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terça-feira, março 31, 2015

....Leãozinho.


Sabe aquela amizade faceira, que traz calmaria, que apenas um simples OI muda o dia?

Sim, você me proporciona os melhores sentimentos mesmo que há números nos separando...você me ouve, me entende e me faz bem.
Puxa vida, como gostar tanto de você sem ao menos tocar você com um cafuné nesses cabelos rebeldes porém, o dono deles é proprietário da mais bela alma...nítida e suave como nossa amizade. Quero um dia ainda poder te ver....e poder te dar um abraço guardado....Pois para você, tenho o mais belo e sincero sentimento.
E quando você está triste leãozinho, meu coração fica doido...por não poder estar com você e poder dizer com sua cabeça em meu colo: ‘’Vai ficar tudo bem’’ e te fazer rir... 
A nós, todas as mais belas canções, sensações.... 

Gosto muito de você, leãozinho...

sexta-feira, setembro 19, 2014

Coming Back

Seus movimentos eram precisos, como se quisesse impressionar.O que de fato acontecia.
Sua técnica e leveza, dava a impressão de flutuar por todos os espaços do palco.
Sua beleza era de encher os olhos da platéia. Sua roupa cuidadosamente colocada, cada passo bem executado, mostrava confiança no parceiro e nas demais.A dança tinha perfeita sincronia e nossa, era impossível desviar o olhar daquela jovem que dentre as demais, se destacava como se fosse única naquele lugar.No clímax da música, ela girava e girava como uma bailarina na caixa de música, sem nunca perder o equilíbrio e no fim, caía nos braços do companheiro levantando aplausos calorosos vindo de todo o teatro. O palco antigo de madeira naquele instante se tornava a moldura daqueles artistas.Como se fosse uma fotografia em movimento, em áudios, eternizando aquele pequeno espaço do instante.
As cortinas vermelhas de veludo, fecharam-se e a plateia ainda estava anestesiada pelo espetáculo.
Meus olhos ainda permaneciam no exato lugar em que a jovem ficou quando delicadamente agradeceu os aplausos.
Segui em direção ao camarim e meus passos largos,apressados me faziam esbarrar na multidão que ficava nos corredores parabenizando o pessoal. Eram flores, sorrisos, abraços, choros de emoção, elogios...uma sinestesia múltipla.Mas meu objetivo era outro.A única de cabelos ruivos levemente cacheados que brilhou na noite me deixando boqui-aberto.
A vi com seu roupão bordado com flores que pareciam colocadas uma a uma cuidadosamente. Foi então, que ela se virou e um sorriso largo estampou seu rosto branco e fino.Veio em minha direção com os braços já abertos esperando um abraço.Abraço.Aquele em que você não tem vontade de soltar mais a pessoa.Sentia seu perfume que se misturava com o de seus cabelos e tudo se dissolvia ao meu redor, como se existisse somente nossa presença.
Saímos sem direção e numa pequena praça ela parou, tirou seu calçado e começou a rodopiar no pequeno coreto no centro da praça.Não havia música, somente o som do vento era a trilha sonora daquela ocasião.Seu vestido rodava com ela, seu sorriso de criança caracterizava sua alegria. E eu como sempre a observar. Notava que tudo era tão simples mas com beleza imaginável. Seus movimentos eram diferentes da apresentação e a ouvi dizer com os olhos fechados mas com o sorriso entre as palavras:''Não precisa de música ou coreografia quando se tem a dança guardada no coração.Posso imaginar uma música, um lugar e começar a dançar.''

Ela estendeu sua mão pequena em minha direção me convidando para dança. Aceitei o convite e a rodei, terminando seu giro junto a mim.Sentia seu coração bater junto ao meu. Seu olhar rente ao meu.Sua respiração ofegante, seu perfume adorável e sua boca corada pedindo um beijo.Beijada.Senti sua mão no meu pescoço enquanto a minha segurava sua cintura.Naquele momento, o vento era a musica, as estrelas o cenário e o coreto a moldura daquele espetáculo, daquela dança, da qual nós dois fazíamos parte.
A levei para casa.Nossa casa.A vi se trocar, sempre provocante.Veio em minha direção com um olhar sedutor deitou-se do meu lado,me deu beijo.Beijos que não pararam mais.Minhas mãos deslisavam em seu corpo.Nos perdemos em um mar de lençóis.Esse foi o fim.A apresentação final.O sol do amanhecer foi a cortina vermelha.Encerrando o espetáculo para deixar a todos, no meu caso...no nosso caso, esperando o próximo.Que seria breve.Pois cada dia que se passa, vivo um novo espetáculo com ela e sempre espero o próximo e o próximo...


domingo, setembro 14, 2014

Número 80

''Quer encontrá-la? Vá até ao bar da rua 80''
Era isso que dizia no bilhete que encontrei pregado com fitas amareladas, talvez por estarem velhas, na porta da minha casa que se encontrava meio aberta e com o interior todo revirado.Meus passos se apressaram-se e fui passando por entre cacos de vidros, mesa caída até chegar no quarto,onde vi um líquido pastoso e vermelho escorrendo pela parede,parecendo que uma mão havia deslisado ali.Logo vi que faltava algo. Era ela.Eles haviam levado ela e pelo visto, ela revidou o ataque. Pensava se ela estava machucada ou se ela machucou eles. Minha preocupação maior, era saber se ela estaria viva até eu chegar a esse bar. Sai correndo pela casa, pisando nas coisas que no chão estava, não me preocupei em fechar a porta, desci pulando os degraus da escada e na rua me encontro, sem direção e sem rumo.Apenas com um bilhete que dizia ''rua 80'' e um símbolo estranho, que mais parecia uma letra grega ou algo assim. Com passos largos e mãos na cabeça, saí esbarrando em pessoas na rua na tentativa de achar a tal rua 80. Perguntava para todos e ninguém sabia me responder onde ficava essa rua.

Fim de tarde, noite chegando, sento-me numa praça. Havia somente eu e as folhas secas brincando na brisa de outono. Ali fiquei pensando no que aqueles psicopatas poderiam fazer com ela. De repente, uma luz na casa que ficava em frente a praça começa a piscar chamando minha atenção. Noto, que ela é a única da rua que era um tanto quanto cinza e tinha ar tenebroso.
Ameaço levantar-me mas vejo que há alguém entrando na casa. De primeiro impacto, não reconheço, mas quando a pessoa se virou para fechar o portão, reconheci os cabelos negros. Era meu amigo. Mas o que ele fazia ali? Naquela casa estranha? Não sabia da existência dessa casa e muito menos que ele frequentava ela. Levantei-me e fui em direção ao portão da casa que rangia ao ser aberto. Caminhei por entre pedras e cheguei a porta da frente; silêncio.Ouvia-se somente o vento e minha respiração.
Meus dedos coçavam para tocar a campainha, mas me contive assim que vi o mesmo símbolo do bilhete na porta, perto do olho mágico.Fiquei intrigado. Seria ali onde esconderam ela?
De repente, ouvi uma porta bater. Não vinha de dentro, mas sim de fora. Rodei a casa e percebi que era a do porão.Abaixei-me e por uma pequena e suja janela, pude enxergar um pouco do interior. Vi silhuetas mas não as identificavam por conta da poeira do vidro e da tela que havia do lado de dentro.Não fora muito rápida minha observação, logo ouvi passos e sai dali tão rápido quanto lebre ao correr.
Meu coração batia acelerado e um pouco aliviado, pois poderia ser ali onde ela estava.
Voltei para minha casa, que ainda estava revirada. Sentia falta dela. Sentia seu cheiro e me doía ao ver aquele sangue na parede,pois não sabia se era dela ou não. Deito-me na cama e meus pés tocam o chão, logo sinto algo passar por ele. Levanto e vejo que era apenas o gato. Nosso gato, o qual minha namorada tinha um amor imenso por ele. O gato parecia um pouco inquieto, passando de um lado para o outro, parecia que queria me dizer algo. Ignorei e fui até a cozinha. Pego um copo d'água e quando fui me direcionar até a geladeira, tropeço no gato que ainda insistia passar na minha frente de um lado para o outro:
''Pois bem gato, você venceu. Parece que quer me dizer algo, mas eu não entendo você. Ande, fora daqui'' Assim, o coloquei fora de casa pela janela. O gato ficou me olhando sentado no para-peito e ali ficou até começar a miar e de repente ele sumiu. ''Gato estranho, sempre achei que ele não era muito normal igual aos outros''.
Voltando para o quarto, ouvi um barulho na porta, fui abri-la e vi o gato a arranhando. Fiquei intrigado pois quando abri a porta, o gato saiu correndo escadas abaixo. Fui atrás. Desci as escadas e encontrei o gato perto de uma porta. No subterrâneo do prédio. A porta estava entre aberta e tinha um cheiro de coisas velhas, um cheiro de bolor.
Entrei e a luz fraca da lâmpada iluminou o local. Notei que alguém havia passado ali recentemente.
Fui andando e de repente, o gato miou e fui até ele. O encontrei sentado numa estante com um papel embaixo de sua pata que dizia ''Número 80''. Virei o papel e percebi que era uma fotografia antiga de uma casa. Mas não era uma casa qualquer, era a casa que entrei na noite passada.
''Esse gato realmente não é normal. E como esse bilhete veio parar aqui?''
De repente, ouvi vozes não muito longe de onde estava. Peguei a fotografia, apaguei a luz e sai dali.Mas notei que as vozes iam em direção ao local que eu me encontrava e ali no meio da escuridão e atrás de uma pilastra me escondi.
Ouvia as vozes cada vez mais próximas e por fim, consegui ouvi a conversa:
''Você deixou apenas o papel certo? Nada mais que isso, algo que possa nos entregar de bandeja para ele.''
''Não, claro que não.Foi o bilhete e só. Até ele achar esse lugar...-Uma risada desengonçada e um pouco maléfica ouviu-se no lugar.-''A garota já vai estar morta.''
''Que bom.E mais uma vez lhe digo, nunca dê essa risada novamente.''Disse o outro com a voz enfezada. Abriam a porta do local que estive e pude ouvi-los remexer todas as estantes, armários e gavetas.Pareciam procurar por algo.Será a foto? 

Saí imediatamente dali e fui até meu apartamento.Lá, fiquei a olhar a fotografia da foto e da minha namorada. Dentro de mim, doía meu coração, como se alguém estivesse tirando ele a força. Não conseguia entender a lógica, mas sabia que naquela noite iria procurá-la na casa estranha da praça...não aguentava mais a agonia de pensar no que poderia estar acontecendo com ela.
Troquei de roupas, juntei o necessário e fui e direção a casa

                         
                              ***


No cativeiro.
''Pois bem, a garota está conosco e o que iremos fazer? Ele ainda não veio procurá-la, nem deu sinal de vida.''

''Ele vai vir, paciência...''
''Mas ...''
''Mas nada, chega! Cale a boca e vá ver como ela está!''Gritou o jovem de cabelos negros e olhos verdes enfurecidos.
''Sim, senhor.''
''Idiota, se ele demorar muito para buscá-la vou dar continuidade ao meu plano.Ele achou mesmo que iria se dar bem? Eu o avisei que não.''Pensou o jovem, sentado numa mesa velha porém ainda se mantinha forte juntamente com a cadeira que estava sentando. O ambiente ao seu redor cheirava a poeira e era úmido por conta da chuva que havia começado.Seus cabelos eram tocados por uma leve brisa que vinha da janela quebrada.

O jovem cansou de esperar a volta do seu criado eu foi pessoalmente até o local onde a garota estava.
Lá, encontrou o seu criado e mandou que saísse, ficando sozinho com a garota.
''Como foi seu dia hoje?Ainda está brava comigo?''Perguntou ele abaixando-se e com um sorriso irônico,perto da grade onde a garota estava.

''Saia daqui...''Respondeu ela um pouco sem forças, pois estava ferida.
''Que má educada, vim cuidar de você e é assim que me retribui?Pois vou embora e lhe deixar ai, perdendo a vida aos poucos...por que não?''Disse ele virando-se e indo embora.
''Por favor, volte...''Disse ela com um tom de voz um pouco baixo.
''Como é? Não ouvi.'' Respondeu cinicamente.

''Preciso que me ajude.Por favor.''
''Te ajudarei, mas não tente nenhuma gracinha.''Disse ele abrindo uma espécie de gruta com uma grade.
O jovem entrou, deitou a garota e começou a cuidar do ferimento dela. Por alguns minutos, ele pareceu inofensivo e bondoso, indo contra tudo o que havia acontecido até hoje. 

A garota sentia dor e por fim agradeceu aos cuidados do jovem que no final antes de sair disse:
''Não acostume-se, só fiz isso para você ter um pouco mais de tempo de vida.Ainda não quero você morta.''Ao dizer isso, deu um beijo na garota, que o empurrou e limpou a boca e disse:
''Nojento, ele irá vir me tirar daqui.Você é um imbecil que não consegue perder, que não consegue aceitar um NÃO como resposta. Aceite que perdeu e nos deixe em paz.''As últimas palavras foram ditas emboladas pois um choro veio a tona.
O jovem saiu enfurecido e quando chegou a sua sala teve uma surpresa.
Deu de encontro com o namorado da garota, sentando na cadeira em frente a mesa dele, o esperando com os pés na mesa e com uma voz irônica disse:
''Te achei.''
''Achei que fosse demorar mais, pois as dicas não foram muito fáceis.''
''Acredite se quiser, tive uma ajuda, mas isso não vem ao caso.''Disse o rapaz levantando-se e empurrando o outro jovem até uma parede e colocando uma faca em sua garganta.
''Calma ai nervoso. Se me matar, não saberá onde sua amada está''Disse ele rindo.
''Me diga, vamos, onde ela está?Diga por bem ou por mal.''
''Ah me poupa, você dando uma de durão?Qual é.-Disse o jovem de cabelos negros soltando-se do outro e dando um murro nele.- Você nunca fez mal a uma mosca...aliás, o único mal que você fez até hoje foi a mim''Terminou ele dando um chute no rapaz ao chão.-Você a tirou de mim.Você fez a cabeça dela.Você me traiu.-E a cada revolta na fala, era um gesto agressivo no rapaz estirado no chão e machucado.
Por fim, ele disse:

''E se quer saber? Eu a beijei hoje.Como a beijei antes de você aparecer.Foi tão bom.E sabe de uma coisa Gui, você foi um péssimo amigo.''
Guilherme, no chão, recuperando folego, diz:
''Não fiz nada do que falou...ela apenas enxergou quem era você.Um...um maníaco, que de tanto bater matou o melhor amigo dela.Matou as pessoas que a cercava para ficar com ela só para você, sem ter que dividir.Quando eu mostrei a ela a cena do espancamento, ela apenas tirou suas conclusões. Se ela se interessou por mim não tenho culpa.Fui o único que a ajudou quando todo o resto a acusava do que ela não tinha feito por sua culpa.-Levantou ele revidando o murro- E agora você não vai tira-la de mim.''
Guilherme sai correndo em direção ao porão enquanto o rapaz se recuperava do murro. Não demorou muito para que ele o alcançasse o impedindo de chegar ao porão.Mais uma vez houve briga entre os dois e Guilherme consegue deixar o 'amigo' desmaiado e vai até sua namorada que gritava por ele desde que ouviu sua voz nas proximidades do porão.
Guilherme a tira do local e a carrega nos braços e ela o abraça forte encontrando seu refúgio.Passando perto da briga, não encontram o rapaz no chão, preocupado, Guilherme segue com atenção pela casa idealizando sair dali em salvo com a amada,a deixando em dos quartos perto do hall de saída a salvo para que ele pudesse checar as saídas.
Ele chega aliviado no hall de entrada e antes que pudesse colocar suas mãos na maçaneta, ouve atrás deles:
''Não será tão fácil assim.Você não será o único que se salvou.Não, não você.''
''Guilherme se vira e depara-se com o jovem armado e mirando em sua direção. Sem ter o que fazer, tenta convence-lo de não cometer mais nenhum erro.Em vão.
O jovem estava disposto mesmo em matá-lo até que se ouve um tiro;silêncio.
Guilherme com os olhos fechados coloca a mão em seu corpo e não nota nada de diferente. Quando os abre, percebe o corpo do jovem caído e atrás dele sua amada armada.
Ele sai correndo em sua direção, ela cai em seus braços e diz assustada:
''Não acredito que fiz isso. Mas eu tinha que te salvar assim como me salvou.Não podia te perder.''
Ele com um sorriso de canto de boca diz:
''Está tudo bem.Vamos sair daqui.Agora você está em segurança.Vou te levar até um hospital.''
Então, os dois saíram da ''rua 80'' que era a antiga casa dos familiares do jovem morto.
O casal teve sua vida livre de tormentos e a seguiram em paz, esquecendo-se do ocorrido, ou tentando esquecer.

                                                         

Complicada e não tão perfeitinha.

Sou aquelas pessoas que não são de falar muito sobre o que sente, o que pensa, o que tem vontade...sobre o que é de verdade.
Não gosto muito de falar.Se falo é somente o necessário.Não falo nada a mais e a menos.Não gosto de dar detalhes sobre minhas coisas...sobre o que há dentro de mim, gosto de observá-los.
Meu silêncio não significa arrogância.Não se incomode com ele. 

Meu jeito fria não é porque sou insensível ou durona, pelo contrário...mas com a diferença de não saber demonstrar ao certo o que sinto.
Não confunda meu jeito meio grosso com ignorância. Sinto e muito mas demonstro pouco.É a verdade.
Pode estar certo de que quando eu não gostar vou demonstrar, falar.

Sou confusa, difícil de entender e de ser entendia. Até eu mesma não me entendo.
Mas tenha paciência e não cobre demais...pois pode acabar pressionando demais e é ai que as coisas fogem do controle e se escapam entre os dedos.