...continuação
Mary encontra-se na estrada sem saber a certo o que fazer. Se continuaria em frente ou recuaria para sua casa.Mas ela tinha uma única certeza enquanto caminhava adentrando solitária na escuridão da noite, nem a Lua estava ajudando, estava entre nuvens, deixando o caminho pesado e sombrio.Mary carregava a certeza de se vingar daqueles que mataram sua mãe, sua única família e quando ela pensou nisto, apressou o passo e caminhou rapidamente até chegar na estrada que levava para a capital.
Não havia uma alma viva e muito menos carros.Estava apenas Mary e sua pequena mala.
Logo, o sol começava á apontar no horizonte, iluminando aos poucos a estrada e o rosto de Mary.Depois de horas incansáveis de caminhada, ela conclui seu objetivo chegando em Londres.
Mary caminhava por entre as ruas frias que ainda não estavam completamente tomadas pelo sol nascente.Ela observava alguns comerciantes abrirem suas portas e algumas freiras entrando na igreja.Ela não sabia ao certo o que fazer, onde ir e o que encontrar.Estava ali apenas por extinto, por loucura talvez.Ela entra então na igreja junto com o grupo de freiras e se senta no primeiro banco que avista, deixa sua mala ao seu lado, abaixa a cabeça e começa a chorar baixinho, como se fossem sussurros os seus soluços.Umas das freiras, percebe seu desconsolo e senta-se ao seu lado e passa o braço pôr entre os ombros de Mary e a indaga com uma voz doce e serena:
-O que acontece jovem ?
- Não sei ao certo Irmã.Estou sozinha nesse mundo sem saber o que fazer .-Respondeu Mary levando a cabeça e com os olhos embaçados de lágrimas, tentava observar o rosto da freira que de primeiro impacto parecia branco e um pouco enrugado.
A freira abraçando Mary, diz quase que muito baixo:
-Não fique assim menina.Venha comigo, você deve estar muito cansada pelo que percebo, veio de muito longe e á pé.Entre comigo no convento que fica atrás da Igreja.Se lave, coma algo e depois vá conversar comigo.Estarei te esperando no pátio leste do convento.Ah!Antes que me esqueça,meu nome é Irmã Catherine.
Se sentindo um pouco consolada, Mary respondeu tentando dar um sorriso de gratidão em meio de algumas lágrimas:
-O meu é Mary.
-Lindo nome!Vamos!?- Disse a irmã com um belo sorriso.
Mary seguiu a irmã até no quarto em que iria ficar.Agradeceu pela hospedagem e foi fazer o que a irmã tinha lhe dito.Tomou seu banho, comeu e foi até o pátio.Encontrou a irmã sentada num banco de madeira branco lendo um livro.Mary se sentou e a irmã fechou o livro e disse olhando para a capa :
-Conte-me o que aconteceu com você querida.
Mary fez que sim com a cabeça e contou toda a sua história.Tudo, sem esquecer de nada.Só não contou a parte da sua vingança, pois a irmã poderia lhe chamar a atenção e impedi-la.
A irmã ouviu tudo atentamente e no fim apenas disse com um ar preocupado:
-Você sofreu muito Mary.Necessita de cuidados.Fique conosco até você completar maior idade ou até saber o que vai fazer da sua vida.Iremos cuidar de você, te dar uma boa escola e tudo o que necessita.Você é um caso especial e será bem cuidada aqui por todas nós.
Quando a irmã terminou de falar, ela sorriu para Mary e Mary retribuiu o sorriso e foi conhecer a sua nova 'casa' com a Catherine.
Mary, muito cansada da viagem, pede licença a irmã e vai para o seu quarto descansar.Em seu quarto, Mary mal conseguia fechar seus olhos, pois não parava de pensar na vingança de sua mãe e na trágica cena que presenciara.Mary, começou a planejar como mataria os assassinos de sua mãe.Cada vez que pensava neles, sua raiva aumentava e aumentava também sua angustia de ter depositado sua total confiança em ambos.
Logo Mary completou seus 17 anos e já estava determinada em sair do convento e começar sua vingança.No dia 26/08/98 Mary saiu do convento muito agradecida por tudo que as irmãs fizeram por ela.Mary criou um afeto muito grande por Irmã Catherine que quando Mary se foi, ficou muito triste.
Mary se sentiu livre quando passou da porta para fora do convento.Sentiu a brisa suave tocar seu rosto e por alguns segundos, lembrou-se do campo em que ia todas as sextas feiras.
Ela então, começou a descer a rua até no seu fim.Virou-se a esquerda entrando numa outra ruela que levava para outra ruela como se fossem labirintos sujos e cinzentos.Quando Mary alcançou 6 quarterões ao longe do convento, encontrou uma casa abanada. Ela entrou e tomou posse da casa por certo tempo.Não se preocupou em limpar o lugar pois ele iria se sujar mais e mais de sangue daqueles que a traíram.
Enquanto estava no convento, ela recebia cartas de Jack que foi lhe contando histórias que ela jamais suspeitara que envolvesse a morte de seu pai, de sua mãe entre outros segredos de família.Quando ela lia as cartas, ela tinha a sensação de que estava perdendo sua identidade e que a vida que vivia era baseada em mentiras. Sua vontade de acabar com a vida de todos esses que lhe fizeram mal ia crescendo juntamente com suas informações sobre cada pessoa.Mary reunia todas as informações necessárias para dar o tiro certeiro de uma só vez,sem errar e sem deixar vestígios.
Logo, ela descobriu o paradeiro de sua primeira vítima.Sabia onde ela trabalhava, onde ia depois do trabalho, enfim, de tudo.
Mary, se arrumou como se estivesse indo á uma festa e seguiu rumo ao bar onde sua vítima frequentava todas as noites.
Mary, o observou de fora do bar e percebeu que o casaco estava no banco ao lado e que sua vítima estava um tanto quanto desconsolado.Ela entrou no bar sem chamar muita atenção e se sentou a um banco de distância de sua vítima e pediu a mesma bebida que ele estava bebendo.Ela virou o liquido sem fazer muita espera. Ela pediu outro e mais outro.O rapaz ao seu lado a disse com um tom um pouco sarcástico e sem olhar muito bem para ela:
-Vá com calma moça.Essa bebida é muito forte para uma mulher.
Ela olhou para ele e respondeu secamente:
-Eu aguento.Já aguentei muito coisa na minha vida.
Ele olhou para ela e como estava bêbado, não a reconheceu.Logo ele disse:
-Junte-se a mim.Te pago o seu drink.
Ela aceitou e se sentou no banco que os separavam.
Os dois começaram a conversar e ela começou a falar tudo que o agradava.Para fisgar de vez sua presa.
Quando ele se distraiu,Mary colocou uma substancia na bebida do rapaz que iria lhe causar um sono na hora em que era preciso.
Mary convida o rapaz para lhe acompanhar, alegando não estar muito bem.O rapaz concorda e a acompanha até sua casa.Mary percebe que pelo caminho o homem já sentia os efeitos da substancia e Mary pede para ele entrar, já que não se sentia muito bem. Ele entrou e se sentou no sofá velho e sujo que havia.Era o único móvel do primeiro cômodo da casa.
O rapaz então, com uma tremula disse:
-Estou ficando com sono, me sentindo tonto e vejo tudo rodar.
-Deve ser porque bebemos demais.Descanse um pouco e quando acordar, você vai embora.Disse Mary com um sorriso sombrio.
Ele não teve tempo para a resposta.Se deixou levar pelo grande sono que sentia, sua cabeça caiu para o lado e ele suspirava fundo, demonstrando seu sono profundo.
Mary o carrega então, com alguma dificuldade, para o porão da casa e o amarra numa mesa de madeira e começa a afiar as suas facas e tesouras.
Mary se senta no degrau da escada aguardado o rapaz acordar.
Após alguns minutos, o rapaz acorda e com as vistas embaçadas, tenta reconhecer o lugar em que está.Quando ele percebe que não há nada em sua volta a não ser uma mesinha cheia de facas e tesouras de vários tamanhos se desespera e tenta se levantar, mas em vão, pois estava preso aumentando mais ainda seu desespero. Mary percebe que ele se encontrava acordado, vai até a mesa maior e diz dando uma risada irônica:
-Quem diria...você aqui preso como meu pai.Logo você, tão feliz e confiante.Tão sedutor com suas palavras consoladoras e cheias de ternura.
-Mary? É você mesma? Como você mudou garota!Não há vejo faz 1 ano.Você mudou muito, por onde andou, o que irá fazer comigo.Me solte por favor.
Disse ele com grande desespero.
-Shiiu.Sua voz me irrita.E uma pergunta de cada vez e uma coisa de cada vez.Irei te soltar sim....Mas antes, vou vingar meu pai.
-Seu pai morreu de uma doença desconhecida,Mary.Respondeu o homem quase que aos prantos.
-Não morreu!Gritou Mary enfiando uma tesoura em seu braço com muita violência!
O grito do homem se abafou no porão.
-Ele morreu em suas mãos.Você o matou por conta da minha mãe.Foi demais ver sua amada nos braços de outro?!Foi demais para você perceber que minha mãe amava meu pai ao invés de você ?!
E mais uma tesourada foi acertada no braço do homem.
Mary, pegou a sua faca, a mais afiada e a maior e apontou para o peito do homem e disse jogando seus cabelos para o lado para poder ver melhor sua 'arte':
-Sabe, sempre gostei de vermelho.E vou decorar esse lugar com essa cor que será do sangue que sairá de seu peito agora, Sr...
...continua

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