...continuação
-Sabe, sempre gostei de vermelho.E vou decorar esse lugar com essa cor que será do sangue que sairá de seu peito agora, Sr. Gregory Bell.
Mary tinha prendido seu tio.Ele havia matado seu pai por conta de uma briga antiga envolvendo assuntos emocionais. Gregory havia dito que o pai de Mary tinha morrido de causas naturais em sua casa e para evitar maiores sofrimentos a família o enterrou no cemitério local, quando que na verdade havia esfaqueado ele e enterrado em seu quintal com a ajuda de Amélia.
Mary, se posicionou de maneira que ficasse olhos nos olhos de seu tio e sem piedade, cravou a faca em seu peito.Ela fechou os olhos e apreciou o quebrar de alguns ossos e o sangue espirrando um pouco em sua face.Por sua vez, Gregory berrou tão alto que parecia mais um urro de um animal, que se calou no porão.
Mary terminou com sua primeira vítima.Limpou sua faca e todos os outros utensílios que havia usado, desamarrou Gregory que se encontrava sem vida e o carregou para fora do porão.Levou o corpo até os fundos da casa onde já havia uma cova aberta.Mary jogou o corpo lá dentro, tampou e se foi.
Ela foi extremamente cuidadosa em todos os seus atos, não deixou nenhum vestígio para a polícia.E nem poderia, tinha que matar mais duas pessoas ainda.
Mary, foi atrás de outro lugar abandonado que pudesse usar para sua segunda vítima.Ela encontrou a sua próxima 'casa das torturas' não muito longe da outra.Como já estava muito tarde, ela decidiu entrar e descansar, pois exigiu muito esforço para carregar o corpo para fora.
No outro dia bem cedinho, Mary voltou a procurar informações da sua segunda vítima e descobriu que ela ainda morava no mesmo lugar só que em outra casa.Mary se sentiu irritada ao ter que voltar para seu lugar de origem, mas era preciso.
Mary juntou suas coisas e se foi.Passou com pressa entre as ruas e logo chegou na estrada.Ela ficou um tempo parada para ver se arrumava alguma carona.Não demorou muito, ela pega uma carona num ônibus de trabalhadores do campo que por sorte iria para o mesmo lugar que ela.
Ela desceu uma fazenda antes da que realmente os trabalhadores iram parar.Então ela volta alguns metros e se defronta com sua antiga casa.Mary não faz questão de entrar,apenas rodeia a casa e chega aos fundos onde se encontra a lápide de sua mãe.Ela se ajoelha e diz:
-Mãe, falta pouco.Falta muito pouco para mim descobrir toda a verdade que nossa família nunca teve.
Se levanta e continua seu caminho.
Chega enfim na antiga casa dos Cook que estava abandonada.Se apossa dela e começa a organizar seus instrumentos para mais tarde.Sua ansiedade aumentava a cada vez que ela pensava na sua próxima vítima.Sabia que ela tinha feito muito mal naquele lugar, que matou muitas pessoas além de sua mãe.
Mas ninguém suspeitava dela pois levava uma vida tranquila como qualquer outro forasteiro. Mas Mary sabia quem era de verdade essa pessoa.Sabia seu jogo e suas maldades.
Logo anoiteceu e Mary estava pronta para o seu objetivo.
Foi caminhando lentamente em direção a casa.Quanto mais se aproximava, mais sentia ansiedade e o cheiro da fumaça que saia da chaminé.
Ela subiu então os dois degraus da porta de entrada.Dessa vez, ela não iria 'seduzir' sua vítima, iria na cara e na coragem matar dois coelhos numa machadada só.
Ela escuta dois homens conversando.Os mesmos dois homens que ela escutou na floresta quando ela ainda morava na fazenda.
Mary apenas observa do lado de fora os homens bebendo e conversando.Ela estava tão concentrada na sua observação que não percebeu que havia alguém se aproximando dela.Ela foi perceber quando o rapaz tocou seu ombro e disse:
-O que você faz aqui,Mary?
Assustada, Mary se vira e responde:
-Jack? É você ?
Ele com um sorriso estranho responde:
-Bom te ver menina.Você sumiu depois que saiu do convento e está mais bonita ainda.
-Obrigada Jack, mas não tenho tempo para conversas.Tenho que resolver um assunto com os Cook.Depois a gente se fala.
Respondeu ela um pouco nervosa e assustada.
Jack se foi e Mary entrou na casa.
Os dois homens então viram sua presença e disseram em conjunto :
-Mary....
-Sim.Sou eu.-Respondeu ela tremulando um pouco a voz.
-Como você está bela.-Disse Billy sarcasticamente olhando de cima a baixo Mary.
-Deixe de elogios Billy.Eles não funcionam mais comigo.-Respondeu ela o encarando.
-Menina!O que faz aqui?-Perguntou o Sr.Cook com um sorriso irônico no rosto.
-Não responda Mary.Eu respondo por você.Veio vingar a morte da sua mamãezinha ?!
Aquele Jack maldito, nos espionou desde do dia em que chegamos.Agora minha mãe já cuidou dele.-Disse Billy abrindo a porta da cozinha e revelando o corpo de Jack estendido no chão com uma faca nas costas.
-Mas..mas...eu acabei de falar com ele.Como...-Disse Mary em choros e sem condições de continuar a frase.
-Como ele morreu? Minha mãe é mais rápida que você pensa.Foi ela quem 'seduziu' sua mãe e bastou apenas eu te seduzir também para minha mãe fazer o trabalho.Somos uma família que mata outras por puro prazer.Não há motivos.Mas na verdade, dessa vez houve.Acho que você já sabe de toda a história de seu pai.Pois é.Seu tio o matou e nós acobertamos seus assassinato o ajudando a fugir.Mas ele nos devia vários outros favores.Seu tio trabalha com nós, matando pessoas.Mas um certo dia ele nos deixou.Foi o dia em que ele matou seu pai.Ele o matou com tanto prazer....mas ele disse que não queria mais essa vida e fugiu.Não o achamos mais então decidimos matar sua mãe para ver se ele aparecia no funeral de sua irmã.Mas nada.Em vez disso, veio você-Discursou Billy andando de um lado para o outro um tanto quanto irritado.
Mary escutou atentamente cada palavra e imóvel se mantéu até o fim do discurso.
-Chega Billy.Vamos matá-la antes que ela fuja.-Disse o Sr.Cook pegando seu machado.
-Vamos papai.Vamos sim...ela já nos deu muito trabalho.
Mary não tinha forças para correr, apenas seus braços se moviam defendendo as tentativas de facadas de Billy.
Até que uma delas foi muito forte e ela caiu no chão. Encanutada,Mary achou que seria seu fim e que não iria conseguir vingar sua mãe.Até que uma força súbita atingiu seu corpo e ela se atirou em Billy o derrubando.Mary pegou a faca e prestes a cravar em Billy ele disse rindo:
-Mary, Mary...A doce menina do campo se transformou em uma máquina de matar.Um animal selvagem com extinto de vingança.Menina, não faça isso que me apaixono por você!
-Cale a boca! Foi um erro confiar em você e na sua família.Eu amei você, outro grande erro.Agora você vai morrer como minha mãe.-Respondeu Mary fumegante e um um tom de felicidade.
-Mas não será possível Mary.-Disse Billy segurando suas mãos que apontavam para seu pescoço e olhando para seu pais que se encontrava atrás de Mary.
Mary percebe esse olhar e crava a tesoura no pé do Sr.Cook que sai dando pulos e xingando Mary.
Mary pega um punhal guardado em sua cintura e o crava em Billy.E diz com um tom de vitoriosa:
-Foi um erro você me subestimar!
E se virando para o Sr.Cook ela disse:
-Agora é sua vez.
E ela o empurrou para o sofá e foi cravando várias vezes o punhal em seu peito até se cansar.
Mary só não conseguiu matar a Sra.Cook pois havia fugido, mas ela se sentia vingada e aliviada por tudo ter acabado.
Mary sai da casa coberta de sangue e segue pela estrada escura que continha um ar pesado e nuvens escuras cobrindo todo o céu.Não havia um único som a não ser o de sua respiração ofegante e de um trovão ao leste, anunciando a chuva que viria.
Mary seguia a estrada satisfeita com o que havia feito e decidida a continuar com essa vida de assassina, vingando todos aqueles que foram injustiçados igual á ela.
Fim
domingo, setembro 30, 2012
sábado, setembro 29, 2012
Doce gosto da vingança
...continuação
Mary encontra-se na estrada sem saber a certo o que fazer. Se continuaria em frente ou recuaria para sua casa.Mas ela tinha uma única certeza enquanto caminhava adentrando solitária na escuridão da noite, nem a Lua estava ajudando, estava entre nuvens, deixando o caminho pesado e sombrio.Mary carregava a certeza de se vingar daqueles que mataram sua mãe, sua única família e quando ela pensou nisto, apressou o passo e caminhou rapidamente até chegar na estrada que levava para a capital.
Não havia uma alma viva e muito menos carros.Estava apenas Mary e sua pequena mala.
Logo, o sol começava á apontar no horizonte, iluminando aos poucos a estrada e o rosto de Mary.Depois de horas incansáveis de caminhada, ela conclui seu objetivo chegando em Londres.
Mary caminhava por entre as ruas frias que ainda não estavam completamente tomadas pelo sol nascente.Ela observava alguns comerciantes abrirem suas portas e algumas freiras entrando na igreja.Ela não sabia ao certo o que fazer, onde ir e o que encontrar.Estava ali apenas por extinto, por loucura talvez.Ela entra então na igreja junto com o grupo de freiras e se senta no primeiro banco que avista, deixa sua mala ao seu lado, abaixa a cabeça e começa a chorar baixinho, como se fossem sussurros os seus soluços.Umas das freiras, percebe seu desconsolo e senta-se ao seu lado e passa o braço pôr entre os ombros de Mary e a indaga com uma voz doce e serena:
-O que acontece jovem ?
- Não sei ao certo Irmã.Estou sozinha nesse mundo sem saber o que fazer .-Respondeu Mary levando a cabeça e com os olhos embaçados de lágrimas, tentava observar o rosto da freira que de primeiro impacto parecia branco e um pouco enrugado.
A freira abraçando Mary, diz quase que muito baixo:
-Não fique assim menina.Venha comigo, você deve estar muito cansada pelo que percebo, veio de muito longe e á pé.Entre comigo no convento que fica atrás da Igreja.Se lave, coma algo e depois vá conversar comigo.Estarei te esperando no pátio leste do convento.Ah!Antes que me esqueça,meu nome é Irmã Catherine.
Se sentindo um pouco consolada, Mary respondeu tentando dar um sorriso de gratidão em meio de algumas lágrimas:
-O meu é Mary.
-Lindo nome!Vamos!?- Disse a irmã com um belo sorriso.
Mary seguiu a irmã até no quarto em que iria ficar.Agradeceu pela hospedagem e foi fazer o que a irmã tinha lhe dito.Tomou seu banho, comeu e foi até o pátio.Encontrou a irmã sentada num banco de madeira branco lendo um livro.Mary se sentou e a irmã fechou o livro e disse olhando para a capa :
-Conte-me o que aconteceu com você querida.
Mary fez que sim com a cabeça e contou toda a sua história.Tudo, sem esquecer de nada.Só não contou a parte da sua vingança, pois a irmã poderia lhe chamar a atenção e impedi-la.
A irmã ouviu tudo atentamente e no fim apenas disse com um ar preocupado:
-Você sofreu muito Mary.Necessita de cuidados.Fique conosco até você completar maior idade ou até saber o que vai fazer da sua vida.Iremos cuidar de você, te dar uma boa escola e tudo o que necessita.Você é um caso especial e será bem cuidada aqui por todas nós.
Quando a irmã terminou de falar, ela sorriu para Mary e Mary retribuiu o sorriso e foi conhecer a sua nova 'casa' com a Catherine.
Mary, muito cansada da viagem, pede licença a irmã e vai para o seu quarto descansar.Em seu quarto, Mary mal conseguia fechar seus olhos, pois não parava de pensar na vingança de sua mãe e na trágica cena que presenciara.Mary, começou a planejar como mataria os assassinos de sua mãe.Cada vez que pensava neles, sua raiva aumentava e aumentava também sua angustia de ter depositado sua total confiança em ambos.
Logo Mary completou seus 17 anos e já estava determinada em sair do convento e começar sua vingança.No dia 26/08/98 Mary saiu do convento muito agradecida por tudo que as irmãs fizeram por ela.Mary criou um afeto muito grande por Irmã Catherine que quando Mary se foi, ficou muito triste.
Mary se sentiu livre quando passou da porta para fora do convento.Sentiu a brisa suave tocar seu rosto e por alguns segundos, lembrou-se do campo em que ia todas as sextas feiras.
Ela então, começou a descer a rua até no seu fim.Virou-se a esquerda entrando numa outra ruela que levava para outra ruela como se fossem labirintos sujos e cinzentos.Quando Mary alcançou 6 quarterões ao longe do convento, encontrou uma casa abanada. Ela entrou e tomou posse da casa por certo tempo.Não se preocupou em limpar o lugar pois ele iria se sujar mais e mais de sangue daqueles que a traíram.
Enquanto estava no convento, ela recebia cartas de Jack que foi lhe contando histórias que ela jamais suspeitara que envolvesse a morte de seu pai, de sua mãe entre outros segredos de família.Quando ela lia as cartas, ela tinha a sensação de que estava perdendo sua identidade e que a vida que vivia era baseada em mentiras. Sua vontade de acabar com a vida de todos esses que lhe fizeram mal ia crescendo juntamente com suas informações sobre cada pessoa.Mary reunia todas as informações necessárias para dar o tiro certeiro de uma só vez,sem errar e sem deixar vestígios.
Logo, ela descobriu o paradeiro de sua primeira vítima.Sabia onde ela trabalhava, onde ia depois do trabalho, enfim, de tudo.
Mary, se arrumou como se estivesse indo á uma festa e seguiu rumo ao bar onde sua vítima frequentava todas as noites.
Mary, o observou de fora do bar e percebeu que o casaco estava no banco ao lado e que sua vítima estava um tanto quanto desconsolado.Ela entrou no bar sem chamar muita atenção e se sentou a um banco de distância de sua vítima e pediu a mesma bebida que ele estava bebendo.Ela virou o liquido sem fazer muita espera. Ela pediu outro e mais outro.O rapaz ao seu lado a disse com um tom um pouco sarcástico e sem olhar muito bem para ela:
-Vá com calma moça.Essa bebida é muito forte para uma mulher.
Ela olhou para ele e respondeu secamente:
-Eu aguento.Já aguentei muito coisa na minha vida.
Ele olhou para ela e como estava bêbado, não a reconheceu.Logo ele disse:
-Junte-se a mim.Te pago o seu drink.
Ela aceitou e se sentou no banco que os separavam.
Os dois começaram a conversar e ela começou a falar tudo que o agradava.Para fisgar de vez sua presa.
Quando ele se distraiu,Mary colocou uma substancia na bebida do rapaz que iria lhe causar um sono na hora em que era preciso.
Mary convida o rapaz para lhe acompanhar, alegando não estar muito bem.O rapaz concorda e a acompanha até sua casa.Mary percebe que pelo caminho o homem já sentia os efeitos da substancia e Mary pede para ele entrar, já que não se sentia muito bem. Ele entrou e se sentou no sofá velho e sujo que havia.Era o único móvel do primeiro cômodo da casa.
O rapaz então, com uma tremula disse:
-Estou ficando com sono, me sentindo tonto e vejo tudo rodar.
-Deve ser porque bebemos demais.Descanse um pouco e quando acordar, você vai embora.Disse Mary com um sorriso sombrio.
Ele não teve tempo para a resposta.Se deixou levar pelo grande sono que sentia, sua cabeça caiu para o lado e ele suspirava fundo, demonstrando seu sono profundo.
Mary o carrega então, com alguma dificuldade, para o porão da casa e o amarra numa mesa de madeira e começa a afiar as suas facas e tesouras.
Mary se senta no degrau da escada aguardado o rapaz acordar.
Após alguns minutos, o rapaz acorda e com as vistas embaçadas, tenta reconhecer o lugar em que está.Quando ele percebe que não há nada em sua volta a não ser uma mesinha cheia de facas e tesouras de vários tamanhos se desespera e tenta se levantar, mas em vão, pois estava preso aumentando mais ainda seu desespero. Mary percebe que ele se encontrava acordado, vai até a mesa maior e diz dando uma risada irônica:
-Quem diria...você aqui preso como meu pai.Logo você, tão feliz e confiante.Tão sedutor com suas palavras consoladoras e cheias de ternura.
-Mary? É você mesma? Como você mudou garota!Não há vejo faz 1 ano.Você mudou muito, por onde andou, o que irá fazer comigo.Me solte por favor.
Disse ele com grande desespero.
-Shiiu.Sua voz me irrita.E uma pergunta de cada vez e uma coisa de cada vez.Irei te soltar sim....Mas antes, vou vingar meu pai.
-Seu pai morreu de uma doença desconhecida,Mary.Respondeu o homem quase que aos prantos.
-Não morreu!Gritou Mary enfiando uma tesoura em seu braço com muita violência!
O grito do homem se abafou no porão.
-Ele morreu em suas mãos.Você o matou por conta da minha mãe.Foi demais ver sua amada nos braços de outro?!Foi demais para você perceber que minha mãe amava meu pai ao invés de você ?!
E mais uma tesourada foi acertada no braço do homem.
Mary, pegou a sua faca, a mais afiada e a maior e apontou para o peito do homem e disse jogando seus cabelos para o lado para poder ver melhor sua 'arte':
-Sabe, sempre gostei de vermelho.E vou decorar esse lugar com essa cor que será do sangue que sairá de seu peito agora, Sr...
...continua
Mary encontra-se na estrada sem saber a certo o que fazer. Se continuaria em frente ou recuaria para sua casa.Mas ela tinha uma única certeza enquanto caminhava adentrando solitária na escuridão da noite, nem a Lua estava ajudando, estava entre nuvens, deixando o caminho pesado e sombrio.Mary carregava a certeza de se vingar daqueles que mataram sua mãe, sua única família e quando ela pensou nisto, apressou o passo e caminhou rapidamente até chegar na estrada que levava para a capital.
Não havia uma alma viva e muito menos carros.Estava apenas Mary e sua pequena mala.
Logo, o sol começava á apontar no horizonte, iluminando aos poucos a estrada e o rosto de Mary.Depois de horas incansáveis de caminhada, ela conclui seu objetivo chegando em Londres.
Mary caminhava por entre as ruas frias que ainda não estavam completamente tomadas pelo sol nascente.Ela observava alguns comerciantes abrirem suas portas e algumas freiras entrando na igreja.Ela não sabia ao certo o que fazer, onde ir e o que encontrar.Estava ali apenas por extinto, por loucura talvez.Ela entra então na igreja junto com o grupo de freiras e se senta no primeiro banco que avista, deixa sua mala ao seu lado, abaixa a cabeça e começa a chorar baixinho, como se fossem sussurros os seus soluços.Umas das freiras, percebe seu desconsolo e senta-se ao seu lado e passa o braço pôr entre os ombros de Mary e a indaga com uma voz doce e serena:
-O que acontece jovem ?
- Não sei ao certo Irmã.Estou sozinha nesse mundo sem saber o que fazer .-Respondeu Mary levando a cabeça e com os olhos embaçados de lágrimas, tentava observar o rosto da freira que de primeiro impacto parecia branco e um pouco enrugado.
A freira abraçando Mary, diz quase que muito baixo:
-Não fique assim menina.Venha comigo, você deve estar muito cansada pelo que percebo, veio de muito longe e á pé.Entre comigo no convento que fica atrás da Igreja.Se lave, coma algo e depois vá conversar comigo.Estarei te esperando no pátio leste do convento.Ah!Antes que me esqueça,meu nome é Irmã Catherine.
Se sentindo um pouco consolada, Mary respondeu tentando dar um sorriso de gratidão em meio de algumas lágrimas:
-O meu é Mary.
-Lindo nome!Vamos!?- Disse a irmã com um belo sorriso.
Mary seguiu a irmã até no quarto em que iria ficar.Agradeceu pela hospedagem e foi fazer o que a irmã tinha lhe dito.Tomou seu banho, comeu e foi até o pátio.Encontrou a irmã sentada num banco de madeira branco lendo um livro.Mary se sentou e a irmã fechou o livro e disse olhando para a capa :
-Conte-me o que aconteceu com você querida.
Mary fez que sim com a cabeça e contou toda a sua história.Tudo, sem esquecer de nada.Só não contou a parte da sua vingança, pois a irmã poderia lhe chamar a atenção e impedi-la.
A irmã ouviu tudo atentamente e no fim apenas disse com um ar preocupado:
-Você sofreu muito Mary.Necessita de cuidados.Fique conosco até você completar maior idade ou até saber o que vai fazer da sua vida.Iremos cuidar de você, te dar uma boa escola e tudo o que necessita.Você é um caso especial e será bem cuidada aqui por todas nós.
Quando a irmã terminou de falar, ela sorriu para Mary e Mary retribuiu o sorriso e foi conhecer a sua nova 'casa' com a Catherine.
Mary, muito cansada da viagem, pede licença a irmã e vai para o seu quarto descansar.Em seu quarto, Mary mal conseguia fechar seus olhos, pois não parava de pensar na vingança de sua mãe e na trágica cena que presenciara.Mary, começou a planejar como mataria os assassinos de sua mãe.Cada vez que pensava neles, sua raiva aumentava e aumentava também sua angustia de ter depositado sua total confiança em ambos.
Logo Mary completou seus 17 anos e já estava determinada em sair do convento e começar sua vingança.No dia 26/08/98 Mary saiu do convento muito agradecida por tudo que as irmãs fizeram por ela.Mary criou um afeto muito grande por Irmã Catherine que quando Mary se foi, ficou muito triste.
Mary se sentiu livre quando passou da porta para fora do convento.Sentiu a brisa suave tocar seu rosto e por alguns segundos, lembrou-se do campo em que ia todas as sextas feiras.
Ela então, começou a descer a rua até no seu fim.Virou-se a esquerda entrando numa outra ruela que levava para outra ruela como se fossem labirintos sujos e cinzentos.Quando Mary alcançou 6 quarterões ao longe do convento, encontrou uma casa abanada. Ela entrou e tomou posse da casa por certo tempo.Não se preocupou em limpar o lugar pois ele iria se sujar mais e mais de sangue daqueles que a traíram.
Enquanto estava no convento, ela recebia cartas de Jack que foi lhe contando histórias que ela jamais suspeitara que envolvesse a morte de seu pai, de sua mãe entre outros segredos de família.Quando ela lia as cartas, ela tinha a sensação de que estava perdendo sua identidade e que a vida que vivia era baseada em mentiras. Sua vontade de acabar com a vida de todos esses que lhe fizeram mal ia crescendo juntamente com suas informações sobre cada pessoa.Mary reunia todas as informações necessárias para dar o tiro certeiro de uma só vez,sem errar e sem deixar vestígios.
Logo, ela descobriu o paradeiro de sua primeira vítima.Sabia onde ela trabalhava, onde ia depois do trabalho, enfim, de tudo.
Mary, se arrumou como se estivesse indo á uma festa e seguiu rumo ao bar onde sua vítima frequentava todas as noites.
Mary, o observou de fora do bar e percebeu que o casaco estava no banco ao lado e que sua vítima estava um tanto quanto desconsolado.Ela entrou no bar sem chamar muita atenção e se sentou a um banco de distância de sua vítima e pediu a mesma bebida que ele estava bebendo.Ela virou o liquido sem fazer muita espera. Ela pediu outro e mais outro.O rapaz ao seu lado a disse com um tom um pouco sarcástico e sem olhar muito bem para ela:
-Vá com calma moça.Essa bebida é muito forte para uma mulher.
Ela olhou para ele e respondeu secamente:
-Eu aguento.Já aguentei muito coisa na minha vida.
Ele olhou para ela e como estava bêbado, não a reconheceu.Logo ele disse:
-Junte-se a mim.Te pago o seu drink.
Ela aceitou e se sentou no banco que os separavam.
Os dois começaram a conversar e ela começou a falar tudo que o agradava.Para fisgar de vez sua presa.
Quando ele se distraiu,Mary colocou uma substancia na bebida do rapaz que iria lhe causar um sono na hora em que era preciso.
Mary convida o rapaz para lhe acompanhar, alegando não estar muito bem.O rapaz concorda e a acompanha até sua casa.Mary percebe que pelo caminho o homem já sentia os efeitos da substancia e Mary pede para ele entrar, já que não se sentia muito bem. Ele entrou e se sentou no sofá velho e sujo que havia.Era o único móvel do primeiro cômodo da casa.
O rapaz então, com uma tremula disse:
-Estou ficando com sono, me sentindo tonto e vejo tudo rodar.
-Deve ser porque bebemos demais.Descanse um pouco e quando acordar, você vai embora.Disse Mary com um sorriso sombrio.
Ele não teve tempo para a resposta.Se deixou levar pelo grande sono que sentia, sua cabeça caiu para o lado e ele suspirava fundo, demonstrando seu sono profundo.
Mary o carrega então, com alguma dificuldade, para o porão da casa e o amarra numa mesa de madeira e começa a afiar as suas facas e tesouras.
Mary se senta no degrau da escada aguardado o rapaz acordar.
Após alguns minutos, o rapaz acorda e com as vistas embaçadas, tenta reconhecer o lugar em que está.Quando ele percebe que não há nada em sua volta a não ser uma mesinha cheia de facas e tesouras de vários tamanhos se desespera e tenta se levantar, mas em vão, pois estava preso aumentando mais ainda seu desespero. Mary percebe que ele se encontrava acordado, vai até a mesa maior e diz dando uma risada irônica:
-Quem diria...você aqui preso como meu pai.Logo você, tão feliz e confiante.Tão sedutor com suas palavras consoladoras e cheias de ternura.
-Mary? É você mesma? Como você mudou garota!Não há vejo faz 1 ano.Você mudou muito, por onde andou, o que irá fazer comigo.Me solte por favor.
Disse ele com grande desespero.
-Shiiu.Sua voz me irrita.E uma pergunta de cada vez e uma coisa de cada vez.Irei te soltar sim....Mas antes, vou vingar meu pai.
-Seu pai morreu de uma doença desconhecida,Mary.Respondeu o homem quase que aos prantos.
-Não morreu!Gritou Mary enfiando uma tesoura em seu braço com muita violência!
O grito do homem se abafou no porão.
-Ele morreu em suas mãos.Você o matou por conta da minha mãe.Foi demais ver sua amada nos braços de outro?!Foi demais para você perceber que minha mãe amava meu pai ao invés de você ?!
E mais uma tesourada foi acertada no braço do homem.
Mary, pegou a sua faca, a mais afiada e a maior e apontou para o peito do homem e disse jogando seus cabelos para o lado para poder ver melhor sua 'arte':
-Sabe, sempre gostei de vermelho.E vou decorar esse lugar com essa cor que será do sangue que sairá de seu peito agora, Sr...
...continua
Doce gosto da vingança.
Mary era apenas uma garota normal como qualquer outra de 10 anos.Levava uma vida simples sem muitos acontecimentos extraordinários e estupendos. Mary morava no interior de Londres com sua mãe, apenas. Seu pai havia morrido de uma grave doença quando ela tinha 4 anos de idade. Ela adorava o lugar onde morava,adorava a escola e seus amigos.No fim de cada tarde de sexta feira, ela iria ao campo para ver o sol se pôr de cima de uma grande e antiga árvore.Era o lugar favorito de Mary.Ela o frequentava desde os seus 6 anos, quando em uma de suas 'aventuras' pelo terreno de sua família, encontrou esse campo que floria na primavera e ficava como um tapete branco no inverno.
Mary, começou sua rotina como sempre fazia.Acordava às sete da manhã para ir ao colégio, lavava seu rosto, descia para a cozinha, tomava seu café e dava um beijo em sua mãe antes de ir para a escola.
Cantarolando pela estrada, Mary seguia sempre observando a natureza em sua volta, até o ponto onde ela parava para esperar o ônibus que a levava para a escola.
Mary, cresceu assim.Nessa vida e nessa rotina.Quando ela alcançou seus 16 anos, ela continuava a ter a mesma vida.Mas algo iria mudar.Algo de novo estaria para acontecer na vida dessa simples garota.
Mary, estava no pomar colhendo maçãs-uma de suas tarefas em casa- e percebeu que havia vizinhos novos na fazenda próxima á dela. Mary levou o cesto até a cozinha e foi dar as boas vindas aos novos moradores.
Sua mãe, já estava lá com um pratinho de bolo na mão- costume do local levar um prato de alguma quitanda para as pessoas novas-, e se juntou a sua mãe num simpático 'Olá'.
A mãe de Mary, parecia que havia conhecido a mulher do novo fazendeiro á séculos, pois as duas não paravam de falar.Mary em seus pensamentos, as comparou com um bando de galinhas da angola.Feito isso, um sorriso saiu de seu rosto e logo ela escutou uma voz um tanto quanto imponente ao seu lado:
-Belo sorriso.Disse o jovem filho do casal que acabara de se mudar.
Mary um pouco assustada, se vira e encolhe o sorriso dando lugar para as bochechas coradas, responde evitando olhar diretamente para o rapaz:
-Obrigada.
-Prazer, Billy.Billy Cook.
-Mary Bell.
Depois das apresentações, finalmente as duas mães se calaram e a mãe de Mary disse:
-Vamos filha, está ficando tarde e os Cook precisam terminar de arrumar sua mudança.
Mary deu um suspiro curto que demonstrou discretamente que queria ficar mais e conhecer melhor Billy.
Mas ela não foi contra sua mãe, acatou a ordem e disse para Billy:
-Até mais, Cook!
-A gente se vê por ai, Mary Bell.Respondeu ele com um sorriso de certeza e com um ar um pouco misterioso.
Passado-se três dias, Mary não havia mais visto o tal Billy Cook.Ela já estava achando que ele era fruto da sua imaginação ou apenas ele estaria trabalhando muito com seu pai no Haras que havia á poucos quilômetros das duas fazendas.Como de costume, Mary foi até ao campo no fim da tarde de primavera.O ar estava leve, a brisa suave e refrescante e o céu estava em cores mistas,mesclando o azul, laranja e vermelho.Mary, subiu até o velho e bom tronco e ficou admirando o pôr do sol.Logo ela sente uma presença e rapidamente ela olha para traz e vê Billy.
-Que lindo fim de tarde, não ?-Indagou ele olhando para o céu.
-Sim.-Respondeu ela com um sorriso de canto de boca que demonstrava sua satisfação em vê-lo.
-Nunca vi um pôr do sol tão lindo assim.Na cidade, não tínhamos esse privilégio.Quando meu pai disse-me que iriamos nos mudar para o interior, achei que seria algo chato e entedioso.Mas mudei meu conceito.Aqui é um lugar lindo, gosto do meu novo trabalho e das pessoas que moram aqui,são todas agradáveis.Além do mais, esse campo é maravilhoso e com você aqui, ele se torna perfeito.
Mary, ficou muito envergonhada com o comentário de Billy.Porém ficou feliz com tal elogio e entre um belo sorriso ela desceu da árvore e assim que seu pés tocaram o chão, vei-lhe uma pergunta em sua cabeça:'Como ele soube desse lugar?'
Então, ela com um tom um pouco intimidador perguntou-lhe:
-Como você soube desse campo? Nem as pessoas mais velhas que moram por aqui desconhecem desse lugar e você, assim como eu, o achou.
-Sim.Acho que foi a melhor descoberta que fiz.O encontrei numa das minhas 'aventuras'.Disse ele sentando-se ao lado da árvore.
-Acho que você conhece esse lugar melhor que eu.Que tal amanhã você me mostrar um pouco mais daqui?Ele parece ser mais lindo do que posso imaginar.-Convidou Mary para esse passeio.
Mary, disse sim com a cabeça mas logo depois, uma dúvida e uma insegurança tomou conta de seus pensamentos.Ela mal conhecera o rapaz e já estava aceitando o convite para um passeio.Ele era um rapaz da cidade e ela do campo.Realidades diferentes, purezas diferentes.Mas ela, não pensou muito nisso aceitou ligeira o covite e ainda com um tom um pouco superior disse:
-Você vai se surpreender com o local, Moço da cidade.E foi-se embora dando risadinhas o deixando sentando na grama verde do campo.
Ele a acompanhou com olhar até ela sumir entre as árvores que ligavam o campo as fazendas.
Como combinado, Mary terminou rápido suas tarefas para encontrar Billy.Quando ela descia as escadas saltitante, sua mãe de dentro da cozinha a indaga:
- Onde a senhorita vai com tanta pressa?
-Vou me encontrar com o filho dos Cook,mãe.Vou mostrar a ele as belezas das nossas terras.-Respondeu alegremente Mary.
-Que bom minha filha.Fico feliz que tenha feito amizade com o garoto Billy.Ele me pareceu ser muito simpático e um rapaz muito inteligente.Mas não volte tarde.-Disse Amélia-mãe de Mary-.
-Sim mãe.Prometo não demorar.Volto antes do jantar.
E assim, Mary seguiu o caminho até ao campo.A brisa suave do fim de tarde acariciava seu rosto e mexia levemente seus cabelos.Logo, ela começou a se perguntar: 'Será que estou me apaixonando por Billy ?Ele, um garoto da cidade e eu do campo.Ele é um ano mais velho que eu e sabe de muita coisa que não sei, por ter morado na cidade.Mas eu também sei de muita coisa que ele não sabe.Será interessante nosso passeio de hoje.Haverá muita troca de conhecimentos entre nós.'
E assim, concluindo seus pensamentos, ela termina de cruzar a floresta e chega ao campo e avista Billy sentando no mesmo lugar de ontem.Na grama próximo á árvore.Ela se aproxima com cautela e ele percebe sua presença e diz olhando para o horizonte:
-Pontual você.Assim como as senhoritas da capital.
-Obrigada!Mas elas não são como eu e eu não sou como elas.Acho que temos apenas isto em comum.Respondeu ela um pouco irritada.
-Sim, você não é igual á elas.Desculpe minha falha.Você é melhor.Venha, sente-se aqui.-Ela se sentou-Você é pura, tem uma beleza natural e é uma menina simples e gosta de ser assim.As garotas da cidade não suportam a vida que você leva e se escondem debaixo de um monte de maquiagens.Se elas fossem como você...-Billy segura na mão de Mary e a olha com ternura. Mary retribuiu o olhar e ficou muito feliz de ter escutado tais elogios.Ela se sentiu flutuando.Eles ficaram ali, sentados um ao lado do outro conversando.Esqueceram do passeio e do tempo.Quando Mary se deu conta, já era tarde e ela tinha que voltar para casa. Ela deu um beijo no rosto de Billy e saiu correndo para não se atrasar mais ainda.Cruzou a floresta como um vendaval.Seu vestido balançava e seus cabelos dourados bagunçavam com a correria.
Quando ela se encontrou no quintal, parou de correr e começou a caminhar rápido e fumegando.Ela por fim se encontrava na porta da cozinha.Subiu os três degraus e girou a maçaneta e entrou na cozinha.Ela se encontrava quentinha por conta do fogão de lenha fumegando com brasas vermelhas porém quase se tornando invisíveis pois estavam apagando-se.Mary entrou chamando sua mãe mas ela não tinha retorno o que ela escutava era apenas o ruido do vento lá fora.Mary então, subiu até o segundo andar e viu a porta do quarto de sua mãe aberta e já foi soltando o discurso:
-Desculpe o atraso mãe, perdi a hora pois o assunto estava muito bom.
E Mary foi adentrando no quarto e notou do lado esquerdo da cama que havia uma mão estendida, mas que não se mexia.Mary correu e logo viu que era sua mãe morta com uma facada nas costas.
Mary se ajoelhou ao lado, pegou a cabeça de sua mãe já falecida e começou a chamar por ela e aos prantos gritou.Gritou tão alto que os vizinhos escutaram seu grito e logo foram ver o que havia ocorrido.
O vizinho Jack, que era mais próximo da família, correu até o quarto perguntado:
-Mary, o que houve?
-Aqui Jack, no quarto da minha mãe!-Disse ela entre soluços.
-Oh meu Deus.Amélia.O que aconteceu Mary?- Perguntou ele indignado .
-Eu não sei.Eu sai e a deixei fazendo o jantar. Ela estava bem.-Respondeu ela chorando mais ainda.
-Que barbaridade meu Deus.Venha Mary, vá para minha casa, fique com minha esposa.Eu arrumo essa bagunça.
Quando Mary saiu de casa, viu todos os vizinhos alvoraçados em frente sua casa.Mas quem ela mais queria que ela Billy ela avistou de longe apenas.Então ela entrou na casa de Jack.
Mary, ficou intrigada.Quem poderia ter assassinado sua mãe?A família não tinha inimigos e muito menos sofria ameaças.
Mary não tinha a menor ideia de quem era o assassino de sua mãe.Mas ela tinha uma certeza: Se matou sua mãe, iria matá-la também.
Logo, Mary ficou morando um tempo na casa de Jack.Percebia que não havia muio movimento na casa dos Cook.Será que foram passar alguns dias na cidade?Ou será que o haras estava dando muito trabalho.Ela não deu muita importância, pois Billy não a via depois da morte de sua mãe e muito menos ia ao campo.
Em um fim de tarde de sexta, Mary voltou ao campo.Se sentindo mais solitária dessa vez.Ela cruzou a floresta e antes de chegar ao campo escutou dois homens conversando:
- Você fez o serviço como mandei? -Perguntou um homem que aparentava ser mais velho pelo tom de voz rouca e grossa.
-Sim senhor.Fiz como me mandou.Não deixei nenhuma pista também.-Disse um outro homem um pouco mais novo e um pouco fumegante, como se tivesse corrido.
-Muito bem.Agora falta apenas uma para concluirmos o trabalho.-O homem mais velho disse concluindo com uma risada que se misturou com a do jovem.
Mary identificou os dois homens e logo que percebeu quem era, ficou pasma e suas pernas não se moviam para sair daquele lugar.Quando ela conseguiu forças, saiu correndo dali o mais rápido que pôde.
Os homens escutaram ao longe seus passos e um deles disse:
-Quem está ai?
-Não deve ser ninguém.Dever ser apenas um coelho.Respondeu o mais velho e entre risos foram embora.
Mary chegou em casa e se trancou no quarto.Se sentou no canto direito e encolheu suas pernas para perto do peito e começou a chorar.Chorou tanto que quando os soluços pararam, ela teve o pensamento: 'Preciso sair daqui.E me vingar daqueles que me enganaram o tempo todo.Vou para a cidade e lá vou adquirir tudo o que preciso para me vingar destes que abusaram de minha pureza'.
Mary juntas suas coisas e no meio da noite segue rumo á Londres.
....contiuna
Mary, começou sua rotina como sempre fazia.Acordava às sete da manhã para ir ao colégio, lavava seu rosto, descia para a cozinha, tomava seu café e dava um beijo em sua mãe antes de ir para a escola.
Cantarolando pela estrada, Mary seguia sempre observando a natureza em sua volta, até o ponto onde ela parava para esperar o ônibus que a levava para a escola.
Mary, cresceu assim.Nessa vida e nessa rotina.Quando ela alcançou seus 16 anos, ela continuava a ter a mesma vida.Mas algo iria mudar.Algo de novo estaria para acontecer na vida dessa simples garota.
Mary, estava no pomar colhendo maçãs-uma de suas tarefas em casa- e percebeu que havia vizinhos novos na fazenda próxima á dela. Mary levou o cesto até a cozinha e foi dar as boas vindas aos novos moradores.
Sua mãe, já estava lá com um pratinho de bolo na mão- costume do local levar um prato de alguma quitanda para as pessoas novas-, e se juntou a sua mãe num simpático 'Olá'.
A mãe de Mary, parecia que havia conhecido a mulher do novo fazendeiro á séculos, pois as duas não paravam de falar.Mary em seus pensamentos, as comparou com um bando de galinhas da angola.Feito isso, um sorriso saiu de seu rosto e logo ela escutou uma voz um tanto quanto imponente ao seu lado:
-Belo sorriso.Disse o jovem filho do casal que acabara de se mudar.
Mary um pouco assustada, se vira e encolhe o sorriso dando lugar para as bochechas coradas, responde evitando olhar diretamente para o rapaz:
-Obrigada.
-Prazer, Billy.Billy Cook.
-Mary Bell.
Depois das apresentações, finalmente as duas mães se calaram e a mãe de Mary disse:
-Vamos filha, está ficando tarde e os Cook precisam terminar de arrumar sua mudança.
Mary deu um suspiro curto que demonstrou discretamente que queria ficar mais e conhecer melhor Billy.
Mas ela não foi contra sua mãe, acatou a ordem e disse para Billy:
-Até mais, Cook!
-A gente se vê por ai, Mary Bell.Respondeu ele com um sorriso de certeza e com um ar um pouco misterioso.
Passado-se três dias, Mary não havia mais visto o tal Billy Cook.Ela já estava achando que ele era fruto da sua imaginação ou apenas ele estaria trabalhando muito com seu pai no Haras que havia á poucos quilômetros das duas fazendas.Como de costume, Mary foi até ao campo no fim da tarde de primavera.O ar estava leve, a brisa suave e refrescante e o céu estava em cores mistas,mesclando o azul, laranja e vermelho.Mary, subiu até o velho e bom tronco e ficou admirando o pôr do sol.Logo ela sente uma presença e rapidamente ela olha para traz e vê Billy.
-Que lindo fim de tarde, não ?-Indagou ele olhando para o céu.
-Sim.-Respondeu ela com um sorriso de canto de boca que demonstrava sua satisfação em vê-lo.
-Nunca vi um pôr do sol tão lindo assim.Na cidade, não tínhamos esse privilégio.Quando meu pai disse-me que iriamos nos mudar para o interior, achei que seria algo chato e entedioso.Mas mudei meu conceito.Aqui é um lugar lindo, gosto do meu novo trabalho e das pessoas que moram aqui,são todas agradáveis.Além do mais, esse campo é maravilhoso e com você aqui, ele se torna perfeito.
Mary, ficou muito envergonhada com o comentário de Billy.Porém ficou feliz com tal elogio e entre um belo sorriso ela desceu da árvore e assim que seu pés tocaram o chão, vei-lhe uma pergunta em sua cabeça:'Como ele soube desse lugar?'
Então, ela com um tom um pouco intimidador perguntou-lhe:
-Como você soube desse campo? Nem as pessoas mais velhas que moram por aqui desconhecem desse lugar e você, assim como eu, o achou.
-Sim.Acho que foi a melhor descoberta que fiz.O encontrei numa das minhas 'aventuras'.Disse ele sentando-se ao lado da árvore.
-Acho que você conhece esse lugar melhor que eu.Que tal amanhã você me mostrar um pouco mais daqui?Ele parece ser mais lindo do que posso imaginar.-Convidou Mary para esse passeio.
Mary, disse sim com a cabeça mas logo depois, uma dúvida e uma insegurança tomou conta de seus pensamentos.Ela mal conhecera o rapaz e já estava aceitando o convite para um passeio.Ele era um rapaz da cidade e ela do campo.Realidades diferentes, purezas diferentes.Mas ela, não pensou muito nisso aceitou ligeira o covite e ainda com um tom um pouco superior disse:
-Você vai se surpreender com o local, Moço da cidade.E foi-se embora dando risadinhas o deixando sentando na grama verde do campo.
Ele a acompanhou com olhar até ela sumir entre as árvores que ligavam o campo as fazendas.
Como combinado, Mary terminou rápido suas tarefas para encontrar Billy.Quando ela descia as escadas saltitante, sua mãe de dentro da cozinha a indaga:
- Onde a senhorita vai com tanta pressa?
-Vou me encontrar com o filho dos Cook,mãe.Vou mostrar a ele as belezas das nossas terras.-Respondeu alegremente Mary.
-Que bom minha filha.Fico feliz que tenha feito amizade com o garoto Billy.Ele me pareceu ser muito simpático e um rapaz muito inteligente.Mas não volte tarde.-Disse Amélia-mãe de Mary-.
-Sim mãe.Prometo não demorar.Volto antes do jantar.
E assim, Mary seguiu o caminho até ao campo.A brisa suave do fim de tarde acariciava seu rosto e mexia levemente seus cabelos.Logo, ela começou a se perguntar: 'Será que estou me apaixonando por Billy ?Ele, um garoto da cidade e eu do campo.Ele é um ano mais velho que eu e sabe de muita coisa que não sei, por ter morado na cidade.Mas eu também sei de muita coisa que ele não sabe.Será interessante nosso passeio de hoje.Haverá muita troca de conhecimentos entre nós.'
E assim, concluindo seus pensamentos, ela termina de cruzar a floresta e chega ao campo e avista Billy sentando no mesmo lugar de ontem.Na grama próximo á árvore.Ela se aproxima com cautela e ele percebe sua presença e diz olhando para o horizonte:
-Pontual você.Assim como as senhoritas da capital.
-Obrigada!Mas elas não são como eu e eu não sou como elas.Acho que temos apenas isto em comum.Respondeu ela um pouco irritada.
-Sim, você não é igual á elas.Desculpe minha falha.Você é melhor.Venha, sente-se aqui.-Ela se sentou-Você é pura, tem uma beleza natural e é uma menina simples e gosta de ser assim.As garotas da cidade não suportam a vida que você leva e se escondem debaixo de um monte de maquiagens.Se elas fossem como você...-Billy segura na mão de Mary e a olha com ternura. Mary retribuiu o olhar e ficou muito feliz de ter escutado tais elogios.Ela se sentiu flutuando.Eles ficaram ali, sentados um ao lado do outro conversando.Esqueceram do passeio e do tempo.Quando Mary se deu conta, já era tarde e ela tinha que voltar para casa. Ela deu um beijo no rosto de Billy e saiu correndo para não se atrasar mais ainda.Cruzou a floresta como um vendaval.Seu vestido balançava e seus cabelos dourados bagunçavam com a correria.
Quando ela se encontrou no quintal, parou de correr e começou a caminhar rápido e fumegando.Ela por fim se encontrava na porta da cozinha.Subiu os três degraus e girou a maçaneta e entrou na cozinha.Ela se encontrava quentinha por conta do fogão de lenha fumegando com brasas vermelhas porém quase se tornando invisíveis pois estavam apagando-se.Mary entrou chamando sua mãe mas ela não tinha retorno o que ela escutava era apenas o ruido do vento lá fora.Mary então, subiu até o segundo andar e viu a porta do quarto de sua mãe aberta e já foi soltando o discurso:
-Desculpe o atraso mãe, perdi a hora pois o assunto estava muito bom.
E Mary foi adentrando no quarto e notou do lado esquerdo da cama que havia uma mão estendida, mas que não se mexia.Mary correu e logo viu que era sua mãe morta com uma facada nas costas.
Mary se ajoelhou ao lado, pegou a cabeça de sua mãe já falecida e começou a chamar por ela e aos prantos gritou.Gritou tão alto que os vizinhos escutaram seu grito e logo foram ver o que havia ocorrido.
O vizinho Jack, que era mais próximo da família, correu até o quarto perguntado:
-Mary, o que houve?
-Aqui Jack, no quarto da minha mãe!-Disse ela entre soluços.
-Oh meu Deus.Amélia.O que aconteceu Mary?- Perguntou ele indignado .
-Eu não sei.Eu sai e a deixei fazendo o jantar. Ela estava bem.-Respondeu ela chorando mais ainda.
-Que barbaridade meu Deus.Venha Mary, vá para minha casa, fique com minha esposa.Eu arrumo essa bagunça.
Quando Mary saiu de casa, viu todos os vizinhos alvoraçados em frente sua casa.Mas quem ela mais queria que ela Billy ela avistou de longe apenas.Então ela entrou na casa de Jack.
Mary, ficou intrigada.Quem poderia ter assassinado sua mãe?A família não tinha inimigos e muito menos sofria ameaças.
Mary não tinha a menor ideia de quem era o assassino de sua mãe.Mas ela tinha uma certeza: Se matou sua mãe, iria matá-la também.
Logo, Mary ficou morando um tempo na casa de Jack.Percebia que não havia muio movimento na casa dos Cook.Será que foram passar alguns dias na cidade?Ou será que o haras estava dando muito trabalho.Ela não deu muita importância, pois Billy não a via depois da morte de sua mãe e muito menos ia ao campo.
Em um fim de tarde de sexta, Mary voltou ao campo.Se sentindo mais solitária dessa vez.Ela cruzou a floresta e antes de chegar ao campo escutou dois homens conversando:
- Você fez o serviço como mandei? -Perguntou um homem que aparentava ser mais velho pelo tom de voz rouca e grossa.
-Sim senhor.Fiz como me mandou.Não deixei nenhuma pista também.-Disse um outro homem um pouco mais novo e um pouco fumegante, como se tivesse corrido.
-Muito bem.Agora falta apenas uma para concluirmos o trabalho.-O homem mais velho disse concluindo com uma risada que se misturou com a do jovem.
Mary identificou os dois homens e logo que percebeu quem era, ficou pasma e suas pernas não se moviam para sair daquele lugar.Quando ela conseguiu forças, saiu correndo dali o mais rápido que pôde.
Os homens escutaram ao longe seus passos e um deles disse:
-Quem está ai?
-Não deve ser ninguém.Dever ser apenas um coelho.Respondeu o mais velho e entre risos foram embora.
Mary chegou em casa e se trancou no quarto.Se sentou no canto direito e encolheu suas pernas para perto do peito e começou a chorar.Chorou tanto que quando os soluços pararam, ela teve o pensamento: 'Preciso sair daqui.E me vingar daqueles que me enganaram o tempo todo.Vou para a cidade e lá vou adquirir tudo o que preciso para me vingar destes que abusaram de minha pureza'.
Mary juntas suas coisas e no meio da noite segue rumo á Londres.
....contiuna
sexta-feira, setembro 28, 2012
Iron.
...Thomas entra no corredor com a cabeça baixa, vai até o quarto de sua amiga que dividia o apartamento com ele. Ele percebe a porta aberta, e entra.
Um pouco assustado e envergonhado, diz:
- Me desculpe! Não sabia que estava trocando de roupa.
Ela responde um pouco envergonhada mais com um sorriso meio bobo:
-Tudo bem.Finja que isso é um biquini.Você já me viu de biquini quando eramos adolescentes!
Ele tapando os olhos e com as bochechas coradas, se vira de costas e responde:
-Sim, mas você cresceu e se tornou uma bela mulher...Ops, acho que falei muito alto.Vou me retirar.Quando terminar, me chame!
Ela o responde entre risadas:
-Ei...espe...-Já era tarde, ele tinha saído do quarto.
Passou-se alguns minutos a garota volta a chamar Thomas em seu quarto:
-Thomas, você pode me ajudar aqui?
Ele a responde com um tom de boa vontade:
-Claro, Adeline!
Ele vai depressa, passa por entre as duas mesinhas perto do sofá e com passos largos percorre o corredor até ficar de frente com a porta do quarto de Adeline.
-Posso entrar? Indagou.
Uma voz meio abafada saiu de dentro do quarto, respondendo:
-Sim.Por favor!
Ele roda a maçaneta com cuidado e entra no quarto.Assim que ele percebe que ela ainda está colocando a roupa, se vira novamente com as bochechas queimando e vermelhas de vergonha.
Então ele pergunta:
-Você não ia me chamar quando estivesse pronta?
Ela rindo, respondeu:
-Estou quase.Preciso que você feche o ziper.Apenas isto.
E com um sorriso amigável, ela o vira e ele se posiciona em frente ao espelho atrás de Adeline.
Então, ele diz:
-Belo vestido.Vai ser a fantasia mais bela do baile.
-Obrigada!Você, sempre gentil e carinhoso comigo.
Thomas com um sorriso discreto porém, esboçava a satisfação do elogio, responde:
- Sim.Sempre!Você é muito importante para mim Ade.Você não tem ideia do quanto...
Nisso, o som da campainha ecoou dentro do apartamento, obrigando Thomas a parar o que iria dizer.
-Eu não tenho ideia do quanto...-Perguntou Adeline.
-Ah! Nada não Ade.Deve ser seu namorado.Vou atendê-lo .
-Avise para ele, que vou demorar alguns minutos.-Disse Adeline apressada.
-Tudo bem.-Respondeu Tom.
Thomas passou novamente pelo corredor, só que dessa vez, sem pressa. Estava decepcionado com sigo mesmo, por não ter tido coragem de se abrir com Adeline.
Já na porta do apartamento, Thomas girou a maçaneta e disse um tanto quanto seco:
- Oi John.
John sem perceber o tom de voz seco de Thomas responde adentrando no apartamento:
-Oi Tom!O que você faz com essa roupa?
Cadê a fantasia ?
- Eu não vou John.-Disse Tom um pouco triste.
-Por que não ?Indagou John
-Tenho trabalho para fazer e outras coisas do curso.
-Que pena.Vai perder uma 'festona' por conta de livros.
-Irão ter outras John.-Disse Tom tentando consolar-se.
-Sim.Mas não igual a está.-Respondeu John sentado de um modo a vontade no sofá.
Quando Tom, iria responder John, Adeline aparece na porta do corredor com um vestido roxo lindo e uma mascará combinando certamente com sua delicadeza e com seus vestido e com todo o conjunto em que estava.
John e Thomas, olham para ela admirados.Porém, John, não a elogiou, nem se quer disse 'Oi' para ela.Apenas perguntou:
-Já está pronta? Achei que não ia mais na festa, estava me cansando de esperar.
Tom se vira para a mesa e pensa: 'Que idiota! Ade está linda, deslumbrante e ele nem se que a elogia.'
Adeline, fica um pouco chateada por não ter recebido um elogio de seu namorado, mas com um sorriso desfasando a leve tristeza, disse:
- Sim, estou pronta John. Podemos ir.
Ele um pouco irônico diz:
-Finalmente!
Adeline e John seguem rumo a porta.Mas Adeline se vira e pergunta para Tom com um olhar e um sorriso simpático:
-Tem certeza que não que ir ?Há tempo ainda.
Ele faz um sinal negativo com a cabeça.
Mas, antes que ela fechasse a porta, ele segura com certa leveza e segurança seu braço e diz quase que cochichando:
-Você está linda!
-Obrigada!-Responde ela quase que cochichando também.
Na festa do Campus da Faculdade, todos estavam bem arrumados, com mascarás lindas e mal reconheciam um ao outro.
John, um tanto quanto irritado, diz para Adeline:
-O que você tem? Até agora não dançou, até agora não se animou comigo.Será que vim aqui á toa ?
-Não.Acho que preciso de um drink para me animar.-Respondeu ela para camuflar a falta que fazia Tom e a preocupação que sentia em querer saber o que ele ia lhe contar.
-Assim é que se fala meu amor, vou buscar uma bebida para você se animar.
Ela apenas sorriu secamente para confirmar o que John tinha tido.E ele se foi.
No balcão do bar, ele começou a conversar com uma outra moça e Adeline percebeu seu entusiasmo ao conversar com a moça e percebeu que ele havia lhe deixado sozinha.Porém, Adeline não se importou muito, pois algo tinha chamado sua atenção.Sua música favorita, começou a tocar no instante em que ela resolveu ir embora.Percebendo que ninguém a conhecia, Adeline ficou incomodada pois seu namorado não havia lhe puxado para dançar.Porém, um rapaz a chamou para dançar sua música.Então, ela sem pensar foi.Foi apenas para fazer ciúmes em John.
O rapaz conduziu a garota até no meio do salão. E a música voltou ao começo. E assim que as batidas fortes começaram juntamente com a voz marcante do cantor, o rapaz conduzia a moça suavemente pelo salão.Os dois havia muita sincronia e química.Pareciam flutuar. Ele a girava e ela girava com tanta leveza que seus pés pareciam não tocar o chão.Ele todo imponente, marcava os paços e sempre com um ar severo olhava para ela com ternura.Ela retribuía os olhares.
Todos em volta, ficaram maravilhados com a dança. John, ficou um pouco enciumado.Mas não podia fazer nada.
Quando a música estava terminando, o rapaz girou a moça e a puxou para perto de si com tanta paixão, que ela quase o beijou.E quando parecia que esse ato iria ocorrer, ele a inclinou imponte e no ritmo da música, terminando assim a dança.
Ele a soltou e saiu do salão sem dizer nada.
Adeline, ficou rodeada de gente a elogiando pela dança.Mas ela, não pensou duas vezes, saiu correndo em direção ao rapaz, deixando John falando sozinho.Ela tinha uma suspeita e precisava confirmá-la.
Ela desceu as escadas e o encontrou caminhando lentamente pelo jardim, como se quisesse que ela o encontrasse.
Então ela gritou:
-Ei, qual é seu nome ?!
-Meu nome? Você não precisa saber.Apenas saiba que eu fui o único que te conduziu na dança e na música que lhe faz arrepiar.-Respondeu ele com o tom de superioridade.
-Quem é você ? Como sabia que eu gostava dessa música? Como a conhece?
Perguntou Adeline um pouco assustada mas ainda desconfiada do rapaz.
-Conheço ela muito tempo....soube que foi feita para uma garota.Escutei e gostei.Aprendi a dançá-la.
Respondeu ele com um sorriso que mal cabia em seu rosto.
Adeline então, aliviada e sorridente responde:
-Eu sabia que era você .Quem mais poderia me conduzir daquele jeito no salão, Tom.
Ela, chegou perto de Tom, colocou suas mãos no laço que prendia sua mascará, ficou nas pontas dos pés e ele se aproximou mais e a beijou.
Ela o beijou com tanta paixão e tanta pureza que lembrava a dança deles dois.E ele a beijou com todo o amor forte e contido que ele havia guardado, ritmando assim a música em que dançaram.E alí, naquele jardim, ele disse tudo o que sentia por ela e ela por ele.Ela, foi honesta com John, terminando com ele e ficando assim de vez, com o amor de sua vida.
Um pouco assustado e envergonhado, diz:
- Me desculpe! Não sabia que estava trocando de roupa.
Ela responde um pouco envergonhada mais com um sorriso meio bobo:
-Tudo bem.Finja que isso é um biquini.Você já me viu de biquini quando eramos adolescentes!
Ele tapando os olhos e com as bochechas coradas, se vira de costas e responde:
-Sim, mas você cresceu e se tornou uma bela mulher...Ops, acho que falei muito alto.Vou me retirar.Quando terminar, me chame!
Ela o responde entre risadas:
-Ei...espe...-Já era tarde, ele tinha saído do quarto.
Passou-se alguns minutos a garota volta a chamar Thomas em seu quarto:
-Thomas, você pode me ajudar aqui?
Ele a responde com um tom de boa vontade:
-Claro, Adeline!
Ele vai depressa, passa por entre as duas mesinhas perto do sofá e com passos largos percorre o corredor até ficar de frente com a porta do quarto de Adeline.
-Posso entrar? Indagou.
Uma voz meio abafada saiu de dentro do quarto, respondendo:
-Sim.Por favor!
Ele roda a maçaneta com cuidado e entra no quarto.Assim que ele percebe que ela ainda está colocando a roupa, se vira novamente com as bochechas queimando e vermelhas de vergonha.
Então ele pergunta:
-Você não ia me chamar quando estivesse pronta?
Ela rindo, respondeu:
-Estou quase.Preciso que você feche o ziper.Apenas isto.
E com um sorriso amigável, ela o vira e ele se posiciona em frente ao espelho atrás de Adeline.
Então, ele diz:
-Belo vestido.Vai ser a fantasia mais bela do baile.
-Obrigada!Você, sempre gentil e carinhoso comigo.
Thomas com um sorriso discreto porém, esboçava a satisfação do elogio, responde:
- Sim.Sempre!Você é muito importante para mim Ade.Você não tem ideia do quanto...
Nisso, o som da campainha ecoou dentro do apartamento, obrigando Thomas a parar o que iria dizer.
-Eu não tenho ideia do quanto...-Perguntou Adeline.
-Ah! Nada não Ade.Deve ser seu namorado.Vou atendê-lo .
-Avise para ele, que vou demorar alguns minutos.-Disse Adeline apressada.
-Tudo bem.-Respondeu Tom.
Thomas passou novamente pelo corredor, só que dessa vez, sem pressa. Estava decepcionado com sigo mesmo, por não ter tido coragem de se abrir com Adeline.
Já na porta do apartamento, Thomas girou a maçaneta e disse um tanto quanto seco:
- Oi John.
John sem perceber o tom de voz seco de Thomas responde adentrando no apartamento:
-Oi Tom!O que você faz com essa roupa?
Cadê a fantasia ?
- Eu não vou John.-Disse Tom um pouco triste.
-Por que não ?Indagou John
-Tenho trabalho para fazer e outras coisas do curso.
-Que pena.Vai perder uma 'festona' por conta de livros.
-Irão ter outras John.-Disse Tom tentando consolar-se.
-Sim.Mas não igual a está.-Respondeu John sentado de um modo a vontade no sofá.
Quando Tom, iria responder John, Adeline aparece na porta do corredor com um vestido roxo lindo e uma mascará combinando certamente com sua delicadeza e com seus vestido e com todo o conjunto em que estava.
John e Thomas, olham para ela admirados.Porém, John, não a elogiou, nem se quer disse 'Oi' para ela.Apenas perguntou:
-Já está pronta? Achei que não ia mais na festa, estava me cansando de esperar.
Tom se vira para a mesa e pensa: 'Que idiota! Ade está linda, deslumbrante e ele nem se que a elogia.'
Adeline, fica um pouco chateada por não ter recebido um elogio de seu namorado, mas com um sorriso desfasando a leve tristeza, disse:
- Sim, estou pronta John. Podemos ir.
Ele um pouco irônico diz:
-Finalmente!
Adeline e John seguem rumo a porta.Mas Adeline se vira e pergunta para Tom com um olhar e um sorriso simpático:
-Tem certeza que não que ir ?Há tempo ainda.
Ele faz um sinal negativo com a cabeça.
Mas, antes que ela fechasse a porta, ele segura com certa leveza e segurança seu braço e diz quase que cochichando:
-Você está linda!
-Obrigada!-Responde ela quase que cochichando também.
Na festa do Campus da Faculdade, todos estavam bem arrumados, com mascarás lindas e mal reconheciam um ao outro.
John, um tanto quanto irritado, diz para Adeline:
-O que você tem? Até agora não dançou, até agora não se animou comigo.Será que vim aqui á toa ?
-Não.Acho que preciso de um drink para me animar.-Respondeu ela para camuflar a falta que fazia Tom e a preocupação que sentia em querer saber o que ele ia lhe contar.
-Assim é que se fala meu amor, vou buscar uma bebida para você se animar.
Ela apenas sorriu secamente para confirmar o que John tinha tido.E ele se foi.
No balcão do bar, ele começou a conversar com uma outra moça e Adeline percebeu seu entusiasmo ao conversar com a moça e percebeu que ele havia lhe deixado sozinha.Porém, Adeline não se importou muito, pois algo tinha chamado sua atenção.Sua música favorita, começou a tocar no instante em que ela resolveu ir embora.Percebendo que ninguém a conhecia, Adeline ficou incomodada pois seu namorado não havia lhe puxado para dançar.Porém, um rapaz a chamou para dançar sua música.Então, ela sem pensar foi.Foi apenas para fazer ciúmes em John.
O rapaz conduziu a garota até no meio do salão. E a música voltou ao começo. E assim que as batidas fortes começaram juntamente com a voz marcante do cantor, o rapaz conduzia a moça suavemente pelo salão.Os dois havia muita sincronia e química.Pareciam flutuar. Ele a girava e ela girava com tanta leveza que seus pés pareciam não tocar o chão.Ele todo imponente, marcava os paços e sempre com um ar severo olhava para ela com ternura.Ela retribuía os olhares.
Todos em volta, ficaram maravilhados com a dança. John, ficou um pouco enciumado.Mas não podia fazer nada.
Quando a música estava terminando, o rapaz girou a moça e a puxou para perto de si com tanta paixão, que ela quase o beijou.E quando parecia que esse ato iria ocorrer, ele a inclinou imponte e no ritmo da música, terminando assim a dança.
Ele a soltou e saiu do salão sem dizer nada.
Adeline, ficou rodeada de gente a elogiando pela dança.Mas ela, não pensou duas vezes, saiu correndo em direção ao rapaz, deixando John falando sozinho.Ela tinha uma suspeita e precisava confirmá-la.
Ela desceu as escadas e o encontrou caminhando lentamente pelo jardim, como se quisesse que ela o encontrasse.
Então ela gritou:
-Ei, qual é seu nome ?!
-Meu nome? Você não precisa saber.Apenas saiba que eu fui o único que te conduziu na dança e na música que lhe faz arrepiar.-Respondeu ele com o tom de superioridade.
-Quem é você ? Como sabia que eu gostava dessa música? Como a conhece?
Perguntou Adeline um pouco assustada mas ainda desconfiada do rapaz.
-Conheço ela muito tempo....soube que foi feita para uma garota.Escutei e gostei.Aprendi a dançá-la.
Respondeu ele com um sorriso que mal cabia em seu rosto.
Adeline então, aliviada e sorridente responde:
-Eu sabia que era você .Quem mais poderia me conduzir daquele jeito no salão, Tom.
Ela, chegou perto de Tom, colocou suas mãos no laço que prendia sua mascará, ficou nas pontas dos pés e ele se aproximou mais e a beijou.
Ela o beijou com tanta paixão e tanta pureza que lembrava a dança deles dois.E ele a beijou com todo o amor forte e contido que ele havia guardado, ritmando assim a música em que dançaram.E alí, naquele jardim, ele disse tudo o que sentia por ela e ela por ele.Ela, foi honesta com John, terminando com ele e ficando assim de vez, com o amor de sua vida.
terça-feira, setembro 25, 2012
Caminho
Quando a gente acha que tudo está perdido e que fizemos a coisa errada achando que era a certa, sempre tem uma pessoa que nos mostra que não.Que tomamos o caminho certo, que estamos apenas traçando e escrevendo nossa história, nosso caminho. Em algumas folhas desse livro não iremos encontrar palavras para descrever o sentimento vivido no momento, sendo bom ou ruim.Em algum momento do caminho, temos que saber contornar o obstáculo ou tomar outra direção, mesmo que isso nos leve a nos machucar, a nos despedir de alguém ou machucar alguém.Mas sabemos que diante de todas as dificuldades e tristezas, encontramos a felicidade ao fim do livro e ao fim do caminho.
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