda da casa.Não demorou muito e Johnny volta com um semblante muito perturbador.
-Lice..Aconteceu algo terrível.Disse ele segurando as mãos de Lice que já estavam trêmulas.
-O...o quê houve?Johnny, o que aconteceu?
-Seus...seus pais..-E antes mesmo que ele pudesse concluir sua fala, ela entrou correndo para dentro da casa e na sala se deparou com os corpos de seus pais envoltos por uma cor vermelha densa.Lice já em prantos, consola-se no abraço de Johnny que nota um bilhete em cima da mesa e o entrega para Lice que lê em voz baixa para si:
''Pequenina...uma pena que faltou você, mas logo você irá se juntar á eles.''
Lice se debulhou em lágrimas e Johnny indaga:
-O que estava escrito no bilhete?
-Nada Johnny.Nada!Me leve embora daqui.
-Tudo bem.Já liguei para a polícia e você vai para casa comigo e depois vemos o que iremos fazer.
Lice foi até a casa de Johnny e sentada no sofá, chorava e em meio de soluços pediu ao garoto:
-Sei que ainda somos jovens, mas quero ir atrás de quem fez isso com eles!
-Lice...eu vou com você e prometo te ajudar no que for preciso!Respondeu o garoto segurando firme as mãos miúdas da pequena.
O tempo passou e a pequena garota era uma mulher e Johnny, tornou-se um rapaz bem apessoado ambos, sempre juntos para descobrir os assassinos dos pais de Lice que até então, eram desconhecidos.
Até que um dia, saindo de um pub que frequentava, Lice escutou uma conversa estranha no beco ao lado:
-Você está ficando louco? Vim me procurar aqui? Lembra-se que tive que sumir com seu rastro por conta dela? Ela quase nos descobriu!Disse uma voz bem irritada e familiar para a moça.
-Desculpe, mas é que estou precisando de um bom dinheiro e só me restou você para pedir isso. Mas se você sumiu com meu rastro, não tem com o que se preocupar...ela nunca vai saber quem matou eles.Disse uma outra voz um pouco menos irritada e até malandra.
Ao ouvir isso, Lice assustou-se e esbarrou na lata de lixo ao seu lado, fazendo que os olhares dos rapazes se voltasse para o local onde ela se encontrava.Mas não viram nada...Lice já havia ido embora.
-Melhor você sumir e me encontrar outro dia...aqui não é seguro!
-Tudo bem, te procuro!
-Não! Eu que irei te procurar.

Enquanto isso, Lice já estava chegando em casa quando foi surpreendida por Johnny que colocou sua mão em seu ombro e disse com um sorriso provocador:
-Menina, isso são horas de chegar?
-Ah..é você Johnny....Respondeu ela um pouco assustada
-Vejo que está um pouco assustada e meio pálida, aconteceu alguma coisa?
-Não, não aconteceu nada...vamos entrar?

Na casa, Lice demonstrava claramente sua preocupação e não tirava da cabeça que a voz que ouvira era bastante conhecida...
-Lice, está tudo bem?Você desde que entrou não abriu mais a boca..o gato comeu sua língua?Perguntou Johnny rindo enquanto tirava os sapatos.
-Não Johnny, o gato não comeu minha língua! Me deixa em paz vai!Respondeu Lice nervosa deixando o copo que estava segurando cair.
-Nossa, calma...foi só uma brincadeira e um pergunta...
-Olha o que você me fez fazer!
-Dá licença, deixa eu te ajudar...Lice, por favor né, conheço você há muito tempo.Vai mesmo esconder de mim o que tá acontecendo?Falou Johnny juntando os cacos de vidro
-Desculpa...mas é que eu ouvir uma conversa um pouco estranha hoje perto do pub.Pode parecer coisa da minha cabeça...com certeza deve ser mas..
-Mas o que?
-Havia dois rapazes conversando sobre um assassinato...e pareciam que estavam falando..ah, deixe para lá!
-Termina Lice, parecia o que?
-Não, é bobeira, estou criando caso atoa...-Disse ela indo embora da cozinha. Quando estava subindo as escadas, foi puxada por Johnny que falou:
-Que acha que estavam falando de seus pais não é? Tudo que você ouve acha que está relacionado com eles.Por favor Lice, estamos há anos procurando os assassinos e não achamos e você acha que achou eles numa esquina? Poupe-me!
-Que isso Johnny? Você nunca falou assim comigo. E além do mais, você está apertando meu braço...
-Estou farto! Gritou Johnny empurrando Lice que caiu sentada no sofá- Não aguento mais isso! Não fazemos nada além de seguir pistas e mais pistas falsas! Nunca chegamos a lugar nenhum,sempre andando em círculos!
-Você prometeu vim comigo porque quis! Não forcei você a vim comigo! Se quiser ir embora, vá! Não preciso de você.Já sou adulta o suficiente para me virar sozinha!
Uma risada tomou conta do local e após ela, Johnny respondeu:
-Você acha mesmo Alice? Desde de que você era criança sempre estive do seu lado, te protegendo, te ajudando...Não só pelo fato de eu ser um ano mais velho que você mas por eu ser seu único amigo confiável o bastante que chegou até aqui com você.
-É isso que você acha? Que eu sempre fui dependente de você? Disse ela indo para cima de Johnny com toda raiva que sentia no momento.
-Não só acho como tenho certeza.Você sempre foi muito frágil, muito inocente, nunca percebeu o mundo horrível a sua volta.Sempre achou que a vida era apenas flores.-Respondeu Johnny segurando os braços de Lice que se coçavam de vontade de esmurra-lo.
-O que quer dizer com isso?O mundo horrível a minha volta...
-Ora Lice, francamente....bem que seu pai dizia:''Ela é um doce, não enxerga maldade em nada!''Mas eu sempre achei que seu pai era um tolo e que isso era um modo de dizer que você era tonta mesmo!
-Como ousa dizer isso!-Berrou Lice se soltando das mãos de Johnny e quando estava prestes a lhe dar um tapa em seu rosto, ele vira de costas e completa:
-Vou sair Lice,depois a gente termina essa conversa! Vou sair antes que eu faça alguma besteira!
Sozinha, Lice sentou-se no sofá e aos prantos, só conseguia pensar na briga.Não conseguia pensar nem na conversa do beco. Só sentia preocupação em relação ao seu grande amigo.
Com o tempo, Lice adormece e só é acordada no outro dia com Johnny passando a mão em seus cabelos e ela sonolenta ainda, diz:
-Johnny...que bom que já está em casa!
-Lice, me desculpa por ontem.Perdi a cabeça! Estou cansado dessa vida de cidade em cidade atrás de pistas.
-Eu entendo.Me desculpe por te envolver nisso. Mas eu vou parar com as investigações.Você tem razão, não quero mais ir atrás de pistas falsas e acabar com o tempo que tenho para aproveitar a vida.
-Mas Lice, você tem certeza disso?
-Sim, eu tenho.Quero que você tenha uma vida normal e eu também...Não aguento mais correr e me esconder daqueles que podem nos fazer mal. Já estou muito longe de onde ocorreu tudo.Acho que devo aceitar a situação e parar com isso de uma vez, antes que isso me mate.Disse Lice recebendo um abraço do Johnny que com um sorriso lhe respondeu:
-Agora eu posso dizer mais aliviado...Quer namorar comigo?Sempre quis te perguntar isso!
Lice rindo responde:
-Sério?Johnny..não sei o que falar...depois de tudo o que aconteceu você me pergunta isso?
-Só responda que sim!
-Então...É SIM, SIM E SIM!!! Gritou ela se aninhado nos braços dele e o enchendo de beijos!

O tempo passou mais um pouco e em uma praça, Johnny e Alice estavam sentados até que ele levanta e diz:
-Vou buscar um sorvete, você quer?
-Sim, obrigada!
Ele lhe deu um beijo na testa e foi.
Logo depois, ele voltou, ambos tomaram o sorvete e foram para a casa. No caminho de casa, Johnny percebeu uma movimentação estranha e disse para Alice indo na frente que ele iria passar na banca para pegar um jornal. Então, ele foi em direção a banca e logo depois virou a esquina encontrando com um rapaz que logo foi dizendo:
-Você agora é namorado dela? Engraçado, na hora de me pedir para matar os pais dela você não teve dó...agora que ela cresceu e tudo mais, tá namorando?
-Sim...estou amando ela e nos deixe em paz!
-Não, você me deve uma coisa e vou cobrar...
-Não te devo mais nada! Suma!-Respondeu Johnny virando as costas para o rapaz que rapidamente colocou em punho a arma atirando em Johnny que caiu no chão.
Ao ouvir o barulho do tiro, o dono da banca correu ao local e viu somente o copro de Johnny e então começa a gritar. Toda a gritaria chamou atenção de Alice que estava a poucos metros do local.Ela saiu correndo para ver o que era e se depara com o corpo do seu namorado. Já em prantos, ela pega seu rosto e diz:
-Não...por favor, não vá!Não me deixe!
Ele meio inconsciente diz:
-Desculpa...
Após dizer isso, teve forças somente para retirar um bilhete do bolso e em seguida, seus olhos se fecharam.
Lice, tremendo e com os olhos embaçados de lágrimas, pega o bilhete e lê:
'Pequenina, eu mandei meu irmão matar seus pais. Eles não gostavam de mim e nunca deixaria eu me aproximar de você.Diziam que eu era estranho e na sua frente, eles faziam vista grossa. Nunca suportei eles, mas na época eu era apenas uma criança.Me desculpa.Hoje me arrependo de ter feito tudo isso. Nunca te contei porque sempre amei você e tinha medo de te perder.Fiz tudo por amor.Mesmo que pareça loucura.Te amo'

Lice não esperou nem a ambulância chegar, saiu correndo e sumiu em meio a multidão que estava ao redor do local."

Quando se lembrou de tudo isso, Alice percebeu que o parque já não havia tanta gente e então, levantou-se e foi para casa, deixando para trás as lembranças ruins para que ela pudesse recomeçar tudo de novo.



Idas e vindas


Faz um bom tempo que não escrevo...não foi por falta de vontade ou de criatividade, acho que a vida deu tantas voltas que eu fiquei meio perdida nessas idas e vindas...
Gosto tanto de escrever, é uma válvula de escape do mundo real para um mundo só meu.


Me sinto melhor com as palavras e criações inúmeras da minha cabeça do que com pessoas....Não que eu seja antipática ou anti-social, mas não sou de muitos amigos... acho que as dimensões em que crio são mais seguras que estar ao lado de muita gente que na maioria das vezes, nos decepciona. Mas aposto que você irá se perguntar: ''Mas nossa, nem namorar você quer?'' Bom, algumas pessoas já passaram e deixaram sua marca em mim e no tempo...mas ainda não houve aquele amor que pudesse não só deixar marca, mas que mexesse comigo como nunca antes..não, não espero um príncipe encantado...espero alguém que seja capaz de ser simples porém, cheio de boas ideias, que possa me levar para uma aventura...Enfim.. ano novo e histórias novas irão vim!
Que sejam muitas...