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domingo, setembro 30, 2012

Doce gosto da vingança

...continuação
-Sabe, sempre gostei de vermelho.E vou decorar esse lugar com essa cor que será do sangue que sairá de seu peito agora, Sr. Gregory Bell.
Mary tinha prendido seu tio.Ele havia matado seu pai por conta de uma briga antiga envolvendo assuntos emocionais. Gregory havia dito que o pai de Mary tinha morrido de causas naturais em sua casa e para evitar maiores sofrimentos a família o enterrou no cemitério local, quando que na verdade havia esfaqueado ele e enterrado em seu quintal com a ajuda de Amélia.
Mary, se posicionou de maneira que ficasse olhos nos olhos de seu tio e sem piedade, cravou a faca em seu peito.Ela fechou os olhos e apreciou o quebrar de alguns ossos e o sangue espirrando um pouco em sua face.Por sua vez, Gregory berrou tão alto que parecia mais um urro de um animal, que se calou no porão.
Mary terminou com sua primeira vítima.Limpou sua faca e todos os outros utensílios que havia usado, desamarrou Gregory que se encontrava sem vida e o carregou para fora do porão.Levou o corpo até os fundos da casa onde já havia uma cova aberta.Mary jogou o corpo lá dentro, tampou e se foi.
Ela foi extremamente cuidadosa em todos os seus atos, não deixou nenhum vestígio para a polícia.E nem poderia, tinha que matar mais duas pessoas ainda.
Mary, foi atrás de outro lugar abandonado que pudesse usar para sua segunda vítima.Ela encontrou a sua próxima 'casa das torturas' não muito longe da outra.Como já estava muito tarde, ela decidiu entrar e descansar, pois exigiu muito esforço para carregar o corpo para fora.
No outro dia bem cedinho, Mary voltou a procurar informações da sua segunda vítima e descobriu que ela ainda morava no mesmo lugar só que em outra casa.Mary se sentiu irritada ao ter que voltar para seu lugar de origem, mas era preciso.
Mary juntou suas coisas e se foi.Passou com pressa entre as ruas e logo chegou na estrada.Ela ficou um tempo parada para ver se arrumava alguma carona.Não demorou muito, ela pega uma carona num ônibus de trabalhadores do campo que por sorte iria para o mesmo lugar que ela.
Ela desceu uma fazenda antes da que realmente os trabalhadores iram parar.Então ela volta alguns metros e se defronta com sua antiga casa.Mary não faz questão de entrar,apenas rodeia a casa e chega aos fundos onde se encontra a lápide de sua mãe.Ela se ajoelha e diz:
-Mãe, falta pouco.Falta muito pouco para mim descobrir toda a verdade que nossa família nunca teve.
Se levanta e continua seu caminho.
Chega enfim na antiga casa dos Cook que estava abandonada.Se apossa dela e começa a organizar seus instrumentos para mais tarde.Sua ansiedade aumentava a cada vez que ela pensava na sua próxima vítima.Sabia que ela tinha feito muito mal naquele lugar, que matou muitas pessoas além de sua mãe.
Mas ninguém suspeitava dela pois levava uma vida tranquila como qualquer outro forasteiro. Mas Mary sabia quem era de verdade essa pessoa.Sabia seu jogo e suas maldades.
Logo anoiteceu e Mary estava pronta para o seu objetivo.
Foi caminhando lentamente em direção a casa.Quanto mais se aproximava, mais sentia ansiedade e o cheiro da fumaça que saia da chaminé.
Ela subiu então os dois degraus da porta de entrada.Dessa vez, ela não iria 'seduzir' sua vítima, iria na cara e na coragem matar dois coelhos numa machadada só.
Ela escuta dois homens conversando.Os mesmos dois homens que ela escutou na floresta quando ela ainda morava na fazenda.
Mary apenas observa do lado de fora os homens bebendo e conversando.Ela estava tão concentrada na sua observação que não percebeu que havia alguém se aproximando dela.Ela foi perceber quando o rapaz tocou seu ombro e disse:
-O que você faz aqui,Mary?
Assustada, Mary se vira e responde:
-Jack? É você ?
Ele com um sorriso estranho responde:
-Bom te ver menina.Você sumiu depois que saiu do convento e está mais bonita ainda.
-Obrigada Jack, mas não tenho tempo para conversas.Tenho que resolver um assunto com os Cook.Depois a gente se fala.
Respondeu ela um pouco nervosa e assustada.
Jack se foi e Mary entrou na casa.
Os dois homens então viram sua presença e disseram em conjunto :
-Mary....
-Sim.Sou eu.-Respondeu ela tremulando um pouco a voz.
-Como você está bela.-Disse Billy sarcasticamente olhando de cima a baixo Mary.
-Deixe de elogios Billy.Eles não funcionam mais comigo.-Respondeu ela o encarando.
-Menina!O que faz aqui?-Perguntou o Sr.Cook com um sorriso irônico no rosto.
-Não responda Mary.Eu respondo por você.Veio vingar a morte da sua mamãezinha ?!

Aquele Jack maldito, nos espionou desde do dia em que chegamos.Agora minha mãe já cuidou dele.-Disse Billy abrindo a porta da cozinha e revelando o corpo de Jack estendido no chão com uma faca nas costas.
-Mas..mas...eu acabei de falar com ele.Como...-Disse Mary em choros e sem condições de continuar a frase.
-Como ele morreu? Minha mãe é mais rápida que você pensa.Foi ela quem 'seduziu' sua mãe e bastou apenas eu te seduzir também para minha mãe fazer o trabalho.Somos uma família que mata outras por puro prazer.Não há motivos.Mas na verdade, dessa vez houve.Acho que você já sabe de toda a história de seu pai.Pois é.Seu tio o matou e nós acobertamos seus assassinato o ajudando a fugir.Mas ele nos devia vários outros favores.Seu tio trabalha com nós, matando pessoas.Mas um certo dia ele nos deixou.Foi o dia em que ele matou seu pai.Ele o matou com tanto prazer....mas ele disse que não queria mais essa vida e fugiu.Não o achamos mais então decidimos matar sua mãe para ver se ele aparecia no funeral de sua irmã.Mas nada.Em vez disso, veio você-Discursou Billy andando de um lado para o outro um tanto quanto irritado.
Mary escutou atentamente cada palavra e imóvel se mantéu até o fim do discurso.
-Chega Billy.Vamos matá-la antes que ela fuja.-Disse o Sr.Cook pegando seu machado.
-Vamos papai.Vamos sim...ela já nos deu muito trabalho.
Mary não tinha forças para correr, apenas seus braços se moviam defendendo as tentativas de facadas de Billy.
Até que uma delas foi muito forte e ela caiu no chão. Encanutada,Mary achou que seria seu fim e que não iria conseguir vingar sua mãe.Até que uma força súbita atingiu seu corpo e ela se atirou em Billy o derrubando.Mary pegou a faca e prestes a cravar em Billy ele disse rindo:
-Mary, Mary...A doce menina do campo se transformou em uma máquina de matar.Um animal selvagem com extinto de vingança.Menina, não faça isso que me apaixono por você!
-Cale a boca! Foi um erro confiar em você e na sua família.Eu amei você, outro grande erro.Agora você vai morrer como minha mãe.-Respondeu Mary fumegante e um um tom de felicidade.
-Mas não será possível Mary.-Disse Billy segurando suas mãos que apontavam para seu pescoço e olhando para seu pais que se encontrava atrás de Mary.
Mary percebe esse olhar e crava a tesoura no pé do Sr.Cook que sai dando pulos e xingando Mary.
Mary pega um punhal guardado em sua cintura e o crava em Billy.E diz com um tom de vitoriosa:
-Foi um erro você me subestimar!
E se virando para o Sr.Cook ela disse:
-Agora é sua vez.
E ela o empurrou para o sofá e foi cravando várias vezes o punhal em seu peito até se cansar.
Mary só não conseguiu matar a Sra.Cook pois havia fugido, mas ela se sentia vingada e aliviada por tudo ter acabado.
Mary sai da casa coberta de sangue e segue pela estrada escura que continha um ar pesado e nuvens escuras cobrindo todo o céu.Não havia um único som a não ser o de sua respiração ofegante e de um trovão ao leste, anunciando a chuva que viria.

Mary seguia a estrada satisfeita com o que havia feito e decidida a continuar com essa vida de assassina, vingando todos aqueles que foram injustiçados igual á ela.



Fim 

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