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quarta-feira, dezembro 26, 2012

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Em pensar

...que já fui muito feliz com você...
Agora, hoje, estamos longe um do outro e eu com apenas as lembranças do que vivemos.Foram tantas coisas que aconteceram de repente.
Queria tanto pode sair correndo e ir ao teu encontro...Queria que ao menos você respondesse aos meus sentimentos como antes.Sinto falta de você.
É isso, apenas.Não me falta coragem para lhe dizer isso.Falta segurança de sua parte para eu poder prosseguir...

Queria que o tempo voltasse no exato momento onde tudo com você era mais simples e mais bonito.

domingo, dezembro 16, 2012

Invenção

Imagino tanta coisa, vejo tanta coisa boa em livros, filmes que acabo criando um universo para mim baseado no que já vi, reli, vivi.
Muitas vezes esse universo que crio, parece ser tão real que acabo acreditando na minha imaginação[invenção] e acabo criando coisas que ao meu ponto de vista são perfeitas sem muitas dificuldades. Essa invenção...me faz me sentir tão bem, pois meu refúgio é ela.Pois o mundo real é difícil, cruel...mas eu ando vivendo muito nessa fantasia.Vivo tanto, que crio inúmeras histórias na minha mente, onde imagino cada lugar, cheiro, cor movimento e tudo isso acordada.Me imagino no lugar, vivo a aventura que se passa e quando volto para o mundo real, caio de paraquedas em um lugar estranho para mim.
Desconhecido esse mundo do qual vivo tão pouco. Essa invenção está me levando longe, tenho que parar com ela.Ela me ilude, me magoa e sempre cria expectativas que nunca vão se realizar.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Vivencia.... Convivência.

...Poesias é meu oficio garoto!
-O senhor é um grande escritor. Gosto de vim aqui na sua casa e ler o que escreve.
- Gosto de sua companhia garoto.É sempre bom conversar com você.És inteligente e um bom rapaz.
-Obrigado.Voltarei amanhã sim ?!
-Te aguardarei. Amanhã tenho compromisso para nós!

Era assim toda tarde.Um garoto que morava em uma cidade história, ia todos os dias á casa de um senhor escritor de poesias.Eles passavam tarde e mais tardes conversando e quando mais á noite, iam para o conservatório de música clássica para se misturarem ao ambiente de música e conversas dais quais, ambas entravam em plena sintonia.
A casa desse senhor não era com assoalho e escadas de madeira.Não havia lareira e um escritório do qual podiam se ver duas cadeiras vermelhas que transmitam conforto apenas com o olhar.Nem muito menos uma mesa antiga como escrivania e atrás dela outra cadeira confortável da qual ele sentava para escrever seus textos e poesias.E de frente não havia uma estante de livros de vários tamanhos, cores e formas...

Mas o prazer de ir na casa desse senhor para o menino era o mesmo.Mesmo sendo simples sua verdadeira casa, havia um certo aroma de livros antigos e uma harmonia da qual era boa de se sentir.Ele era um senhor que gostava do que fazia.Gostava de sair com os garotos que conhecia para jogar vídeo game e ir conversar no conservatório.
O garoto gostava desse senhor.Gostava do que ele escrevia.Pois ele também gostava de escrever.

E como disse esse senhor ao garoto: ''Poeta não é o que sabe escrever, mas sim o especialista em sentir as coisas.'' Sim, sentir prazer em estar ao lado de uma pessoa que leva a vida de um modo simples, é um prazer do qual muitos não tem e que muitos têm ou podem ter. Eu gostaria de passar uma tarde dessas, como de filmes.Lendo poesias, conversando em um ambiente musical e me divertir com tão pouco, talvez. Coisas assim, não há muito o que explicar....apenas vive-las..Pois os pequenos prazeres estão em se sentir bem com que nos faz bem.Sim, sentir prazer em estar ao lado de uma pessoa que leva a vida de um modo simples, é um prazer do qual muitos não tem e que muitos têm ou podem ter.Eu gostaria de passar uma tarde dessas, como de filmes.Lendo poesias, conversando em um ambiente musical e me divertir com tão pouco, talvez.Coisas assim, não há muito o que explicar....apenas vive-las..Pois os pequenos prazeres estão em se sentir bem com que nos faz bem.

Histórias

Uma garota que se sentia perdida em uma atmosfera de confusão, medo, angústias, não conseguia ver alguma fresta que pudesse ajudá-la a sair desse meio de tormento, vivia sempre do mesmo modo, esperando que a cada amanhecer, pudesse enxergar uma pequena rachadura nessa parede que a prendia em um cubículo de torturas.
Ela seguia sua vida, sem esboçar muito seus temores e seus sentimentos que vivam em guerra!Ela sempre sorria quando havia de chorar, sempre engolia suas lágrimas quando queriam escorrer pelos seus olhos e percorrer todo o seu rosto até por fim, parar em seus lábios, dos quais apertavam a lágrima fazendo com que ela sentia o gosto salgado de tal.
Em certa manhã, essa garota como qualquer outra, abriu sua página de relacionamentos na internet e viu que nela poderia achar sua fuga, sua rachadura para fugir de tanta confusão.Nessa página, ela viu amigos dos quais mesmo de longe, poderiam a fazer feliz.Pequenas conversas dais quais sempre arrancavam sorrisos deliciosos e momentos únicos.
Amigos que mesmo de longe, ela sentia-os perto de tal modo que poderia fazê-los rir do mesmo jeito que eles o fazia a rir.
Amigos dois quais, receberam apelidos estranhos, sem sentido...
Amigos dois quais queria ser herói, vilão, mocinho das minhas histórias criadas...
Amigos dois quais sentem minha falta quando estou longe...
Amigos dois quais gosto do mesmo que eu...
Amigos dois quais imaginam histórias comigo e viajam comigo...
Amigos dois quais amo.Amo sem medo.Sei que poderei contar com eles sempre.Mesmo que uma tela nos separe.
Vocês, foram a minha válvula de escape de um mundo do qual fiquei presa por um tempo.
Vocês todos, são heróis, vilões, mocinhos/as de minhas histórias que criarei....Pois cada um, é especial na minha história da vida real.

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Tão longe.....


Tão longe, longe, longe, longe, agora sinto
Saudade de nós dois
De um tempo quando estávamos tão perto
E tão certos do que iríamos fazer
Um beijo longo, longo, longo, agora lembro
Raros momentos de prazer
Que eu gravo agora nessa fita demo-tape
Que é pra ninguém esquecer....

domingo, novembro 25, 2012

Marcas

Sentir falta de alguém é algo muito comum.Mas quando se sente falta da pessoa que você gostaria de estar ao lado, de ver seu sorriso sempre, de sentir seus carinhos...é algo complicado.Pois se trata daquela pessoa que lhe faz feliz sem muitos rodeios.É o seu amor.Aquele que você tem a convicção que é de verdade e que fará de tudo para te-lo ao lado.Mesmo longe sinto que nada mudou dentro de mim e que só se faz crescer aquilo que já sentira antes...
É complicado agora pois, você está muito mais distante que pensei.Mesmo que eu tente, algo ainda ficará para trás.
Mesmo tendo complicações, tentarei, será uma tentativa em vão talvez.Mas quero tentar...Você deixou uma marca muito grande em mim, da qual não consigo me livrar.Amo-te como nunca.
Quero ter-lhe de volta...mesmo que para isso, tenha que enfrentar céus e terras.

Vanilla Twilight



I'll watch the night turn light blue,
But it's not the same without you,
Because it takes two to whisper quietly,
The silence isn't so bad,
Till I look at my hands and feel sad,
Cause the spaces between my fingers
Are right where yours fits perfectly.

sábado, novembro 24, 2012

How I wish


 how I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here.

Free...

Free Fallin', fallin...

quarta-feira, novembro 21, 2012

Talvez eu ...


...esteja depositando demais minhas fichas nas pessoas dais quais eu sei que vão me abandonar.Talvez, eu deveria esperar menos delas e mais de mim.Procurar algo ou aquilo que me satisfaça, que me deixe em pleno estado de conforto.Onde eu posso deitar minha cabeça para descansar com a segurança de que todo está bem e de que terá alguém para cuidar de mim quando não estará tudo bem.
Quando não está nada bem, algo sempre piora.Mas cabe a mim dar um jeito de melhorar...mesmo dando um sorriso, por trás dele esconde-se várias coisas que me fazem ficar sombria e fria por dentro.
Acho que ficar assim as vezes nos faz perceber o quão somos frágeis quando o assunto é sobre nós mesmos.Podemos nos fazer de fortes, durões, mas há sempre alguma coisa que nos enfraquece, nos deixa infelizes e nos machuca.

Isso é lento de passar...é como alguém que espera a chuva cair.Demora, mas quando caí, traz alívio imediato.

sexta-feira, novembro 16, 2012

Mas, porém, entretanto...

"Uma linda jovem se apaixona por um garoto que era exatamente o que ela sempre quis e sonhou.
Ele a surpreendia todos os dias,parecia que ele tinha um 'manual de instruções da garota'.Ele sabia tudo o que ela gostava, pensava,enfim.Tudo.
Ela o amava muito, fazia sempre de tudo para agradá-lo.
Os dois se amavam tanto, que quando se encontravam, o amor era tão forte, que eles dois mal se continham nos beijos, abraços e caricias.O mundo naquele momento era só deles...o tempo paralisava e eles aproveitavam esse fato para ficarem um ao lado do outro.
O amor deles era forte, sólido e muito puro.Eram feitos um para o outro."

Eram...Eram...sempre tem um 'mas, eram, porém, entretanto, toda via' no meio das histórias alegres.Sempre há um empecilho, uma pedra no meio de tudo.Ás vezes o empecilho é tão grande que não se pode removê-lo ou continuar o caminho como se ele não estivesse ali.
As histórias felizes também acabam.O que acontece com a Branca de Neve depois do 'Feliz para Sempre'?
Com a Cinderela e todas as outras princesas ?!
Pode ser que elas tiveram o mesmo fim desse casal que descrevi.Podem ser que estão felizes até hoje com seus príncipes em seus castelos.
Não somos 'encantados', mas temos nosso fim nas histórias de amor.
O fim pode ser duro.Pode machucar, deixar cicatrizes....mas ele sempre passa.Acaba.Fim.
Por mais que machuque, doa e seja sofrido, superamos essa dor.Esse fim.

Yes

Sim...tenho a vontade de te roubar para mim
Sim...tenho a vontade de sair correndo e te encontrar!
Sim...tenho vontade de falar tudo o que sinto de uns tempos para cá, mas não posso por motivos maiores que eu.
Sim....mudei.Mudei por sua causa.Me sinto mais feliz, confortável...acho que desci metade da montanha onde me encontrava isolada.Depois de sua chegada, fui me conhecendo melhor...só falta você agora, estender as mãos e acabar de descer a montanha comigo.Talvez demore, talvez não.
Mas quero ter você ao meu lado custe o que custar.Seja como amigo...seja como for.Quero você comigo a onde eu for.Longe, perto.Quente,frio, triste, alegre....seja o que for e como for....você...estará sempre comigo.

quinta-feira, novembro 15, 2012

Quarto de dormir.

No cine-pensamento eu também tento reconstituir
as coisas que um dia você disse pra me seduzir
enquanto na janela espero a chuva que não quer cair
o vento traz o riso seu que sempre me fazia rir
e o mundo vai dar voltas sobre voltas ao redor de si
até toda memória dessa nossa estória se extinguir
e você nunca vai saber de nada do que eu senti
sozinho no meu quarto de dormir.

Cúpido...

Ás vezes, tenho a sensação de ter vindo nesse mundo para apenas ser um cúpido.Que minha missão é juntar as pessoas, fazê-las felizes ou fazê-las amar aquela pessoa que estava do lado delas o tempo todo mas que não sabiam que poderiam ser sua alma gêmea, seu par perfeito.

Mas ai lembro: já amei.Amei sim.Não muitas vezes, umas duas...mas amei.Ai lembro que sempre acontece algo de errado para estragar toda aquela alegria que sentia. Mas não me importo em não estar do lado de alguém que diga:'estarei ao seu lado sempre, sempre e sempre'
Esse sempre, muitas vezes, não é para sempre.Tem hora que acaba.Sim,existem os 'Sempre para sempre'....mas não com todos,comigo.
Finais felizes, não foi implantado em nossas cabeças por filmes românticos.Final feliz ou o Para sempre, é a maneira que você vive com aquele que você ama, com aquele que você tem a certeza de é realmente sua 'metade da laranja' mesmo não acreditando em destino e coisas do gênero.

Amor...ta aí! É algo inexplicável...apenas sentindo para saber o que é.

Cúpido, acho que sou eu mesma...talvez ele não seja um anjinho que voe por ai distribuindo flechadas.Talvez seja uma pessoa que sabe, talvez, unir as pessoas.
É uma missão falha de vez em quando.Mas quando dá certo, é uma satisfação enorme.
Cúpido...pode ser que exista.Pode ser que não.
Só sei que fazem um trabalho muito pesado, no qual há a satisfação de ver outras pessoas felizes.

domingo, novembro 11, 2012

Amelie

If your cable isn't working you may want to check for a little Amelie on your roof.

quinta-feira, novembro 08, 2012

Hill

Não sei o que acontece comigo.Me sinto distante, desapegada do mundo....confortável em um lugar onde só a solidão me deixa bem.
Não era assim e muito menos sou assim.
Posso até fazer as pessoas sorrirem, posso até sorrir. Mas meu sorriso esconde muita coisa mesmo quando estou envolta em um a harmonia de felicidade e brincadeiras.Posso brincar e me envolver.Mas não totalmente.Metade de  mim fica fora, longe de tudo e de todos.

Me forçando a subir a montanha mais alta e longa, onde sento no topo e fico a olhar o nada.A contemplar meu silêncio.
Mesmo que a outra metade grite, clama e pede com imploração para viver a vida, sair dessa montanha e seguir a trilha até o riacho onde suas águas cristalinas vão mostrar todo a verdade e tudo ao meu redor no seu reflexo, onde esse reflexo mostra que a vida é bem maior do que aquilo que vemos, sentimos e vivemos.Que o que está ao nosso redor é para ser explorado e vivenciado. Acho que eu precisava desse tempo na montanha....preciso na verdade....
seguir a trilha ainda é algo que exige muita coragem e força de vontade, ambas que não tenho ainda para seguir.Quem sabe mais tarde...outro dia....um dia em que o sol volte a brilhar por entre as nuvens cinzas que estão acima da montanha negra e obscura.

domingo, novembro 04, 2012

When the fail words...


Ás vezes faltam as palavras para dizer o que eu realmente sinto, penso...é irônico isso mas é fato.
De fato, não dá para dizer tudo em palavras o que a gente sente.Um sorriso, um olhar, um gesto, lágrimas....podem dizer o que está ocorrendo no momento.
Lágrimas....aquelas que nos aliviam de toda a dor, e quando ela acaba, na maioria das vezes vem um sono.Sono que você não sabe de onde veio e para onde vai,mas esse sono nos faz adormecer e esquecer da tal dor.
E quando acordamos, nossos olhos não estão mais tão vermelhos de chorar, pois se misturaram o o ar de que acabou de acordar, misturando tudo isso resulta na amenização de tudo que sentíamos antes...
Não há o que dizer muito agora, apenas me sentar e olhar pela janela e pensar que posso ser bem melhor que ontem.... 

Quando o mundo

...desaba sobre nossas cabeças, quando a vida não faz algum sentido mais, quando se perde o chão e a razão, a gente acha que não aguentará tanta pressão, tanta angustia, tanto medo e tristeza.Acha que vai desmoronar junto com o castelo de cartas que construímos para ser nosso refúgio, onde nos escondemos.
Quando a gente menos espera, acontece algo que munda nosso dia, nossa semana.Pode estar fazendo o dia mais lindo do mundo que logo a nuvem negra pousa sobre nós e uma densa chuva deságua sobre nós, tornado tudo mais difícil, nossa corrida contra essa tristeza mais pesada, pois a chuva vai caindo, nos molhando e deixando nosso corpo pesado e lento, fazendo que nós nos estreguemos a dor, a tristeza e melancolia.
Mas não é o certo fazer isso.De primeiro impacto, dói, machuca e nos deixa muito frágeis.Mas temos que saber contornar essa nuvem negra e procurar a luz do sol, voltando a ter a alegria de antes.Pois viver na dor, não compensa, não te leva a lugar nenhum a não ser para a sua própria vida de tristeza e passado.Seguir em frente requer coragem e atitudes.Não é fácil, mas tem que ser assim e tem que ser feito isso para que nossa vida seja sempre alegre.Aprendemos a ser fortes com a dor, essa força tem que nos levar á um caminho onde ela seja apenas um obstáculo a ser enfrentado na vida.

terça-feira, outubro 30, 2012

A symphony of feelings

Sabe aquele sentimento que vem avassalador, que vem como um furacão e coloca tudo de ponta cabeça dentro de você? Pois é.Ele revira tudo, nos faz ficar confusos, tristes,alegres, bravos...enfim, misturam tudo como se estivéssemos dentro de uma panela e a Dona Maria estivesse mexendo todos os ingredientes com uma colher de pau para formando uma mistura homogênea.

Esse sentimento, me faz querer pular, sorrir, dançar, gritar quando ouço uma música inspiradora,me faz chorar ao ouvir uma outra música que ao ler a letra nos 'fala' dos sentimentos contidos e mais românticos, como daqueles de filmes.

Esse sentimento, só existe dentro daquele que sabe o que é viver, sabe o que é ser feliz, sabe o que é ser alguém sem medos do mundo.Onde em vez de se esconder dele, acaba o enfrentando e o descobrindo.Descobre que ele há muitas coisas a nos oferecer onde cabe a nós saber escolher a opção que melhor encaixa com a gente.
Sentimento assim, não há explicação.Pois pode ser amor, felicidade, liberdade....aquilo que te faz bem sem você saber, e quando percebe está anestesiado por aquilo que muda o nosso humor.É uma sinfonia agridoce quando sentimos todo esse turbilhão de emoções.Se falarmos isso para alguém,nos responderão:''Puberdade meu jovem.Puberdade!'' E se for? Qual é o problema?Temos é mais que sair por ai pulando e esbanjando nossa alegria.Deixando para trás aqueles que querem acabar com ela.Dizem que não é para gritar muito alto sua alegria pois a inveja tem sono leve, que inveja o que...É dor de cotovelo daqueles que precisam fazer o mal para o outro para se sentir feliz igual a ele.
Sentimentos.... adolescência, puberdade(?), mundo....Seja o que for, é algo que me faz bem, é tudo o que ainda temos para descobri, redescobrir e conquistar!

Le Parapluie



Chemin faisant, que ce fut tendre
D'ouïr à deux le chant joli
Que l'eau du ciel faisait entendre
Sur le toit de mon parapluie !

segunda-feira, outubro 29, 2012

Friends, far or not: I love them.

Amigos, eles não precisam estar perto para de fazer sorrir o sorriso mais bobo mas cheio de ternura.
Amigos, não precisa estar ao teu lado para te falar coisas legais que animam o teu dia.Pode ser uma simples mensagem dizendo 'Oi' que já muda completamente o dia, só por saber que ele lembrou de você, que ele está sempre ao teu lado mesmo longe.
Amizade a distância, não significa que não se pode consolar o outro, que não se pode ajudar, estender a mão e meio que dar colo.Falar palavras confortantes.Isso tudo pode ser feito de longe sim, a uma tela de distância, talvez?!
Você chegou a pouco tempo, mas já é especial demais.Já me deixa feliz quando falo com você, já me alegra o dia seu OI ,fico toda boba com teus elogios...Admiro muito amigos que são sinceros, que agem de forma correta, que sabem onde e porque pisam ali, que sabem mesclar assuntos variados e que acima de tudo, respeitam á todos.
Amigos, aqueles que mesmo de longe fazem bagunça com você, que você sente o abraço quando fala: ''queria te dar um abraço agora''...
Amigos, fazendo você feliz desde....desde...Desde de sempre!Pois amor de amizade é infinita e nunca morre.
E como já dizia Charlie Chaplin

(....)
''Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher o meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela..."

People moving all the time...


...Inside a perfectly straight lineDon't you wanna just curve awayWhen it's such, it's such a perfect dayIt's such a perfect day(...) Now the sky could be blue I don't mind

A coisa

Nasci com algo dentro de mim que ainda não sei o que é.Se é uma vontade enorme de sair por ai e descobrir o mundo. Se é de sair correndo e sumir de tudo e todos, se é uma vontade enorme de ser livre que nem um pássaro que voa a plainar sobre as paisagens mais belas, sobre os rios mais limpos e sobre a montanha mais fria.

Ou ficar sentada em um banco, tomando uma chuva de verão, contemplando o horizonte, o nada...ela cair.
Não sei ao certo demostrar, falar, explicar...só sei
que essa 'coisa' a cada dia grita mais alto, me sacode e me deixa confusa.Mas ela sempre me diz que não nasci para ficar presa a alguma coisa que me faz mal, como raiva, ciúmes....algo que sempre me destrói.Pode ser esse sentimento meu ou de outra pessoa.Mas só sei que não nasci presa a ninguém, que sou livre e que posso ser muito mais.Quero me descobrir, descobrir o mundo.Sair por ai, curtindo a vida, curtindo o momento, o dia...

Essa 'coisa' só me diz que eu sou uma pessoa feliz, que não devo me prender aos outros por coisas fúteis.
Quero é mais ser feliz.Apenas isso.


domingo, outubro 28, 2012

Simplicidade

....é aquilo que não precisa de muito para ser bonito, especial e único.
Simplicidade pode ser um dia de sol, você deitado numa rede, longe de tudo e todos olhando para uma montanha onde o verde predomina e o vento tem uma conversa leve e doce com você, sussurrando no seu ouvido, levando folhas de um lado para o outro com tal leveza de uma borboleta que voa ao longe, com sintomas de liberdade e de simplicidade.
Algo simples pode estão também ao observar uma paisagem onde vemos animais calmos e despreocupados pastando ao longe, sem medo e pressa de sair dali.Algo simples, pode estar em uma criança que está na sombra de uma árvore degustando sorridente o fruto que tal árvore oferece.Essa mesma criança nos transmite a doçura no olhar enquanto lambuza  de vermelho, boca e  mãos, tal doçura nos leva a crer que simples é estar ali, vendo aquele momento, onde não há o que se preocupar, não há o que temer...não há pressa....há apenas a vontade de continuar ali, vivendo tal circunstância.

sábado, outubro 27, 2012

Muitos dizem que sou louca...

...anormal, sem noção, que só sei e faço besteiras!
Que não sei ser normal.Que não paro de rir de coisas sem sentido.Que devo me comportar quando estou na rua com amigos, que devo parar de cantar bem alto as músicas mais infantis ou as que me deixam feliz quando estou em público.Me dizem que devo parar de sair pulando quando estou muito feliz, que devo parar de ser uma 'criança' para ser uma adolescente normal.Me falam que devo ser menos boba para ser mais séria.Mas me pergunto, para quê ser normal, certinha, séria num mundo onde todos nos querem iguais?Onde o igual é normal e o diferente é estranho e excluído da sociedade.Para quer ser normal e ser controlada por uma fábrica de robôs onde todos tem que fazer exatamente o que foi imposto pela sociedade, sendo que eu posso ser feliz, louca, alegre e diferente de todos? Eu gosto de ser assim, boba, criança.Gosto de rir, de cantar...gosto de me sentir e sentir o mundo conspirando á meu favor!
Para que viver num mundo preto e branco onde tudo é igual se eu posso viver num mundo alegre e cheio de cores onde a felicidade é a que importa, onde a vontade de viver é a maior do que ser comandada por outras pessoas.Gosto de ser diferente.Ser diferente é normal.Ser diferente é algo que faz parte de todos.
Não sou rebelde por pensar assim, apenas quero e posso conseguir minha felicidade.Mesmo sendo do modo não convencional, assim digamos.Mas pelo menos, é do meu jeito, é do meu modo....é do meu prazer.É como eu monto minha vida, meu caminho e a trilho sem muitos rodeios, sem muita frescura...mas com muita loucura e felicidade!

quinta-feira, outubro 25, 2012

Run Boy Run

'' Um garotinho com uma imaginação estupenda, conseguia fazer de sua espada de madeira uma espada de aço que combatia os seus medos com um golpe só.Seu escudo de metal, era o mais belo e pesado que segurava a força da pata de um dragão enfurecido.
Ele conseguia trazer vida aos personagens de seus livros que se tornavam reais e ele um Pequeno Viking que lutava com toda a sua coragem contra esses vilões.Esse pequeno guerreiro Viking,carregava uma mochila nas costas, juntamente com uma espada e um escudo.Tudo isso somado com seu sorriso doce e inocente.
Esse viking combatia seus medos de criança que ouvia desde de pequeno da boca de seus pais, que criavam 'monstros' para o fazer criar um pouco de disciplina.Pais que em seu mundo de sonhos, se tornam rei e rainha de um reino distante, que sempre dizia para ele:'Run boy run!The sun will this guiding you.Run boy, this ride is a journey to.Run boy run, tomorrow is another day and you'll be a man boy.''
Essas palavras, fazia com que o garoto se sentisse um homem do qual era o mais forte e poderoso, que poderia enfrentar piratas que vinham navegando pelo mar ao sul.O encorajava a desafiar os monstros que continham chifres e pelos embolados que surgiam de dentro da terra.Sua confiança era tão grande, que ele pulava obstáculos a sua frente, se virava para lutar com os desafiadores que vinham atrás de si e sempre visava seu objetivo, que era chegar em seu castelo. Quando ele chegou em seu castelo, os medos, anseios, preocupações em cuidar de todo o mal sumia, dando lugar ao sono.O garoto adormecia em sua cama em paz, voltando assim para o mundo real.Porém, deixava seu exército de prontidão em seu mundo de fantasia.Onde a bandeira de seu reino era preta e com chaves brancas ilustrando o simbolo do rei, carregada por um de seus soldados que lutavam contra cavaleiros de oposição ao seu reino.
Quando o Pequeno Viking acordava, seu mundo de fantasia estava intacto, o esperando, para uma nova aventura, um novo desafio, uma nova conquista.''



Esse garotinho, pode nos representar.Onde nós driblamos os medos, anseios, dificuldades para conseguir chegar no nosso objetivo e na nossa felicidade.Esse garotinho, representa também a nossa alma de criança que nos faz escapar do mundo real, indo para o nosso interior e criando um mundo onde nós tornamos tudo fácil, pelo menos uma vez ...mesmo que seja irreal.Essa alma de criança, permite que a gente perceba que as coisas pequenas da vida, modificam tudo ao nosso redor e que são elas, que nos fazem bem e feliz. Não devemos nunca perder essa esencia de criança, mas devemos mesclá-la com a astúcia de um adulto e a coragem de ambos.
Essa coragem, nos permite enfrentar os 'monstros' que encontramos durante nosso caminho.Cada pirata, dragão, monstro que enfrentarmos, sirva para nos fortalecer e nos mostrar que somos capazes de fazer qualquer coisa para nos tornar alguém forte e com todos os objetivos cumpridos.
''Run boy run, to stop you.Run boy run, the secret  inside of you...And disapper in the trees''
Não deixe que ninguém te empeça de ir atrás da sua felicidade, atrás dos seus sonhos.
Suma, para dentro de si.Olhe para si mesmo e veja o quão bem faz você realizar seus sonhos.Suma dentre as árvores....tire um tempo para si, onde você possa contemplar o mundo a sua volta, as pessoas que lhe amam...que fazem parte da si mesmo e que completam sua vida.Corra, vá atrás do que gosta, trace seu caminho, trilhe sua história.Imagine, sonhe, cresça, seja adulto, criança..Que sejamos tão forte quando o Pequeno Viking, que encara tudo de frente e peito aberto.Que não tem medo do que vem a frente, que deseja com vigor sua vitória.Que viajemos, que tenhamos os pés no chão para termos o controle da nossa vida.Que sejamos o Pequeno Viking que não teme o mundo, mas que o transforma ele do seu jeito.Não TODO O MUNDO, mas aquele que o rodeia. E se a vida lhe pedir tempo, faça hora, se recue e vá na valsa, pois o tempo não para e a vida é curta demais.

quarta-feira, outubro 24, 2012

Freedom...


I woke to the sound of drums
The music played, the morning sun streamed in
I turned and I looked at you
And all but the bitted residue slipped away...slipped away.

terça-feira, outubro 23, 2012

Meu próprio mundo.

Meu pequeno mundo se resume em poucas coisas.Se resume basicamente naquilo que me faz bem e feliz.Me sinto confortável escutando musica, onde crio um universo só meu.Onde tudo pode acontecer.Como já dizia Dom Quixote, dragões são moinhos de ventos em um lugar possível onde somente nós conhecemos, onde esses dragões podem ou não serem inofensivos, onde o vento pode ser um efeito de um deus, talvez.Não sei.Cada um tem sua capacidade de criar um lugar só seu não apenas escutando música, pode ser lendo um livro onde cada característica de um lugar, faz você adentrar dentro das páginas e imaginar cada lugar, cada som, cada movimento...enfim, cada gesto que vai tornando nosso mundo mais fechado onde algumas, ou quem sabe nenhuma pessoa entre ou entenda!Meu pequeno mundo, é aquilo que me faz me sentir distante de coisas reais do dia dia, é aquilo que me conforta em momentos de anseios e angústias, é aquilo que me deixa feliz ao pensar.Meu pequeno mundo, pode estar afora de uma janela onde lá fora, chove uma chuva pesada e quase que sem fim.Onde ao meu olhar, pode estar fazendo um belo dia de sol, onde crianças brincam na rua com seus brinquedos diversos pintando o céu com suas pipas e deixando aquele ar pesado, leve com suas risadas inocentes e divertidas.Meu pequeno mundo, pode estar em uma boa ação que pratico a alguém sem muitas vezes esperar ao em troca, fazendo aquilo por puro prazer, quase que se sentindo um herói ou uma heroína por ter feito aquilo.
Meu pequeno mundo, não significa que sou ou somos egoístas.Significa talvez um refúgio onde nossas regras são válidas, onde tudo se torne menos difícil e complicado.Sonhar faz bem, é manter a cabeça um pouco distante tendo a consciência de ter os pés no chão, equilibrando esses dois extremos.
Meu pequeno mundo, pode estar no sorriso de alguém, no coração de alguém...Aquele alguém que amamos,não sei.Cada pessoa cria seu próprio pequeno mundo, onde suas alegrias,tristezas, compaixões, raiva, seu sentimentos..se mesclam formando algo único e especial de cada um.Seu próprio mundo.

sábado, outubro 20, 2012

Céu,Terra, Universo...Um Amor.

Ela passa pela praça da igreja enquanto os sinos da mesma estão sibilando em alto e bom som, um som surdo porém agudo e forte,que espantava os pombos próximos a ele.A moça para na porta da igreja de madeira bem trabalhada e detalhada, coloca sua mão na maçaneta e a abre.Ela entra na igreja e de primeiro momento, ela sente um cheiro de velas queimando e um frescor.Ela olha para sua direita e vê várias velas de todos os tamanhos, com as chamas bruxelando.
A jovem se senta em um dos bancos de madeira e abaixando sua cabeça, começa a murmurar preces e rezas.Logo, ela começa a chorar e os seus soluços ecoaram pela igreja chamando atenção do padre que se encontrava na frente do altar.Ele se vira e pode perceber-se que sua roupa era toda preta com somente uma pequena parte branca e quadrada próximo ao pescoço, um rosto preocupado e sério que estava atrás dos óculos redondos e pequenos.Seus cabelos eram brancos e por aparentar ter uns cinquenta anos, não havia sinal de calvície.Era alto mas não tão forte , vinha caminhando por entre os vários bancos que formavam um corredor.Seu andar era calmo, porém rápido. Vinh a com as mãos entrelaçadas próximas ao peito e com o olhar vidrado na garota.
Ela percebe a aproximação do padre e levanta a cabeça, se afasta um pouco no banco dando espaço para ele se sentar. Ele se senta e já indaga:
-O que há jovem?Por que esse choro sofrido ?

-Ah padre!Fiz coisas das quais não me orgulho.
-Quais coisas?Indagou ele com uma voz doce e olhar concentrado em um ponto qualquer.
-Não sei se devo falar, pois me encontro na casa de Deus.Não é ?Disse ela enxugando as lágrimas e com um olhar um pouco irônico.
-Sim.Estamos!Respondeu o padre levantando o olhar para o altar e fazendo o sinal da cruz em questão de respeito.

-Pois então, não posso dizer, mas...Posse me confessar.Sabe padre, vi e fiz coisas.Para ser mais exata, vou direto ao ponto.Tenho uma idade muito boa, relativamente, e já cometi atrocidades.E a última me trouxe até aqui.Disse a menina olhando para o altar e segurando a cabeça com as mãos, apoiando seus cotovelos em suas pernas.
O padre afasta-se um pouco da jovem e com um olhar preocupado,diz:
-Sim, você pode se confessar.Pode dizer, estou lhe ouvindo.
-Sabe padre, eu levava uma vida normal.Uma vida como qualquer outra.Trabalho, amigos, namorado...Mas, isso não durou muito.Faz uma semana que minha vida está uma bagunça.Tudo começou quando eu estava andando na rua da casa de um amigo meu antigo de escola.Ele estava na varanda de sua casa e me viu passando.Ele com uma voz convidativa e um olhar simpático, me convidou para entrar e tomar alguma coisa, pois estava muito calor.
E estava mesmo, por isso eu entrei.Havia um tempo que não nos víamos.Adentrei em sua casa e logo percebi que era simples, porém bem decorada, havia um toque feminino em tudo isso.Sua casa tinha cheiro de café e um ar frio.Talvez seja por morar próximo á uma floresta.-Explicou ela ajeitando os cotovelos nas pernas.-Ele me disse para ficar á vontade que logo ele me traria um suco e biscoitos.Ele entrou na cozinha e o escutei abrir os armários que por sinal, rangiam.Escutei também ele mexer nos talheres e andar de um lado para outro da cozinha, onde os ruídos cessaram. Talvez estivesse passando o café, deduzi.
Enquanto ele estava na cozinha, pude escutar todos esses sons e observar mais um pouco de sua casa.Mas durou pouco minhas observações, logo ele voltou para a sala com uma bandeja onde havia dois copos e no meio uma jarra de suco e ao lado um pequeno pote de biscoitos.
Ele se sentou cuidadoso no sofá ao meu lado e começou a conversar comigo.O assunto era bom e agradável.Eu não podia ficar muito tempo e por isso tomei logo o suco e me levantei.Quando fiz esse ato, ele se levantou também e disse: ''Venha conhecer meu jardim.Sei que você gosta.''E eu fui.
Passamos por um corredor e do lado esquerdo do mesmo, havia um porta de vidro que dava para um jardim lindo de inverno.Fiquei admirada com tal beleza e o elogiei por isso.Ele se sentiu muito feliz e agradeceu tal elogio.Mas essa alegria logo acabou quando eu percebi uma flor diferente, uma flor rara da qual havia visto uma vez só Padre.-Disse ela olhando para o padre com os olhos cheios de lágrimas.
- E que flor é está menina? Disse o padre devolvendo o olhar da garota e com uma tom de voz curioso.

-É uma flor encontrada somente fora do nosso estado, ela vem de muito longe.Não sei ao certo sua origem.Mas parece quem vem da Ásia talvez.Ela é uma flor bela, cujo seu aroma é doce e suave.Tem pétalas bem delicadas e pequenas.Porém, se extrair sua esencia, cria-se um veneno muito forte capaz de matar um homem adulto.-Sua frase foi dita entre algumas lágrimas que caíam e não paravam.A garota não conseguia contar mais sobre tal assunto, pois estava envolvida em soluços e lágimas.
-O que aconteceu? Peguntou o padre acolhendo-a ao seu lado.
-Ao ver aquela  flor padre, eu fiquei em choque.Pois havia duas pessoas, agora três, que conheciam aquela flor.Eu, meu ex-namorado e agora ele, meu amigo.Meu namorado morreu envenenado com essa flor.Os policiais demoraram um mês para descobrir da onde veio esse veneno.Ele era botânico e já mais iria se meter com tal planta.Ele conhecia todas as plantas venenosas e não venenosas.Foi estranha a morte dele.O meu amigo, percebeu meu incômodo com a flor e me perguntou: ''Linda não?Tenho ela desde dos meus tempos de faculdade.Ela é de uma beleza rara igual a você.Veio de longe, igual a ti...e tem um perfume suave e doce...igual ao teu.''Aquilo me deixou assustada.Então o perguntei: ''Como a conseguiu?Havia apenas um exemplar dela no nosso estado, por conter um veneno muito forte.E esse exemplar, era contido na faculdade de Botânica...'' - E antes que ela pudesse concluir sua frase, o tal amigo a interrompeu e disse:''Na qual teu lindo namorado trabalhava.É, eu sei.Eu consegui foi lá.Ele sempre foi uma pessoa boa, de coração bom.Mas um idiota.Me contou tudo o que eu precisava sobre essa flor para conseguir extrair o necessário para matar alguém.Lógico que ele não foi tão burro ao ponto de me contar tudo.Tive que pesquisar,e muito para poder fazer isso certo e bem feito.E deu certo.Hoje aquele idiota está á sete palmos de baixo da terra.E você aqui, do meu lado.''
Então, a garota andou alguns passos para trás e se apoiando na parede disse:''Então...foi você quem o matou...Assassino!''
''Querida, pense mais a fundo.'' Indicou ele se sentando no banco de madeira do jardim e olhado para ela com um sorriso sombrio.''Quem mais teve um diagnóstico de morte não bem concluído por falta de informações sobre o veneno usado?Teu namoradinho, só contribuiu para que os médicos finalmente descobrisse qual era o veneno.''
''Meu pai,meu irmão e agora....meu namorado.Você matou todos aqueles que te impediram de fugir comigo no começo da faculdade, quando eramos jovens e tínhamos sonhos quase impossíveis de serem realizados.E quando eu resolvi não fugir mais, você não se conformou ''.-A garota levantou o olhar para o teto da igreja e disse:
-Padre, ele matou todos aqueles que me amavam.Minha família.Agora não tenho mais ninguém.E quando eles foram mortos, jurei para mim mesma que mataria o assassino com minhas parópias mãos.Lembra de quando eu disse que cometi uma atrocidade?Pois então, depois dessa confissão, eu saí correndo em direção á cozinha e peguei uma faca.Ele veio atrás de mim e segurou minha mão no alto na tentativa de me fazer largar a faca.Ele me empurrou contra a parede e apartava mais forte minha mão.Até que a faca caiu no meu lado direito.Ele segurou com muita força e me jogou no chão.Ele pegou a faca e veio na minha direção.Me desviei dele e quando fiz esse ato, ele acabou caindo sobre mim...Deixando apenas minhas mãos livres.Por sorte, a faca não é cravada em mim.Logo, abri esse baú-Ela pega sua correntinha na qual havia um pequeno baú cor de rosa que dentro, tinha poucas gotas de uma substância que de primeiro impacto, parecia água, pois era incolor e inodora e mostra para o padre, que observa com muita atenção.-Eu despejei esse líquido na boca dele.Logo ele soube do que se tratava.Eu havia guardado uma pequena porção do veneno da flor nesse baú a muito tempo e acabei usando contra o próprio 'feiticeiro'.Foi por desespero, mas ao mesmo tempo, me sentia vingada pela morte daqueles que amei e amo.

O padre escutou toda a história um pouco assustado, mas aconselhou a moça a rezar alguns 'pais nossos' como era de clichê após cada confissão, aconselhou também, a fazer uma pequena novena pedindo perdão pelos seus pecados.Ao término de seus conselhos, o padre se levantou e disse olhando para a jovem com um olhar perdido mas ao mesmo tempo indiferente:
-Escute, faça tudo o que lhe disse.Você apenas se defendeu, mas matou alguém.Não vou te denunciar para a polícia.Mas quero que saia daqui.Não me leve a mal.
-Tudo bem padre, entendo o senhor!Vou me retirar assim que terminar minhas orações.-Respondeu ela apressada.

-Certo.Estarei lá dentro caso precise de mim.Respondeu ele apontando para uma porta que levava para dentro da igreja.
O padre fez o caminho de volta  para o altar.Dessa vez seu caminhar era rápido e forte.Entrou pela porta e tudo se silenciou.Não ouvia se quer, a respiração da garota.
Ela porém, mergulhou nas suas orações.Quando ela levantou a cabeça, viu a figura do seu amigo,o qual ela havia matado.Ela se assustou e perguntou:
-Você morreu.O que faz aqui ?Estou ficando louca?
-Você não está louca ou tão pouco viva.Respondeu ele um pouco triste.

-Como assim, 'tão pouco viva'?
-Calma, venha comigo.-Disse ele estendendo a mão para ela.
Ela segura na mão dele e segue para fora da igreja.Ele a leva para onde foi a cena de assassinato dele.Ela percebe que há muito movimento de policiais e ambulâncias.Ela vê sua mãe dentro da casa chorando ao lado do seu corpo estendido no chão junto com o do amigo.Ela se desespera e faz de tudo para que sua mãe a veja.Ela estava morta.Quando o amigo caiu sobre ela, a faca atingiu sua barriga e quando ela despejou o veneno na boca do amigo, parte dele caiu sobre o ferimento dela, anestesiando a dor.Ele morreu poucos minutos depois e ela também por hemorragia e pelo veneno que entranhou na sua corrente sanguínea.Ela não entendia porque o padre a via.Logo seu amigo explicou que ele era um tipo de alma que pensava que morava e vivia na igreja.Ele era tão devoto, que nunca se desprendeu daquela igreja.Ele não causa nenhum mal á aquele lugar.Ninguém o vê ou sente ele.Assim como ninguém a via ou sentia.
Ela então, saiu daquela confusão largando todos para trás e se sentou num banco da praça.Lá ela chorava desconsolada até ser tocada por uma mão que ela conhecia bem.Era a de seu namorado.Ela abre um sorriso e ele apenas diz:
-Te esperei tanto.Venha comigo?
Ela sem pensar duas vezes, segue com ele rumo a qualquer lugar.Céu, outra vida, terra, universo....para qualquer lugar onde os dois pudessem ser felizes como foram vivos.

terça-feira, outubro 16, 2012

What came to my mind... FairyTales

Ás vezes fico a pensar nas coisas que ocorrem na minha vida.Comparo com as dos filmes que assisto e vejo que aquilo é uma grande ilusão, que minha vida ou a vida de todos não vai ser iguais a de filme, onde a mocinha sempre corre riscos de vida, onde o mocinho a salva , o vilão sempre se dá mal e o casal vive feliz para sempre.Nossa vida é bem mais complicada do que ' era uma vez uma linda jovem e um jovem'...Nossa vida requer bem mais atitudes e escolhas do que uma vida fácil representada num filme onde todos são felizes.Não digo que não devemos procurar nossa felicidade ou nosso final feliz e encantado. Ele pode existir sim...mas não virá com tanta facilidade. Se quisermos algo de verdade, algo que vem de dentro para fora, temos que lutar muito para conseguir e para que no nosso final, seja feliz e para sempre.Pois os contos de fadas não existem somente em filmes...existe dentro de nós.E não precisa de Fada Madrinha para despertar isso dentro de nós.Basta um desejo, uma vontade, um sonho....um querer.Um querer de ser feliz, de mudar algo...o mundo talvez,quem sabe, cada um deseja o que quer, imagina o que gosta e sonha com o que ama.

sexta-feira, outubro 05, 2012

......Something plain and simple.

Ironia mesmo, é eu gostar tanto de escrever e de me expressar através de textos o que sinto, e vem você, com todo esse jeitinho especial com apenas poucas palavras me cala.O que sobra é um sentimento bom dentro de mim e um olhar envergonhado, tímido que aponta para o chão somado com as bochechas coradas.Gosto muito do que me escreve, do que me diz e do que me faz sentir.
Quando me encontro cabisbaixa, você sempre arruma um jeito de me ver sorrir de novo.E quando estou sorrindo, você retribui em dobro o seu sorriso.
Estava pensando...tudo isso é algo tão simples e singelo que não precisa de muito para nós nos sentirmos  felizes e confortáveis um ao lado do outro.Basta apenas um olhar que tudo se modifica e cria-se um momento único.Acho que palavras são subjetivas, voam através do vento e muitas se perdem ao tentar chegar no seu destino.O que fica, são as pequenas coisas que modificam e transformam todo o resto.Ao teu lado, sinto que não necessito de muitas palavras, basta apenas estar ao lado daquilo que está me faz muito bem....você.

quinta-feira, outubro 04, 2012

O preço

Toda vez que falta luz
Toda vez que algo nos falta
O invisível nos salta aos olhos
Um salto no escuro da piscina....

segunda-feira, outubro 01, 2012

São poucos...

 ...aqueles que me fazem perder as palavras com apenas outras palavras de carinho.Se me fazem perder a fala, é porque me deixam com um sorriso de ternura no rosto que demonstra o quanto eu fiquei feliz e emocionada.Me falam que muitas vezes as palavras somem e que nós devemos procurar outros recursos para demonstrar a emoção vivida no momento.
O jeito que achei, foi tentar escrever aqui, pois ainda estou perdida em meio as minhas sortidas emoções.
Muitas coisas nos rodeia:coisas boas, ruins, intrigas(talvez) e até mesmo passados.
Mas por outro lado, vivo o presente e sinto que ele está cada dia mais envolto em você.Tudo que estou vivendo é algo diferente, pois todo esse sentimento nasceu de uma amizade e a cada dia, aos poucos, foi se tornando algo forte, concreto que foi tomando posse de nós dois.
Nunca imaginei que poderia acontecer algo desse estilo comigo.Logo eu que vivo dando de cara com a parede encontrar alguém, assim como você, foi coisa do destino ?!Algo que já estava predestinado ?Não sei, apenas sei que você sempre esteve ao meu lado e sempre me ajudando em qualquer que seja a situação.E quando eu percebo mais afundo e observo com o outros olhos, vejo que você esteve ali, presente em todos os momentos e sempre estará.
É muito bom saber que posso contar com alguém como você.Que será sempre meu amigo, meu melhor amigo e agora...meu amor
.

domingo, setembro 30, 2012

Doce gosto da vingança

...continuação
-Sabe, sempre gostei de vermelho.E vou decorar esse lugar com essa cor que será do sangue que sairá de seu peito agora, Sr. Gregory Bell.
Mary tinha prendido seu tio.Ele havia matado seu pai por conta de uma briga antiga envolvendo assuntos emocionais. Gregory havia dito que o pai de Mary tinha morrido de causas naturais em sua casa e para evitar maiores sofrimentos a família o enterrou no cemitério local, quando que na verdade havia esfaqueado ele e enterrado em seu quintal com a ajuda de Amélia.
Mary, se posicionou de maneira que ficasse olhos nos olhos de seu tio e sem piedade, cravou a faca em seu peito.Ela fechou os olhos e apreciou o quebrar de alguns ossos e o sangue espirrando um pouco em sua face.Por sua vez, Gregory berrou tão alto que parecia mais um urro de um animal, que se calou no porão.
Mary terminou com sua primeira vítima.Limpou sua faca e todos os outros utensílios que havia usado, desamarrou Gregory que se encontrava sem vida e o carregou para fora do porão.Levou o corpo até os fundos da casa onde já havia uma cova aberta.Mary jogou o corpo lá dentro, tampou e se foi.
Ela foi extremamente cuidadosa em todos os seus atos, não deixou nenhum vestígio para a polícia.E nem poderia, tinha que matar mais duas pessoas ainda.
Mary, foi atrás de outro lugar abandonado que pudesse usar para sua segunda vítima.Ela encontrou a sua próxima 'casa das torturas' não muito longe da outra.Como já estava muito tarde, ela decidiu entrar e descansar, pois exigiu muito esforço para carregar o corpo para fora.
No outro dia bem cedinho, Mary voltou a procurar informações da sua segunda vítima e descobriu que ela ainda morava no mesmo lugar só que em outra casa.Mary se sentiu irritada ao ter que voltar para seu lugar de origem, mas era preciso.
Mary juntou suas coisas e se foi.Passou com pressa entre as ruas e logo chegou na estrada.Ela ficou um tempo parada para ver se arrumava alguma carona.Não demorou muito, ela pega uma carona num ônibus de trabalhadores do campo que por sorte iria para o mesmo lugar que ela.
Ela desceu uma fazenda antes da que realmente os trabalhadores iram parar.Então ela volta alguns metros e se defronta com sua antiga casa.Mary não faz questão de entrar,apenas rodeia a casa e chega aos fundos onde se encontra a lápide de sua mãe.Ela se ajoelha e diz:
-Mãe, falta pouco.Falta muito pouco para mim descobrir toda a verdade que nossa família nunca teve.
Se levanta e continua seu caminho.
Chega enfim na antiga casa dos Cook que estava abandonada.Se apossa dela e começa a organizar seus instrumentos para mais tarde.Sua ansiedade aumentava a cada vez que ela pensava na sua próxima vítima.Sabia que ela tinha feito muito mal naquele lugar, que matou muitas pessoas além de sua mãe.
Mas ninguém suspeitava dela pois levava uma vida tranquila como qualquer outro forasteiro. Mas Mary sabia quem era de verdade essa pessoa.Sabia seu jogo e suas maldades.
Logo anoiteceu e Mary estava pronta para o seu objetivo.
Foi caminhando lentamente em direção a casa.Quanto mais se aproximava, mais sentia ansiedade e o cheiro da fumaça que saia da chaminé.
Ela subiu então os dois degraus da porta de entrada.Dessa vez, ela não iria 'seduzir' sua vítima, iria na cara e na coragem matar dois coelhos numa machadada só.
Ela escuta dois homens conversando.Os mesmos dois homens que ela escutou na floresta quando ela ainda morava na fazenda.
Mary apenas observa do lado de fora os homens bebendo e conversando.Ela estava tão concentrada na sua observação que não percebeu que havia alguém se aproximando dela.Ela foi perceber quando o rapaz tocou seu ombro e disse:
-O que você faz aqui,Mary?
Assustada, Mary se vira e responde:
-Jack? É você ?
Ele com um sorriso estranho responde:
-Bom te ver menina.Você sumiu depois que saiu do convento e está mais bonita ainda.
-Obrigada Jack, mas não tenho tempo para conversas.Tenho que resolver um assunto com os Cook.Depois a gente se fala.
Respondeu ela um pouco nervosa e assustada.
Jack se foi e Mary entrou na casa.
Os dois homens então viram sua presença e disseram em conjunto :
-Mary....
-Sim.Sou eu.-Respondeu ela tremulando um pouco a voz.
-Como você está bela.-Disse Billy sarcasticamente olhando de cima a baixo Mary.
-Deixe de elogios Billy.Eles não funcionam mais comigo.-Respondeu ela o encarando.
-Menina!O que faz aqui?-Perguntou o Sr.Cook com um sorriso irônico no rosto.
-Não responda Mary.Eu respondo por você.Veio vingar a morte da sua mamãezinha ?!

Aquele Jack maldito, nos espionou desde do dia em que chegamos.Agora minha mãe já cuidou dele.-Disse Billy abrindo a porta da cozinha e revelando o corpo de Jack estendido no chão com uma faca nas costas.
-Mas..mas...eu acabei de falar com ele.Como...-Disse Mary em choros e sem condições de continuar a frase.
-Como ele morreu? Minha mãe é mais rápida que você pensa.Foi ela quem 'seduziu' sua mãe e bastou apenas eu te seduzir também para minha mãe fazer o trabalho.Somos uma família que mata outras por puro prazer.Não há motivos.Mas na verdade, dessa vez houve.Acho que você já sabe de toda a história de seu pai.Pois é.Seu tio o matou e nós acobertamos seus assassinato o ajudando a fugir.Mas ele nos devia vários outros favores.Seu tio trabalha com nós, matando pessoas.Mas um certo dia ele nos deixou.Foi o dia em que ele matou seu pai.Ele o matou com tanto prazer....mas ele disse que não queria mais essa vida e fugiu.Não o achamos mais então decidimos matar sua mãe para ver se ele aparecia no funeral de sua irmã.Mas nada.Em vez disso, veio você-Discursou Billy andando de um lado para o outro um tanto quanto irritado.
Mary escutou atentamente cada palavra e imóvel se mantéu até o fim do discurso.
-Chega Billy.Vamos matá-la antes que ela fuja.-Disse o Sr.Cook pegando seu machado.
-Vamos papai.Vamos sim...ela já nos deu muito trabalho.
Mary não tinha forças para correr, apenas seus braços se moviam defendendo as tentativas de facadas de Billy.
Até que uma delas foi muito forte e ela caiu no chão. Encanutada,Mary achou que seria seu fim e que não iria conseguir vingar sua mãe.Até que uma força súbita atingiu seu corpo e ela se atirou em Billy o derrubando.Mary pegou a faca e prestes a cravar em Billy ele disse rindo:
-Mary, Mary...A doce menina do campo se transformou em uma máquina de matar.Um animal selvagem com extinto de vingança.Menina, não faça isso que me apaixono por você!
-Cale a boca! Foi um erro confiar em você e na sua família.Eu amei você, outro grande erro.Agora você vai morrer como minha mãe.-Respondeu Mary fumegante e um um tom de felicidade.
-Mas não será possível Mary.-Disse Billy segurando suas mãos que apontavam para seu pescoço e olhando para seu pais que se encontrava atrás de Mary.
Mary percebe esse olhar e crava a tesoura no pé do Sr.Cook que sai dando pulos e xingando Mary.
Mary pega um punhal guardado em sua cintura e o crava em Billy.E diz com um tom de vitoriosa:
-Foi um erro você me subestimar!
E se virando para o Sr.Cook ela disse:
-Agora é sua vez.
E ela o empurrou para o sofá e foi cravando várias vezes o punhal em seu peito até se cansar.
Mary só não conseguiu matar a Sra.Cook pois havia fugido, mas ela se sentia vingada e aliviada por tudo ter acabado.
Mary sai da casa coberta de sangue e segue pela estrada escura que continha um ar pesado e nuvens escuras cobrindo todo o céu.Não havia um único som a não ser o de sua respiração ofegante e de um trovão ao leste, anunciando a chuva que viria.

Mary seguia a estrada satisfeita com o que havia feito e decidida a continuar com essa vida de assassina, vingando todos aqueles que foram injustiçados igual á ela.



Fim 

sábado, setembro 29, 2012

Doce gosto da vingança

...continuação

Mary encontra-se na estrada sem saber a certo o que fazer. Se continuaria em frente ou recuaria para sua casa.Mas ela tinha uma única certeza enquanto caminhava  adentrando solitária na escuridão da noite, nem a Lua estava ajudando, estava entre nuvens, deixando o caminho pesado e sombrio.Mary carregava a certeza de se vingar daqueles que mataram sua mãe, sua única família e quando ela pensou nisto, apressou o passo e caminhou rapidamente até chegar na estrada que levava para a capital.
Não havia uma alma viva e muito menos carros.Estava apenas Mary e sua pequena mala.
Logo, o sol começava á apontar no horizonte, iluminando aos poucos a estrada e o rosto de Mary.Depois de horas incansáveis de caminhada, ela conclui seu objetivo chegando em Londres.
Mary caminhava por entre as ruas frias que ainda não estavam completamente tomadas pelo sol nascente.Ela observava alguns comerciantes abrirem suas portas e algumas freiras entrando na igreja.Ela não sabia ao certo o que fazer, onde ir e o que encontrar.Estava ali apenas por extinto, por loucura talvez.Ela entra então na igreja junto com o grupo de freiras e se senta no primeiro banco que avista, deixa sua mala ao seu lado, abaixa a cabeça e começa a chorar baixinho, como se fossem sussurros os seus soluços.Umas das freiras, percebe seu desconsolo e senta-se ao seu lado e passa o braço pôr entre os ombros de Mary e a indaga com uma voz doce e serena:
-O que acontece jovem ?
- Não sei ao certo Irmã.Estou sozinha nesse mundo sem saber o que fazer .-Respondeu Mary levando a cabeça e com os olhos embaçados de lágrimas, tentava observar o rosto da freira que de primeiro impacto parecia branco e um pouco enrugado.
A freira abraçando Mary, diz quase que muito baixo:
-Não fique assim menina.Venha comigo, você deve estar muito cansada pelo que percebo, veio de muito longe e á pé.Entre comigo no convento que fica atrás da Igreja.Se lave, coma algo e depois vá conversar comigo.Estarei te esperando no pátio leste do convento.Ah!Antes que me esqueça,meu nome é Irmã Catherine.
Se sentindo um pouco consolada, Mary respondeu tentando dar um sorriso de gratidão em meio de algumas lágrimas:
-O meu é Mary.
-Lindo nome!Vamos!?- Disse a irmã com um belo sorriso.
Mary seguiu a irmã até no quarto em que iria ficar.Agradeceu pela hospedagem e foi fazer o que a irmã tinha  lhe dito.Tomou seu banho, comeu e foi até o pátio.Encontrou a irmã sentada num banco de madeira branco lendo um livro.Mary se sentou e a irmã fechou o livro e disse olhando para a capa :
-Conte-me o que aconteceu com você querida.
Mary fez que sim com a cabeça e contou toda a sua história.Tudo, sem esquecer de nada.Só não contou a parte da sua vingança, pois a irmã poderia lhe chamar a atenção e impedi-la.
A irmã ouviu tudo atentamente e no fim apenas disse com um ar preocupado:
-Você sofreu muito Mary.Necessita de cuidados.Fique conosco até você completar maior idade ou até saber o que vai fazer da sua vida.Iremos cuidar de você, te dar uma boa escola e tudo o que necessita.Você é um caso especial e será bem cuidada aqui por todas nós.
Quando a irmã terminou de falar, ela sorriu para Mary e Mary retribuiu o sorriso e foi conhecer a sua nova 'casa' com a Catherine.
Mary, muito cansada da viagem, pede licença a irmã e vai para o seu quarto descansar.Em seu quarto, Mary mal conseguia fechar seus olhos, pois não parava de pensar na vingança de sua mãe e na trágica cena que presenciara.Mary, começou a planejar como mataria os assassinos de sua mãe.Cada vez que pensava neles, sua raiva aumentava e aumentava também sua angustia de ter depositado sua total confiança em ambos.
Logo Mary completou seus 17 anos e já estava determinada em sair do convento e começar sua vingança.No dia 26/08/98 Mary saiu do convento muito agradecida por tudo que as irmãs fizeram por ela.Mary criou um afeto muito grande por Irmã Catherine que quando Mary se foi, ficou muito triste.
Mary se sentiu livre quando passou da porta para fora do convento.Sentiu a brisa suave tocar seu rosto e por alguns segundos, lembrou-se do campo em que ia todas as sextas feiras.
Ela então, começou a descer a rua até no seu fim.Virou-se a esquerda entrando numa outra ruela que levava  para outra ruela como se fossem labirintos sujos e cinzentos.Quando Mary alcançou 6 quarterões ao longe do convento, encontrou uma casa abanada. Ela entrou e tomou posse da casa por certo tempo.Não se preocupou em limpar o lugar pois ele iria se sujar mais e mais de sangue daqueles que a traíram.
Enquanto estava no convento, ela recebia cartas de Jack que foi lhe contando histórias que ela jamais suspeitara que envolvesse a morte de seu pai, de sua mãe entre outros segredos de família.Quando ela lia as cartas, ela tinha a sensação de que estava perdendo sua identidade e que a vida que vivia era baseada em mentiras. Sua vontade de acabar com a vida de todos esses que lhe fizeram mal ia crescendo juntamente com suas informações sobre cada pessoa.Mary reunia todas as informações necessárias para dar o tiro certeiro de uma só vez,sem errar e sem deixar vestígios.
Logo, ela descobriu o paradeiro de sua primeira vítima.Sabia onde ela trabalhava, onde ia depois do trabalho, enfim, de tudo.
Mary, se arrumou como se estivesse indo á uma festa e seguiu rumo ao bar onde sua vítima frequentava todas as noites.
Mary, o observou de fora do bar e percebeu que o casaco estava no banco ao lado e que sua vítima estava um tanto quanto desconsolado.Ela entrou no bar sem chamar muita atenção e se sentou a um banco de distância de sua vítima e pediu a mesma bebida que ele estava bebendo.Ela virou o liquido sem fazer muita espera. Ela pediu outro e mais outro.O rapaz ao seu lado a disse com um tom um pouco sarcástico e sem olhar muito bem para ela:
-Vá com calma moça.Essa bebida é muito forte para uma mulher.
Ela olhou para ele e respondeu secamente:
-Eu aguento.Já aguentei muito coisa na minha vida.
Ele olhou para ela e como estava bêbado, não a reconheceu.Logo ele disse:
-Junte-se a mim.Te pago o seu drink.
Ela aceitou e se sentou no banco que os separavam.
Os dois começaram a conversar e ela começou a falar tudo que o agradava.Para fisgar de vez sua presa.
Quando ele se distraiu,Mary colocou uma substancia na bebida do rapaz que iria lhe causar um sono na hora em que era preciso.
Mary convida o rapaz para lhe acompanhar, alegando não estar muito bem.O rapaz concorda e a acompanha até sua casa.Mary percebe que pelo caminho o homem já sentia os efeitos da substancia e Mary  pede para ele entrar, já que não se sentia muito bem. Ele entrou e se sentou no sofá velho e sujo que havia.Era o único móvel do primeiro cômodo da casa.
O rapaz então, com uma tremula disse:
-Estou ficando com sono, me sentindo tonto e vejo tudo rodar.
-Deve ser porque bebemos demais.Descanse um pouco e quando acordar, você vai embora.Disse Mary com um sorriso sombrio.
Ele não teve tempo para a resposta.Se deixou levar pelo grande sono que sentia, sua cabeça caiu para o lado e ele suspirava fundo, demonstrando seu sono profundo.
Mary o carrega então, com alguma dificuldade, para o porão da casa e o amarra numa mesa de madeira e começa a afiar as suas facas e tesouras.
Mary se senta no degrau da escada aguardado o rapaz acordar.
Após alguns minutos, o rapaz acorda e com as vistas embaçadas, tenta reconhecer o lugar em que está.Quando ele percebe que não há nada em sua volta a não ser uma mesinha cheia de facas e tesouras de vários tamanhos se desespera e tenta se levantar, mas em vão, pois estava preso aumentando mais ainda seu desespero. Mary percebe que ele se encontrava acordado, vai até a mesa maior e diz dando uma risada irônica:
-Quem diria...você aqui preso como meu pai.Logo você, tão feliz e confiante.Tão sedutor com suas palavras  consoladoras e cheias de ternura.
-Mary? É você mesma? Como você mudou garota!Não há vejo faz 1 ano.Você mudou muito, por onde andou, o que irá fazer comigo.Me solte por favor.
Disse ele com grande desespero.
-Shiiu.Sua voz me irrita.E uma pergunta de cada vez e uma coisa de cada vez.Irei te soltar sim....Mas antes, vou vingar meu pai.
-Seu pai morreu de uma doença desconhecida,Mary.Respondeu o homem quase que aos prantos.
-Não morreu!Gritou Mary enfiando uma tesoura em seu braço com muita violência!
O grito do homem se abafou no porão.
-Ele morreu em suas mãos.Você o matou por conta da minha mãe.Foi demais ver sua amada nos braços de outro?!Foi demais para você perceber que minha mãe amava meu pai ao invés de você ?!
E mais uma tesourada foi acertada no braço do homem.
Mary, pegou a sua faca, a mais afiada e a maior e apontou para o peito do homem e disse jogando seus cabelos para o lado para poder ver melhor sua 'arte':
-Sabe, sempre gostei de vermelho.E vou decorar esse lugar com essa cor que será do sangue que sairá de seu peito agora, Sr...

...continua

Doce gosto da vingança.

Mary era apenas uma garota normal como qualquer outra de 10 anos.Levava uma vida simples sem muitos acontecimentos extraordinários e estupendos. Mary morava no interior de Londres com sua mãe, apenas. Seu pai havia morrido de uma grave doença quando ela tinha 4 anos de idade. Ela adorava o lugar onde morava,adorava a escola e seus amigos.No fim de cada tarde de sexta feira, ela iria ao campo para ver o sol se pôr de cima de uma grande e antiga árvore.Era o lugar favorito de Mary.Ela o frequentava desde os seus 6 anos, quando em uma de suas 'aventuras' pelo terreno de sua família, encontrou esse campo que floria na primavera e ficava como um tapete branco no inverno.
Mary, começou sua rotina como sempre fazia.Acordava às sete da manhã para ir ao colégio, lavava seu rosto, descia para a cozinha, tomava seu café e dava um beijo em sua mãe antes de ir para a escola.
Cantarolando pela estrada, Mary seguia sempre observando a natureza em sua volta, até o ponto onde ela parava para esperar o ônibus que a levava para a escola.
Mary, cresceu assim.Nessa vida e nessa rotina.Quando ela alcançou seus 16 anos, ela continuava a ter a mesma vida.Mas algo iria mudar.Algo de novo estaria para acontecer na vida dessa simples garota.
Mary, estava no pomar colhendo maçãs-uma de suas tarefas em casa- e percebeu que havia vizinhos novos na fazenda próxima á dela. Mary levou o cesto até a cozinha e foi dar as boas vindas aos novos moradores.
Sua mãe, já estava lá com um pratinho de bolo na mão- costume do local levar um prato de alguma quitanda para as pessoas novas-, e se juntou a sua mãe num simpático 'Olá'.
A mãe de Mary, parecia que havia conhecido a mulher do novo fazendeiro á séculos, pois as duas não paravam de falar.Mary em seus pensamentos, as comparou com um bando de galinhas da angola.Feito isso, um sorriso saiu de seu rosto e logo ela escutou uma voz um tanto quanto imponente ao seu lado:
-Belo sorriso.Disse o jovem filho do casal que acabara de se mudar.
Mary um pouco assustada, se vira e encolhe o sorriso dando lugar para as bochechas coradas, responde evitando olhar diretamente para o rapaz:
-Obrigada.
-Prazer, Billy.Billy Cook.
-Mary Bell.
Depois das apresentações, finalmente as duas mães se calaram e a mãe de Mary disse:
-Vamos filha, está ficando tarde e os Cook precisam terminar de arrumar sua mudança.
Mary deu um suspiro curto que demonstrou discretamente que queria ficar mais e conhecer melhor Billy.
Mas ela não foi contra sua mãe, acatou a ordem e disse para Billy:
-Até mais, Cook!
-A gente se vê por ai, Mary Bell.Respondeu ele com um sorriso de certeza e com um ar um pouco misterioso.
Passado-se três dias, Mary não havia mais visto o tal Billy Cook.Ela já estava achando que ele era fruto da sua imaginação ou apenas ele estaria trabalhando muito com seu pai no Haras que havia á poucos quilômetros das duas fazendas.Como de costume, Mary foi até ao campo no fim da tarde de primavera.O ar estava leve, a brisa suave e refrescante e o céu estava em cores mistas,mesclando o azul, laranja e vermelho.Mary, subiu até o velho e bom tronco e ficou admirando o pôr do sol.Logo ela sente uma presença e rapidamente ela olha para traz e vê Billy.
-Que lindo fim de tarde, não ?-Indagou ele olhando para o céu.
-Sim.-Respondeu ela com um sorriso de canto de boca que demonstrava sua satisfação em vê-lo.
-Nunca vi um pôr do sol tão lindo assim.Na cidade, não tínhamos esse privilégio.Quando meu pai disse-me que iriamos nos mudar para o interior, achei que seria algo chato e entedioso.Mas mudei meu conceito.Aqui é um lugar lindo, gosto do meu novo trabalho e das pessoas que moram aqui,são todas agradáveis.Além do mais, esse campo é maravilhoso e com você aqui, ele se torna perfeito.
Mary, ficou muito envergonhada com o comentário de Billy.Porém ficou feliz com tal elogio e entre um belo sorriso ela desceu da árvore e assim que seu pés tocaram o chão, vei-lhe uma pergunta em sua cabeça:'Como ele soube desse lugar?'
Então, ela com um tom um pouco intimidador perguntou-lhe:
-Como você soube desse campo? Nem as pessoas mais velhas que moram por aqui desconhecem desse lugar e você, assim como eu, o achou.
-Sim.Acho que foi a melhor descoberta que fiz.O encontrei numa das minhas 'aventuras'.Disse ele sentando-se ao lado da árvore.
-Acho que você conhece esse lugar melhor que eu.Que tal amanhã você me mostrar um pouco mais daqui?Ele parece ser mais lindo do que posso imaginar.-Convidou Mary para esse passeio.
Mary, disse sim com a cabeça mas logo depois, uma dúvida e uma insegurança tomou conta de seus pensamentos.Ela mal conhecera o rapaz e já estava aceitando o convite para um passeio.Ele era um rapaz da cidade e ela do campo.Realidades diferentes, purezas diferentes.Mas ela, não pensou muito nisso aceitou ligeira o covite e ainda com um tom um pouco superior disse:
-Você vai se surpreender com o local, Moço da cidade.E foi-se embora dando risadinhas o deixando sentando na grama verde do campo.
Ele a acompanhou com olhar até ela sumir entre as árvores que ligavam o campo as fazendas.
Como combinado, Mary terminou rápido suas tarefas para encontrar Billy.Quando ela descia as escadas saltitante, sua mãe de dentro da cozinha a indaga:
- Onde a senhorita vai com tanta pressa?
-Vou me encontrar com o filho dos Cook,mãe.Vou mostrar a ele as belezas das nossas terras.-Respondeu alegremente Mary.
-Que bom minha filha.Fico feliz que tenha feito amizade com o garoto Billy.Ele me pareceu ser muito simpático e um rapaz muito inteligente.Mas não volte tarde.-Disse Amélia-mãe de Mary-.
-Sim mãe.Prometo não demorar.Volto antes do jantar.

E assim, Mary seguiu o caminho até ao campo.A brisa suave do fim de tarde acariciava seu rosto e mexia levemente seus cabelos.Logo, ela começou a se perguntar: 'Será que estou me apaixonando por Billy ?Ele, um garoto da cidade e eu do campo.Ele é um ano mais velho que eu e sabe de muita coisa que não sei, por ter morado na cidade.Mas eu também sei de muita coisa que ele não sabe.Será interessante nosso passeio de hoje.Haverá muita troca de conhecimentos entre nós.'
E assim, concluindo seus pensamentos, ela termina de cruzar a floresta e chega ao campo e avista Billy sentando no mesmo lugar de ontem.Na grama próximo á árvore.Ela se aproxima com cautela e ele percebe sua presença e diz olhando para o horizonte:
-Pontual você.Assim como as senhoritas da capital.
-Obrigada!Mas elas não são como eu e eu não sou como elas.Acho que temos apenas isto em comum.Respondeu ela um pouco irritada.
-Sim, você não é igual á elas.Desculpe minha falha.Você é melhor.Venha, sente-se aqui.-Ela se sentou-Você é pura, tem uma beleza natural e é uma menina simples e gosta de ser assim.As garotas da cidade não suportam a vida que você leva e se escondem debaixo de um monte de maquiagens.Se elas fossem como você...-Billy segura na mão de Mary e a olha com ternura. Mary retribuiu o olhar e ficou muito feliz de ter escutado tais elogios.Ela se sentiu flutuando.Eles ficaram ali, sentados um ao lado do outro conversando.Esqueceram do passeio e do tempo.Quando Mary se deu conta, já era tarde e ela tinha que voltar para casa. Ela deu um beijo no rosto de Billy e saiu correndo para não se atrasar mais ainda.Cruzou a floresta como um vendaval.Seu vestido balançava e seus cabelos dourados bagunçavam com a correria.
Quando ela se encontrou no quintal, parou de correr e começou a caminhar rápido e fumegando.Ela por fim se encontrava na porta da cozinha.Subiu os três degraus e girou a maçaneta e entrou na cozinha.Ela se encontrava quentinha por conta do fogão de lenha fumegando com brasas vermelhas porém quase se tornando invisíveis pois estavam apagando-se.Mary entrou chamando sua mãe mas ela não tinha retorno o que ela escutava era apenas o ruido do vento lá fora.Mary então, subiu até o segundo andar e viu a porta do quarto de sua mãe aberta e já foi soltando o discurso:
-Desculpe o atraso mãe, perdi a hora pois o assunto estava muito bom.
E Mary foi adentrando no quarto e notou do lado esquerdo da cama que havia uma mão estendida, mas que não se mexia.Mary correu e logo viu que era sua mãe morta com uma facada nas costas.
Mary se ajoelhou ao lado, pegou a cabeça de sua mãe já falecida e começou a chamar por ela e aos prantos gritou.Gritou tão alto que os vizinhos escutaram seu grito e logo foram ver o que havia ocorrido.
O vizinho Jack, que era mais próximo da família, correu até o quarto perguntado:
-Mary, o que houve?
-Aqui Jack, no quarto da minha mãe!-Disse ela entre soluços.
-Oh meu Deus.Amélia.O que aconteceu Mary?- Perguntou ele indignado .
-Eu não sei.Eu sai e a deixei fazendo o jantar. Ela estava bem.-Respondeu ela chorando mais ainda.
-Que barbaridade meu Deus.Venha Mary, vá para minha casa, fique com minha esposa.Eu arrumo essa bagunça.
Quando Mary saiu de casa, viu todos os vizinhos alvoraçados em frente sua casa.Mas quem ela mais queria que ela Billy ela avistou de longe apenas.Então ela entrou na casa de Jack.
Mary, ficou intrigada.Quem poderia ter assassinado sua mãe?A família não tinha inimigos e muito menos sofria ameaças.
Mary não tinha a menor ideia de quem era o assassino de sua mãe.Mas ela tinha uma certeza: Se matou sua mãe, iria matá-la também.
Logo, Mary ficou morando um tempo na casa de Jack.Percebia que não havia muio movimento na casa dos Cook.Será que foram passar alguns dias na cidade?Ou será que o haras estava dando muito trabalho.Ela não deu muita importância, pois Billy não a via depois da morte de sua mãe e  muito menos ia ao campo.
Em um fim de tarde de sexta, Mary voltou ao campo.Se sentindo mais solitária dessa vez.Ela cruzou a floresta e antes de chegar ao campo escutou dois homens conversando:
- Você fez o serviço como mandei? -Perguntou um homem que aparentava ser mais velho pelo tom de voz rouca e grossa.
-Sim senhor.Fiz como me mandou.Não deixei nenhuma pista também.-Disse um outro homem um pouco mais novo e um pouco fumegante, como se tivesse corrido.
-Muito bem.Agora falta apenas uma para concluirmos o trabalho.-O homem mais velho disse concluindo com uma risada que se misturou com a do jovem.
Mary identificou os dois homens e logo que percebeu quem era, ficou pasma e suas pernas não se moviam para sair daquele lugar.Quando ela conseguiu forças, saiu correndo dali o mais rápido que pôde.
Os homens escutaram ao longe seus passos e um deles disse:
-Quem está ai?
-Não deve ser ninguém.Dever ser apenas um coelho.Respondeu o mais velho e entre risos foram embora.
Mary chegou em casa e se trancou no quarto.Se sentou no canto direito e encolheu suas pernas para perto do peito e começou a chorar.Chorou tanto que quando os soluços pararam, ela teve o pensamento: 'Preciso sair daqui.E me vingar daqueles que me enganaram o tempo todo.Vou para a cidade e lá vou adquirir tudo o que preciso para me vingar destes que abusaram de minha pureza'.

Mary juntas suas coisas e no meio da noite segue rumo á Londres.

....contiuna